Barcelona 1 x 2 Real Madrid



1 – Magnífica homenagem a Johan Cruyff. Nunca a frase “o silêncio é de ouro” teve tanto sentido.

2 – Se – ênfase no se – o plano de Zidane era discutir a posse com o Barcelona, algo deu errado. Os primeiros vinte minutos foram um monólogo dos catalães, que fizeram a bola atravessar duas linhas brancas bem recuadas e chegaram à área de Navas sem grandes dificuldades.

3 – Ramos não fez pênalti em Messi em um contragolpe em três contra três. Mas fez falta. O contato se deu fora da área – lance dificílimo para a arbitragem humana – e poderia ter gerado o segundo cartão amarelo para o zagueiro.

4 – A bola se apresentou a Benzema na marca do pênalti. Estava alta, é verdade, mas o francês tem categoria para finalizar melhor.

5 – Com a bola, o monólogo se estendeu até o intervalo. Bastante evidente que Zidane ordenou seu time a retroceder para surpreender, mas a ideia foi executada pela metade. O Barcelona teve a bola e conseguiu criar espaço, mas não esteve nem próximo da contundência costumeira.

6 – Trios de cada lado: discretos.

7 – MSN em ação no minuto 54. Suárez recuperou a bola em duas divididas no lado direito; Neymar, contra marcação tripla, fez a bola chegar a Messi. O leve toque em busca do canto direito alto obrigou Navas a uma linda defesa.

8 – Sequência de escanteios e gol. Movimento de basquete na pequena área, com bloqueio de Pepe para Piqué se desvencilhar e cabecear no chão. Tudo começou com a disposição de Suárez ao sacrifício.

9 – Crucial participação de Marcelo no lance do empate, acionando Kroos na área. Benzema consertou o desvio na trajetória da bola com uma finalização acrobática, redimindo-se da chance dispensada no primeiro tempo.

10 – Um gol em jogada de bola parada, outro em troca de passes em velocidade. Autores invertidos em relação ao que se imagina.

11 – Lamentável prejuízo ao jogo na anulação do gol de Bale. Inclusive pela beleza do cabeceio do galês, que subiu majestosamente para superar Alba. Falta fantasma, gol legítimo.

12 – Expulsão tardia de Sergio Ramos no minuto 82.

13 – Mas o Real Madrid não deixou de ser melhor em postura e jogo com um homem a menos. O gol de Cristiano, dominando com o peito após a bola passar por cima de Daniel Alves e finalizando por baixo de Bravo, corrigiu o dano da arbitragem ao placar no Camp Nou.

14 – O Real Madrid era quem tinha mais a ganhar neste clássico, por tudo o que uma vitória sobre o rival significa a partir do dia seguinte. Curioso que tenha passado a um modo mais corajoso de jogar somente após sofrer o gol. Vitória com justiça sobre um Barcelona (invicto havia 39 jogos) muito aquém de sua capacidade.

15 – Partida definitiva de Casemiro, mencionado aqui como 5 ideal para uma hipotética Seleção Brasileira no 4-3-3. Levando o número 14 às costas, foi dele o tributo a Johan Cruyff que o Barcelona, em campo, não conseguiu prestar.



  • Anna Barros

    Golaço de Cristiano Ronaldo, Clássico mega movimentado com grande partida de Casemiro e de Marcelo. Abre o olho, Dunga! Abs, Anna.

  • Gustavo Sordi

    Barcelona não jogou absolutamente nada. Parte pelo Real, mas boa parte por falta de inspiração e esforço, jogo bem morno do lado catalão. Claro, não podemos esquecer da arbitragem fraquíssima, cartilha brasileira de não deixar o jogo correr.

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