CAMISA 12



 

(publicada em 31/3/2016, no Lance!)

(minha filha de 11 anos, sobre o título da coluna: “Papai, ‘Bracelona’ ficaria mais legal”. Ela está absolutamente certa.)

BarSil

Algo precisa ser feito. Não é possível que a Seleção Brasileira seja controlada pelo Paraguai por setenta e cinco minutos e uma atuação medonha seja maquiada para parecer “positiva” porque, ao fim, terminou em empate. Não é possível que o caos dos minutos finais seja vendido como “criatividade” porque produziu um gol.

Falando em criatividade, aqui vai uma sugestão: Diego Alves*; Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva e Marcelo; Rafinha Alcântara, Casemiro e Lucas Lima; Douglas Costa, Phillipe Coutinho e Neymar. Eis o BarSil, no 4-3-3, inspirado no modelo catalão como ideia. Futebol ofensivo, inventivo e corajoso.

Antes que você engasgue, comece a rir ou procurar motivos para garantir o fracasso da proposta, aguarde os fundamentos. Antes mesmo que você diga, com total razão, que não é razoável esperar que qualquer time jogue como o Barcelona (especialmente um time que não treina), compreenda que o objetivo não é atuar “como o Barcelona”, mas tentar jogar com conceitos coletivos usando uma plataforma bem sucedida. E com três jogadores que a conhecem.

É fundamental entender que esse time não é produto de uma busca de nomes, mas de papéis. Em vez de estranhar presenças, imagine funções. O maior problema é o goleiro, pela necessidade de manter posição adiantada e se sentir confortável jogando com os pés. Pode ser Diego, pode ser outro. Dani Alves, Rafinha e Neymar, cada um em um setor, seriam as referências do sistema e os “instrutores” de sua aplicação.

Miranda e Thiago Silva são técnicos e inteligentes. Marcelo, ofensivo por natureza, se adaptaria em pouquíssimo tempo. Casemiro é o brasileiro mais capaz de desempenhar a função de “mediocentro defensivo”. O talentoso Lucas Lima é quem precisaria aprender um novo papel.

À frente, Coutinho seria falso nove, de quem se espera movimentação e imaginação. E pelo que faz no Bayern, Douglas Costa está pronto. Sim, é preciso treinar. Também é preciso ter uma ideia. Até agora não vimos nenhuma.

SELEÇÃO

A sugestão do time teve a colaboração valiosa do colega Leo Bertozzi. Ele comenta que Marquinhos pode entrar no lugar de Miranda, e que Willian também merece ser visto na posição de Lucas Lima. De fato, é o que menos importa. Lembre-se: o que interessa não é o nome, mas o potencial específico. O objetivo é construir um time que funcione coletivamente.

“INDEPENDENTE”

Mais uma reportagem de Gabriela Moreira nos revela o trecho de um email em que Paulo Schmitt, procurador do STJD, diz a Marco Polo Del Nero “grato novamente pelo convite a Nova York…”. Foi o mesmo Schmitt que, em 2013, em um discurso repleto de ataques ao idioma, cometeu a barbaridade de defender a lisura do STJD citando Nelson Mandela. A farsa acabou.



  • Anna Barros

    Que fofa a sua filha, André!

  • Daniel Stangler

    Complementando quanto ao goleiro, curiosamente o argel (tão criticado, e sou colorado) coloca em prática essa forma de jogar com os pés que comentas. O Alisson sempre demostrou mais técnica que o usual, instintivamente joga um pouco mais avançado no inter, se esse metodologia for aplicada na seleção (torço para que sim), creio que ele seja o mais apto a desempenhar esse papel.
    Não conhecia teu blog, passarei a acompanhar.

  • Fábio Viana

    Única troca. Tiraria o Lucas Lima, até por jogar no Brasil e ainda não ter aprendido cultura tática, e colocaria o Willian, trocando de posição com o Coutinho e usando o Neymar como falso nove. Ney Jr. tem movimentação e melhor finalização que os outros, sem falar na sua condição “inventiva”, citado por vc.
    Sei que Neymar jogaria diferente do Barcelona, mas por ser referência e nível superior aos demais, tem mais condições de se adaptar à nova função do que D.Costa e Willian. Estes não têm capacidade adaptativa para mudarem a forma de jogar na seleção, em relação a como jogam nos seus clubes.

  • Gustavo Sordi

    Infelizmente, a convocação de apenas os melhores não formam um time – principalmente meio campo – equilibrado. Gostei da ideia mas mudaria algumas situações.
    Diego Alves (existem uns 4 do mesmo nível)
    D. Alves // Miranda // Marquinhos // Marcelo (ou algum de mais equilíbrio)
    Alguém (Casemiro, talvez, ainda não vejo “cancha” de seleção)
    Willian // Lucas Lima (Rafinha) // R. Augusto // Neymar
    Firmino (ou se por algum milagre surgir outro para a função)

    Para mim, o mais importante seria um meio campo equilibrado. Os nossos melhores jogadores são todos da mesma característica, habilidosos que carregam a bola e partem pra cima. Isso não forma um bom meio, teria que completar o time com jogadores com características para tal, e assim, aproveitar (de vez em quando) as jogadas individuais de Neymar, Willian, D. Costa, Coutinho, etc. A todo momento isso não funciona. A questão é pensar, e muito!

    AK: Discordo. O time proposto não tem “os melhores”. A questão aqui é pensar de uma forma diferente, o que se traduz pela frase “em vez de estranhar presenças, imagine funções”. Essa coisa de “cancha” ou “experiência de seleção” não importa. O que importa é a capacidade de fazer o papel. Um abraço.

  • Paulo Pinheiro

    Então esse cara que perseguiu o Flamengo por anos e anos agora foi pego com a boca na botija, rsrs. É… o caminho é duro, “mermão”.
    Sobre a Seleção: precisamos de um treinador de verdade. Sem mais.

  • Zé Maria

    Se a seleção fosse realmente bem treinada e com um bom padrão de jogo coletivo, eu esboçaria um 3-5-2. Sim!! Iria ser equilibrado e ia dar bastante liberdade aos talentosos alas que temos, como o Marcelo e o Daniel Alves. Eu escalaria assim:
    Diego Alves(ou Jefferson, Grohe, qualquer um)
    Miranda, Marquinhos e Thiago Silva
    Marcelo, Daniel Alves, Casemiro(pra fazer o trabalho sujo), William e Coutinho na armação e Neymar e Douglas Costa no ataque, sem um nove fixo. Se fosse um time realmente bem treinado, daria muito caldo

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