PARAGUAI 2 x 2 BRASIL



 

1 – A meia em azul degradê é o tipo de “ousadia” que jamais seria aceita por uma confederação séria, uma descaracterização da Seleção Brasileira ainda maior do que o futebol que o time tem exibido.

2 – Em poucos minutos, ficou evidente que a ausência de David Luiz não foi o corretor que tanta gente imaginava. Alisson foi chamado a trabalhar sem descanso, entre outros motivos porque o Brasil fazia faltas perto da área como se a jogada aérea paraguaia não fosse ameaçadora.

3 – A transição não só não funcionou como se tornou um problema a mais, pois quando se perde a bola no movimento de saída do campo de defesa, o perigo do chamado “contra-contragolpe” é enorme. Fernandinho foi desarmado, criando uma oportunidade de gol para o Paraguai pouco antes de Willian fazer o mesmo.

4 – Quase tudo na jogada foi como manda o manual. Benítez recebeu às costas de Daniel Alves e cruzou para o meio da área. A zaga do Brasil corria de frente para o gol, cenário vantajoso para quem ataca. Miranda e Gil passaram da bola, Roque Santa Cruz a deixou passar, Filipe Luís escorregou e Lezcano, desmarcado, finalizou. Ao errar o chute, acertou, pois a bola quicou e passou por cima de Alisson.

5 – Três brasileiros cercavam Roque Santa Cruz, aos três minutos do segundo tempo, a um metro da linha lateral. Santa Cruz nunca teve como característica a facilidade para iludir marcadores, mas, de alguma forma, conseguiu girar, escapar para o meio e acionar Ortiz. Dele para Benítez, à frente de Daniel Alves, dominar a chutar na saída de Alisson.

6 – Dois gols em movimentos diferentes. Um em contra-contra, outro com troca de passes diante da defesa posicionada. Até então, o Brasil não tinha conseguido fazer nada que fosse remotamente parecido.

7 – A primeira substituição de Dunga foi a entrada de Hulk no lugar de Fernandinho, no intervalo. Na segunda, trocou Luiz Gustavo por Lucas Lima. Aos 24 minutos do segundo tempo, o Brasil não tinha mais volantes essencialmente marcadores, o que é positivo, mas também não tinha organização.

8 – Um potente chute de Hulk gerou rebote do goleiro Villar. Ricardo Oliveira tocou para a rede no momento em que Jonas aguardava para entrar no jogo. O centro-avante do Santos foi saborear o gol no banco, vendo o Paraguai recuar perigosamente e a Seleção ocupar o campo de ataque com jogadores ofensivos.

9 – Nos acréscimos, Daniel Alves foi presenteado com tempo e espaço dentro da área para puxar para o pé esquerdo e encontrar o canto direito de Villar. Finalização técnica, que deu à Seleção Brasileira um ponto em Assunção.

10 – Que quase se transformou em três no último lance do jogo, quando outro rebote de Villar ofereceu o terceiro gol a um Brasil que foi superado por 75 minutos e convidado a ter esperanças porque o Paraguai desistiu de jogar.

11 – Na classificação das Eliminatórias, o empate foi muito pior para o Paraguai do que benéfico para o Brasil. Ambos estarão fora da zona de classificação até setembro.



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