COLUNA DOMINICAL



 

(publicada em 12/3/2016, no Lance!)

FLUXO

O fato de Marcelo Oliveira ter sido dispensado logo depois da vitória do Nacional-URU, no Allianz Parque, comprova que a decisão já estava tomada e à espera do momento oportuno para ser comunicada. Poderia ter sido após a visita do Rosario Central, mas Fernando Prass, pela segunda vez, impediu que Paulo Nobre descumprisse o que prometeu quando contratou Marcelo. Calcule o poder das defesas do goleiro palmeirense.

O pós-jogo de quinta-feira também revelou que contatos preliminares com o próximo técnico do Palmeiras já tinham sido feitos, a não ser que você acredite – e que tremendo esforço é necessário para isso – que um clube desse tamanho é mal administrado a ponto de demitir um treinador por impulso e ficar à deriva no meio da fase de grupos da Copa Libertadores. O princípio de acordo com Cuca é o que permite a Nobre dizer, candidamente, que “não tem pressa” para contratar um técnico. Como se o Palmeiras não tivesse uma decisão marcada para a próxima quinta-feira, em Montevidéu.

Uma parte importante da rotina de um executivo de futebol é antecipar cenários e se mover nas sombras, fazendo coisas que não se pode revelar. A partir do momento em que a sexta mudança de técnico da gestão de Nobre – dois mandatos – começou a ser discutida (a não ser que você creia, mesmo, que…), abusar da bateria do telefone era uma obrigação das pessoas que dirigem o Palmeiras. E é absolutamente evidente que o clube falou com técnicos e agentes de técnicos para avaliar intenções e entender o que era possível. Sim, esses movimentos foram feitos enquanto Marcelo tentava se manter dentro do ônibus, porque é assim que as coisas funcionam e basta pensar um pouco para descobrir que não há outra maneira.

Existem técnicos que não aceitam conversar com clubes em que há um colega trabalhando? Acredite, existem. Eles dizem “obrigado pela ligação, mas nem quero ouvir o que você tem a me dizer”? Não, eles têm pessoas para fazer isso. Mas há um jeito de ao menos iniciar um diálogo quando o técnico atende e diz que “não gostaria de conversar enquanto o cargo estiver ocupado”: fazê-lo ver que a decisão já foi tomada e que o clube está aguardando o melhor momento para apertar o botão (exemplo: volte ao início da coluna). Sendo assim… parâmetros são trocados e ambos os lados podem se preparar para negociar. O “momento oportuno” para dizer ao técnico no cargo que o tempo acabou é uma combinação da insatisfação com o trabalho dele com a segurança em relação ao nome de quem fará o próximo.

Cuca herdará um time que – no intervalo de oito dias – permitiu que o Rosario Central levasse o jogo até a área de Prass e lá permanecesse por um tempo inteiro (o que é mais importante do que o resultado), e não teve a organização necessária, com um homem a mais, para merecer o empate contra o Nacional. Os dois últimos segundos tempos do Palmeiras pela Copa Libertadores revelaram a ausência de mecanismos de atuação coletiva que, em última análise, encerraram o trabalho de Marcelo Oliveira no clube. O desempenho na partida de volta da Copa do Brasil de 2015, em que o Palmeiras soube reunir espírito, caráter e jogo, permanece um misterioso evento no período do técnico que poderia ter sido dispensado naquela noite.

CONJUNTO

Paulo Henrique Ganso fez provavelmente seu melhor jogo pelo São Paulo, no empate em Buenos Aires. A sequência de dribles em um pobre marcador, já no final do jogo contra o River Plate, foi a assinatura de uma atuação de alto nível em todos os aspectos. Mas é um equívoco isolar a contribuição de Ganso em uma noite na qual o São Paulo teve inegáveis méritos coletivos. Ele dificilmente brilharia em uma estrutura defeituosa.

ABRAÇO DE GOL

Em abril de 2004, Diego Maradona estava à morte, e a Argentina, em choque. Durante uma entrevista marcada com mínima antecedência, Roberto Perfumo, gentilíssimo, ajudou um repórter brasileiro a entender o que acontecia. Que pena.



  • Vicente Alves

    Saudações. Atualização em Março de 2016, da Pauta de Reinvindicações, sugerida por este torcedor. 1. Alteração do estatuto das Confederações e Federações Esportivas para , desde já, permitir a facilitação de livre criação de chapas para a concorrência a presidência por eleições periódicas, permitindo e aumentando o poder de votos para atletas, e clubes da série A, B, C, D . 2. Mais democracia nas séries A, B, C , D, do brasileirão, prevendo ascensão e descensão, até aos cinco primeiros e últimos de cada série , aumentando o valor econômico das séries B, C, D, induzindo mais patrocínios e  interesses da mídia nacional e internacional 3. Calendário de jogos o ano inteiro para clubes médios e menores, com campeonatos regionais de séries C e D do brasileiro, evitando altos custos, aumentando o interesse regional pelos campeonatos, viabilizando mais patrocínios.  Cada série C e D,  poderia ter,  pelo menos , três  campeonatos regionais. 4. Criação de Taças ou Copas , Estaduais ou Regionais,  com duração aproximada de um mês,  no início do ano,  em substituição aos campeonatos estaduais,  com critérios de classificação pelo desempenho das Séries A, B, C, D do Brasileirão.  5. Critérios de Licitações e contratações públicas, e transparência de contratos entre clubes e empresas de mídia , evitando o monopólio de uma rede de televisão e mídia,  em contratos com a maioria dos clubes, atraindo a mídia nacional e internacional e patrocinadores, para investir, em campeonatos , taças e ligas esportivas. 6. Criação de um comitê de ética da modalidade, pelas Confederações e Federações, com critérios de combate a eventuais corrupções e desvios de valores recebidos ilegalmente por dirigentes pelos campeonatos brasileiros, estaduais, taças, torneios,  e jogos da seleção, com canal de diálogo das Confederações e Federações Esportivas com atletas, torcedores, imprensa, outros. 7. Apoio, pelas Confederações e Federações, da criação das ligas independentes de clubes, COM PROTEÇÃO A DIVULGAÇÃO DE “NAMING RIGHTS” DE SEGUNDO NOME DE CLUBES, NOME DE LIGAS ESPORTIVAS,  BEM COMO DE ARENAS , ESTÁDIOS, CENTROS DE TREINAMENTO OU ASSEMELHADOS, OBRIGANDO A DIVULGAÇÃO DO NOME DO PATROCINADOR DETENTOR DE “NAMING RIGHTS” EM NARRAÇÃO DE PARTIDAS OU EVENTOS ESPORTIVOS,  INDUZINDO INVESTIMENTO PRIVADO NACIONAL E INTERNACIONAL NA GESTÃO DESTES ATIVOS, alterando-se o artigo 42 da Lei Pelé, 9.615/98. 8. Debate entre clubes,  atletas, e outros envolvidos,  sobre a remoção do limite estatal de cinco anos, referido no artigo 29 caput e 30 da Lei Pele, 9.615/98 – primeiro contrato especial de trabalho desportivo – podendo prevalecer o já previsto no artigo 428, DA CLT, contrato de aprendizagem, 14 a 24 anos, limite de dois anos, dinamizado e liberalizando o prazo do contrato, a ser livremente negociado entre clubes e atletas , possibilitando a formação de mais e melhores atletas. 9. Alteração na Lei 10.891/2004, da Bolsa Atleta, prevendo convênio com faculdades e outras instituições de ensino, remunerando técnicos e profissionais correlatos, incentivando a criação de Centros de Treinamento, nas respectivas instalações.  10. Criação das loterias esportivas digitais, como importante fator de fomento às modalidades,  incentivando a criação de ativos digitais aos clubes, bem como plataformas digitais de relacionamentos.  11. Eleição de treinador da seleção e não apenas nomeação. 12. Gestão digital dos campeonatos, facilitando o acesso popular , pela internet , ao torcedores, dos jogos dos clubes, induzindo a criação de ativos digitais e plataformas de relacionamentos dos clubes. 13. Criação de uma Agência Nacional do Esporte , fiscalizadora de licitações, contratos negócios, gestões de clubes, federações e confederações esportivas, evitando desvios de conduta e monopólios .

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