CAMISA 12



(publicada em 11/02/2016, no Lance!)

QUE COMECE O ANO

1 – As amígdalas de Alan Kardec permitiram a Edgardo Bauza escalar Calleri sem se preocupar com danos ao vestiário, perda de última hora que, na verdade, fortaleceu o time titular: a adaptação instantânea do argentino faz dele a melhor opção.

2 – Vinte minutos, e nenhuma finalização. Tudo dentro dos conformes para os peruanos, que não foram ao Pacaembu para ter volume. Preocupante para o São Paulo, como se notou na expressão descontente de Bauza à frente do banco.

3 – O São Paulo melhorou muito quando adiantou a marcação para pressionar o César Vallejo em seu campo. Passou a gerar perigo e nem por isso correu riscos defensivos. Ganso criou a principal ocasião com um passe curto para Michel Bastos, dentro da área, mas Thiago Mendes finalizou com defeito.

4 – Vinte e seis faltas (quatorze do São Paulo) no primeiro tempo, um exagero.

5 – O pênalti em Ganso, logo aos cinco minutos da segunda parte, pareceu ser o fim do incômodo do Pacaembu com um 0 x 0 perigoso. O erro de Michel Bastos na cobrança teve o efeito contrário, além de dar ao César Vallejo um motivo para acreditar.

6 – Os gritos da arquibancada por Rogério (o atacante, não o Mito) deixaram claro que o que teve fim foi a paciência.

7 – Até a metade do segundo tempo, o time peruano se comportava como se o resultado lhe interessasse. E como se só fosse permitido marcar um gol em jogadas de bola parada. Nível zero de ambição.

8 – Um chute de longa distância de Thiago Mendes, que criou problemas para o goleiro Libman, e conclusões de Calleri e Hudson, na trave, revelaram um bom São Paulo nos minutos finais. O desempenho só não foi suficiente para afastar o risco de um trágico gol peruano.

9 – Até Rogério, instantes após entrar em campo, mandar para a rede a bola que não deixou a área peruana depois do escanteio. Gol merecido, placar justo.

10 – Não é fácil decidir em fevereiro. Agora a temporada são-paulina pode começar.

CRISE

A Nestlé anunciou ontem o fim de seu patrocínio à Federação Internacional de Atletismo, preocupada com a associação de sua marca a práticas corruptas comprovadas. As empresas que se divorciaram da CBF nos últimos meses o fizeram pelas mesmas razões. Tamanha perda de credibilidade é péssima para o esporte, pior ainda para dirigentes esportivos honestos.

AMADORES

Os protestos da torcida do Liverpool obrigaram o clube a rever sua política de preços de ingressos. O medo de ver cadeiras vazias em Anfield falou mais alto, prova de que não existe futebol sem torcedores. Os amadores dirigentes ingleses precisam solicitar um estágio no Brasil: aqui se faz futebol profissional com 500 pessoas no estádio e a vida segue.



  • José Henrique

    No momento que empresas retirarem anúncios em programas e eventos do futebol de toda mídia, acho que seria possível alguma mudança para salvar o futebol e todos os que vivem dele.
    Não dá para tolerar um sistema que sufoca clubes, enquanto intermediários enchem a burra de dinheiro, com negócios de jogadores.

  • eduardo pieroni

    Boa André faz tempo que não comento , esta é até o momento a melhor piada de 2016 ” amadores dirigentes ingleses ” , aqui tem varias Federações , Ops faculdades com pós graduação e Doutorado na área.

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