CAMISA 12



A CBF desistiu de brigar com a Primeira Liga e, no dia seguinte à rodada de abertura do torneio, resolveu reconhecê-lo. A resolução da confederação foi divulgada nesta noite, diminuindo o prazo de validade de certos trechos do texto abaixo. Em nome dos que valem – e quem dera não houvesse nenhum… – aí vai:

(publicada hoje, no Lance!)

ALUCINAÇÃO

É mais do que surreal o que acontece no futebol brasileiro. A CBF, recordista em imagem negativa no país que tem os políticos que conhecemos, ousa apelar a regulamentos e “legalidades” para impedir clubes de jogar entre si. E o faz a serviço de uma figura diminutiva que personifica a classe dirigente que infesta o esporte no Brasil. Não poderia ser mais simbólico.

Rubinho da FERJ, dono de um cartório esportivo a caminho da inutilidade, esperneia em defesa da própria sobrevivência e enfrenta a Primeira Liga. Ele é como os irmãos de Marty McFly, desaparecendo da foto em “De Volta para o Futuro”, vítimas do paradoxo temporal. Mas os minions que hoje comandam a CBF são tão inacreditavelmente incapazes que se converteram em fantoches de um cartola em rota de colisão com a dupla Fla-Flu.

Quem é Rubinho diante do que representam Flamengo e Fluminense? O que é a FERJ diante de um torneio que reúne as torcidas envolvidas na Primeira Liga? Por que os presidentes dos clubes da liga, amparados pela lei brasileira e pela representatividade das instituições que dirigem, ainda perdem tempo dando atenção a quem quer prolongar o atraso?

Assim como os sindicatos de taxistas desenvolveram as melhores peças publicitárias a favor do serviço de transporte por aplicativo, a CBF, ao “proibir” a Primeira Liga, pode ter conseguido o que parecia impossível: unir os clubes e mobilizar o torcedor contra ela. Mais um movimento brilhante da confederação dos presidentes em fuga, que, por ironia absoluta, desta vez trabalhou pelo avanço do futebol no Brasil. Involuntariamente, claro.

E os minions não se satisfazem. A proibição da atuação do STJD no torneio é uma das mais fantásticas notícias que a Primeira Liga poderia receber. O que pode ser melhor do que um campeonato de futebol livre da interferência dos nobres auditores? Como você leu acima, é mais do que surreal. Muito mais.

DUCK

Conjecturas financeiras ou contratuais sobre o empréstimo de Alexandre Pato ao Chelsea nunca escaparão do que acontecer – ou não – em campo. Neste aspecto, Pato, que tem maiores possibilidades de render quando joga pelo lado, está chegando a um time que não parece precisar de mais um jogador com essa característica. Ele terá de disputar um lugar.

IR OU NÃO IR…

Sem julgamentos: é preciso estar na pele de quem recebe uma oferta insana de um futebol periférico, para entender o que isso significa e que forças falam mais alto. Cada um sabe da própria carreira e poucos sabem o que é ter de tomar esse tipo de decisão. A complexidade aumenta quando conhecemos casos como o de Lucas Lima, que disse “não, obrigado”.



MaisRecentes

Novo



Continue Lendo

Virtual



Continue Lendo

Falante



Continue Lendo