COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

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Dezesseis temas (não necessariamente nesta ordem) que marcarão o ano que vem, no futebol:

1) A investigação americana – A Justiça dos Estados Unidos marcou 2015 desde o dia 27 de maio, quando as primeiras prisões no Baur Au Lac começaram a derrubar os castelos do futebol feudal pelo mundo. Loretta Lynch, a quem o esporte deve o aroma de limpeza, insiste que o trabalho ainda não terminou.

2) A presidência da CBF – A ampulheta de Del Nero, o Marco Polo que não viaja, já tem mais areia na parte de baixo. Por quanto tempo o presidente licenciado ainda se sustentará? Nos gabinetes da ex-sede José Maria Marin, os estrategistas já olham para a gestão do coronel Nunes, o que simboliza o estado de penúria administrativa do futebol no Brasil.

3) A sociedade – Seguirá fazendo vista grossa com os políticos do futebol ?

4) A Bola de Ouro da Fifa – Há mais debate sobre quem deveria acompanhar Messi na cerimônia do prêmio de melhor jogador da temporada (a propósito: a ausência de Luis Suárez é um escândalo) do que sobre quem será o vencedor. Em 11 de janeiro, em Zurique, Messi receberá o quinto troféu.

5) A Copa Libertadores – River Plate, Boca Juniors, Peñarol, Nacional… as camisas tradicionais da Argentina e do Uruguai estarão presentes, garantindo a importância do torneio e dificuldades para os candidatos. Corinthians, Atlético Mineiro, Grêmio, Palmeiras e – provavelmente – São Paulo tentarão trazer o título para o Brasil.

6) Os técnicos estrangeiros – Edgardo Bauza é a novidade no São Paulo; Diego Aguirre recebe nova oportunidade, agora no Atlético. O futebol no país ganhará se maneiras diferentes de trabalhar tiverem a confiança e o suporte de que precisam. O São Paulo, que falhou com Juan Carlos Osorio, pode se redimir. Aguirre, mal tratado pelo Internacional, merece mais consideração em Belo Horizonte.

7) Muricy Ramalho – Seu retorno ao futebol, no Flamengo, será acompanhado com atenção redobrada. O discurso de renovação de conceitos estará no centro da conversa, acompanhado pelos resultados que sempre determinam o que é bom e o que é ruim no ambiente imediatista que conhecemos. O Flamengo se ajudará se deixar Muricy trabalhar.

8) O Corinthians – A próxima fase do projeto de Tite depende da manutenção do que ele já construiu.

9) A Seleção Brasileira – O ano olímpico pode trazer “a tão sonhada medalha de ouro” (está difícil lidar com a ansiedade?) no Rio de Janeiro. Além da Copa América do Centenário, as Eliminatórias Sul-Americanas prosseguem, a partir de março, com Brasil x Uruguai. Dunga será o técnico nos Jogos Olímpicos, uma oportunidade que o expõe ao risco de uma frustração que a Seleção não deveria ter.

10) Neymar – Muitos críticos, ou apenas antipáticos, ficaram sem palavras para atingi-lo neste ano. Troféus e atuações decisivas finalmente o elevaram ao nível de elite na Europa, que é o lugar em que ele merece estar. O noticiário repercute sua renovação de contrato e a cobiça de clubes rivais.

11) A Primeira Liga – Um torneio realizado por clubes brasileiros é mais do que apenas uma competição. É um passo no sentido certo e uma associação de ideias que não existe no país.

12) O Palmeiras – Mais um fim de ano ativo no mercado de contratações impõe a tarefa que Marcelo Oliveira não conseguiu completar em 2015: formar um time, no sentido coletivo.

13) Roger Machado – Sua aparição causou excelente impressão e proporcional curiosidade em relação à próxima temporada. O técnico do Grêmio parece reunir os atributos necessários para não ser apenas mais um.

14) A Liga dos Campeões da Uefa – Jamais houve um bicampeão. O monstro de três cabeças catalão será contido?

15) Guardiola – Qual será a próxima parada do principal técnico do futebol mundial? Todos o querem, mas o que ele quer? Seja onde for, será onde o jogo continuará se desenvolvendo.

16) Seu time. Nada é mais importante.



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