CAMISA 12



(publicada hoje, no Lance!)

DESLIGA

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, manifestou a posição mais sensata a respeito da quase natimorta Primeira Liga. A cautela antes de elogiar dirigentes do futebol brasileiro não deve prevenir o aplauso à mensagem, desde que se creia que é sincera. No caso, é o que parece.

Em conversa com a ESPN Brasil nesta semana, sobre os problemas que ameaçam a competição, Bolzan disse que “o que menos importa neste momento é o torneio em si. O que mais importa para mim é criar o ambiente político e o debate. Por mais que a Liga tenha um sentido de organização de futebol, de um torneio, ela também é um forum político, de propositura de uma cultura nova do futebol”.

Bingo. É absolutamente urgente que os clubes adquiram a capacidade de pensar, juntos, em um novo futebol. Um cenário em que times sejam rivais em campo, instituições sejam sócias em estrutura e dirigentes sejam os executivos desta propriedade. Antes de um torneio, uma liga é uma associação, um organismo que representa marcas e ideias, um “fórum corporativo, que os clubes hoje não têm. Os clubes se ressentem de um ambiente em que possam discutir todos os temas que lhe são comuns, de naturezas contratuais (…) da nossa cultura de convivência”, continuou Bolzan.

Divergências políticas corroem o embrião e o argumento financeiro, precipitado, se sobrepõe à chance de mudança de cultura. A Primeira Liga pode não chegar a fazer jus a seu nome por causa dos mesmos defeitos que a criaram. “Na primeira dificuldade, nós já criamos um problema político, e se nós não tivermos condições de superá-lo, aí sim nós estamos demonstrando a todos que também somos frágeis do ponto de vista da organização”, disse o presidente gremista.

O coronel Nunes desconhece o que é uma liga de clubes não apenas porque é míope, mas também porque seus interlocutores jamais conseguiram construir um exemplo. Talvez não haja outra oportunidade tão promissora quanto a que se apresenta agora.

PODE PIORAR?

O coronel Nunes, eleito vice-presidente da CBF na assembleia realizada ontem, também nunca viu ou soube de corrupção no futebol. E não pode falar nada sobre a situação de Marco Polo Del Nero porque não teve acesso às acusações contra ele. Ao final da sessão, Eurico Miranda defendeu a CBF. Sim, Eurico Miranda. A confederação está realmente em apuros.

NÃO SEI…

Eis uma redefinição dos parâmetros do constrangimento. Trecho dos questionamentos de Romário a Marco Polo Del Nero, ontem, na CPI do Futebol:

Romário: Por que o senhor não viaja com a Seleção Brasileira?

Del Nero: Porque meus advogados me aconselharam a não fazê-lo.

Romário: Medo de ser preso?

Del Nero: Não sei. Os advogados me aconselharam a não fazê-lo.



  • José Henrique

    Acho uma boa mesmo André, os clubes se unirem. Chega de dirigente ficar fazendo DVD, clamando aos 4 ventos que “há esquema” em favor de tal time, etc.
    Veja o exemplo de convivência de Palmeiras e Corinthians, hoje exemplar entre dois clubes com a maior rivalidade. Enquanto dirigente continuar com esses mimimis e lançando ofensas, descabidas não tenha a cara de pau de pedir união.
    Como disse bem, o saudoso Juvenal Juvêncio no bola da vez, indagado por Juca, porque os clubes não se unem, (caso de limite de salários), os clubes querem um destruir o outro.
    Impossível. A menos que algumas múmias que gostam de soltar jatos de poder e força, desçam da escada, nunca haverá união sincera. Fanfarrões são lideres fracos.

    • José Henrique

      Desculpe.Não deu tempo nem de esquentar este post. Desligou o “mimimi mor”.

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