CAMISA 12



(publicada hoje, no Lance!)

CORPO, ALMA E PRASS

1 – Doze segundos. E Gabriel Jesus teve em seu pé direito um gol do Palmeiras ainda mais precoce do que houve na Vila. Chegou inteiro, posicionou o corpo, bateu com defeito. Por isso Vanderlei desviou. A expressão em seu rosto mostrou consciência do gol que ele deveria ter feito.

2 – A trave esquerda de Fernando Prass impediu o quinto (o pênalti e as chances de Ricardo Oliveira, Marquinhos Gabriel e Nilson no jogo de ida) gol do Santos no confronto. Um sinal claro de volume e, também, de desperdício.

3 – A pressão palmeirense, organizada como há muito não se via, foi ajudada pelo atendimento médico a David Braz. Lucas Barrios surgiu desmarcado na área, e só não comemorou porque o quique da bola dificultou o cabeceio. O encontro ainda não tinha meia hora e o Palmeiras já jogava mais do que fez em Santos.

4 – O Santos não assumiu o recuo deliberado para especular com o placar favorável, mas também não conseguiu gerar perigo ou manter a bola distante da própria área. Uma abordagem que não investe no valor de um gol praticamente decisivo e subestima o risco de se ver em desvantagem.

5 – Palmeiras na frente aos 11 minutos do segundo tempo. Prêmio e castigo merecidos pelo que um time fez e o outro não. Gelo nas veias de Robinho, no passe limítrofe que poderia encontrar Dudu em impedimento. Mesma linha.

6 – Importante salientar que o Santos não era encaixotado em seu campo pelo adversário. A postura conservadora era a razão do futebol insuficiente, e pouco característico, para uma decisão.

7 – Uma falta desnecessária de Paulo Ricardo em Cristaldo, na intermediária, encomendou o problema. Dudu o entregou na jogada ensaiada. Seria o gol do título palmeirense se Ricardo Oliveira não salvasse o Santos dois minutos depois. E pela primeira vez, os pênaltis definiriam o campeão da Copa do Brasil.

8 – Gol de Fernando Prass! O Palmeiras ganhou o título que disputou com corpo e alma no segundo jogo.

INSTÁVEL

Além dos indícios exibidos pela chapa oposicionista no Flamengo, duas pessoas confirmam o princípio de acordo com Jorge Sampaoli. O que parece é que a divulgação não foi bem ensaiada com o argentino no que diz respeito ao posicionamento que ele teria, ou que Sampaoli não agiu como estava combinado. Ele já desistiu do São Paulo por situação semelhante.

ENCAIXES

Se o futebol é dinâmico, as negociações são voláteis. Durante a decisão da Copa do Brasil, o que as conversas por whatsapp indicavam era Cuca entre um clube paulista e o Atlético Mineiro. A vantagem para o paulista aumentou a cotação de Diego Aguirre em Belo Horizonte. Muricy Ramalho entre o Flamengo e o Internacional, com vantagem para os gaúchos.



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