CAMISA 12



(publicada hoje, no Lance!, e também hoje no blog por se tratar do jogo de logo mais.)

MAIS

É um contrassenso dizer que o momento de Neymar é superior ao de Messi, como Dunga fez ontem. A ressalva do técnico na mesma declaração – Messi não joga desde setembro, por lesão – obviamente invalida o raciocínio, que, se não bastasse, ainda desvaloriza o que Neymar tem feito jogando por seu clube.

A relação que precisa ser feita entre Messi e a fase de Neymar é que a ausência do argentino permite ao brasileiro se superar: Neymar está jogando mais do que Neymar. Quando Messi não está, o Barcelona lida com uma lacuna de jogo, confiança e terror ao adversário que precisa ser preenchida. É o que Neymar tem feito, com a inestimável parceria de Suárez, cuja generosidade torna tudo mais fácil.

O maravilhoso gol do último domingo fez o planeta futebol se mover. O lance teve a rotação de Neymar em torno de seu próprio eixo, a translação da bola em torno de Neymar, e até o movimento de nutação, uma pequena oscilação que confirma que o brasileiro é o próximo sol. A resposta recente de Cristiano Ronaldo, reticente ao incluir Neymar entre os melhores, indica que o português já notou o que é evidente.

Com Messi na plateia, Neymar recupera a sensação que o acompanhou até chegar à Catalunha: a de ser o jogador diferente em campo, aquele que o público sai de casa para ver e que representa a certeza dos companheiros de que o time vencerá. Ao oferecer a todos uma pequena amostra do que pode fazer quando/se o melhor jogador do mundo vestir outra camisa, Neymar se apresenta como o próximo astro também na linha sucessória de sua própria casa.

Mas não há como controlar o futuro, só o que acontece a cada vez que se amarra as chuteiras para subir ao gramado. Logo mais, Neymar poderá repetir essa rotina com a camisa da Seleção Brasileira, situação na qual ele sempre foi o jogador-alfa. O clássico com a Argentina traz as coincidências da ausência de Messi e da oportunidade que Neymar tem atualmente em Barcelona: jogar mais do que Neymar.

CRÍTICA

César Luis Menotti, sobre o jogo de hoje: “não creio que vejamos neste jogo duas equipes sustentando o que é a história do futebol brasileiro e argentino”. “No futebol brasileiro há uma decadência cultural que já leva bastante tempo. Houve uma continuidade de treinadores que apostaram em um Brasil mais contundente, (…) desconhecendo o que é sua história”.

SORRISO

É verdadeiramente impressionante o retrospecto de Dunga contra a Argentina, como técnico: quatro vitórias (duas goleadas por 3 x 0) e um empate. Nessas ocasiões, a Seleção Brasileira marcou onze gols e levou apenas um, marcado pelo hoje atleticano Jesus Dátolo, em 2009, no último encontro pelas Eliminatórias. Os números podem mentir, mas certamente animam.



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