CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CAMPEÕES

De um lugar não identificado saiu a mais recente teoria sem nexo quando o assunto é futebol: o Chile subirá em saltos altos para enfrentar a Seleção Brasileira, logo mais, e pode se arrepender amargamente. Não procure explicações ou argumentos, só a paranormalidade pode esclarecer como fenômenos como esse acontecem.

Ainda assim, faltará sentido. No início de julho, o Chile conquistou o primeiro título de sua história, ao derrotar a Argentina na final da Copa América. Foi o desfecho apoteótico do torneio realizado no país andino, em que a camisa da seleção carregou a autoestima e o orgulho de um povo até o pênalti cobrado por Aléxis Sanchez tocar a rede.

Aquele jogo foi realizado no mesmo Estádio Nacional onde o Brasil estará nesta noite, para a estreia das duas seleções no torneio que distribui lugares na próxima edição da Copa do Mundo. Será a primeira partida oficial de chilenos e brasileiros desde a Copa América. Assim, calcule: qual é a possibilidade de, 1) na primeira apresentação como campeões continentais, 2) em casa, 3) contra a Seleção Brasileira, e 4) na abertura das Eliminatórias, os jogadores chilenos negarem a devida importância à ocasião?

De fato, se nos for permitido supor que o Chile se equivocará na forma de encarar o encontro, será por excesso de valor, nunca por falta. Ou alguém duvida que a derrota para o Brasil na Copa de 2014, nos pênaltis, permanece na memória coletiva da seleção chilena como a evidência de um bloqueio psicológico que a impede de derrotar a Seleção, mesmo quando é superior? Só a oportunidade de enterrar esse incômodo já seria suficiente para evitar soberba.

O Chile de Jorge Sampaoli continuará sendo uma equipe intensa e atualizada, com uma orientação coletiva que falta a todas as outras seleções sul-americanas, incluindo obviamente o Brasil. Isto dito, não há nada que impeça a Seleção de vencer hoje em Santiago. Só que se acontecer, não será por presunção dos campeões da América.

ARQUIVO

O apelo – ao que parece, sem sucesso – a ex-presidentes, convidados para formar a nova diretoria do São Paulo e lhe garantir sustentação, mostra como a situação política de Carlos Miguel Aidar é delicada. Conselheiros de oposição se mobilizam para reunir provas de má gestão que obrigariam o presidente a renunciar. Material farto, de acordo com quem viu.

PARCEIROS

Na Fifa, na Conmebol, na CBF, nas federações, nos clubes… o trabalho de jornalistas informa, expõe, revela e colabora para transformações benéficas. Mas os alienados por opção e os ofendidos por natureza insistem em não compreender a necessidade da divulgação do que lhes é desagradável. Preferem uma interpretação alucinógena da realidade, parceira da sujeira.



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