COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

ESPETÁCULO DO ATRASO

A “polêmica” em torno da sequência de eventos que praticamente decidiu o clássico entre Corinthians e Santos não poderia ser melhor. Deve ser recebida com aplauso, pois exibe, em um pequeno intervalo, tudo o que está errado com a arbitragem de futebol. É o exemplo ideal para ser usado em uma simulação de como as coisas funcionariam se este esporte tão importante, que alimenta tantas emoções e movimenta tanto dinheiro, não estivesse à mercê da capacidade limitada do apito medieval. Apresentando aos celulares inteligentes, o futebol insiste nos sinais de fumaça. E há quem ache bonito.

O pênalti cometido pelo santista Zeca em Vagner Love é o tipo de jogada que exige a análise por vídeo para que a decisão tomada seja correta. São muitos elementos reunidos em um lance com alto potencial de impacto no placar: uma falta dentro da área, no momento em que o atacante se preparava para finalizar a gol. Situação “clara e manifesta”, no idioma arbitrês, que obriga os homens de meia preta a deliberar – após verem o lance apenas uma vez, em ângulos que podem não ser os melhores – sobre marcar o pênalti e expulsar quem o cometeu. Um caso em que as conclusões do árbitro e dos assistentes podem levar um time a se ver em desvantagem no placar e em inferioridade numérica, aos 34 minutos do segundo tempo. É a tempestade perfeita.

O trio comandado por Flávio Rodrigues Guerra acertou (o assistente Rogério Pablos Zanardo está em campo para atuar, e o fato de uma intervenção correta ser vista como algo suspeito é uma contradição sem tamanho) ao apontar a penalidade, mas claramente se confundiu em relação ao jogador que deveria ser expulso, mostrando o cartão vermelho para David Braz. Da marcação à cobrança do pênalti passaram-se seis longos minutos, consumidos por reclamações, pressão sobre a arbitragem e até uma discussão entre Braz e o técnico corintiano Tite. Tudo, absolutamente tudo, poderia ter sido evitado. Assim como as horas dedicadas a análises desnecessárias na televisão e no rádio, metros em espaços em jornais como este, além, é claro, de terabytes gastos em discussões inúteis nas redes antissociais.

O conjunto de replays exibidos pela TV dissecou o episódio em segundos: pênalti cristalino em Love, que deveria causar a expulsão de Zeca. Fim da história. Estivesse em ação no Campeonato Brasileiro, o recurso de vídeo seria exibido no telão da Arena Corinthians, enquanto os responsáveis pela revisão da jogada se comunicariam com o árbitro, que colocaria a bola na marca penal e mostraria a saída ao jogador certo. Jadson cobraria o pênalti em um intervalo de tempo que não chegaria a um terço dos seis minutos em que um espetáculo do atraso se apoderou do jogo em Itaquera, para deleite dos admiradores do “elemento humano”. É ridículo.

Além de garantir a justiça do resultado, estaríamos livres da pantomima que acompanha essas situações. David Braz não teria perdido o controle a ponto de vagar pelo gramado declarando inocência (aliás, não seria melhor procurar o verdadeiro “culpado”, seu companheiro?) e não se envolveria em um entrevero com Tite. Zeca não teria dito “eu acertei a bola, o Vagner se jogou”, para depois, no vestiário, se render ao óbvio. E principalmente: Flávio Rodrigues Guerra não teria usado o expediente de justificar a expulsão de Braz com uma fantasia exagerada escrita na súmula, apenas para acobertar o próprio erro.

A recusa à tecnologia alimenta um teatro de mentiras que não se vê em nenhum outro esporte de relevância comparável. É insuportável a quantidade de tempo e energia que se desperdiça em nome da “dinâmica peculiar” do futebol. Um desperdício que se desenrola diante de milhões de telespectadores, como se estivessem assistindo ao passatempo de uma civilização que escolheu ficar aprisionada ao passado.



  • Fred Bauer

    André, sobre o recurso à “arbitragem eletrônica”, tenho algumas dúvidas:

    1- Haveria um “limite” de vezes em que poderia ser utilizada ao longo de uma partida? Caberia ao árbitro decidir, ou os técnicos poderiam solicitar a utilização do recurso? Um exemplo: depois de uma disputa de bola no meio-de-campo a bola sai pela lateral. Os jogadores dos dois times levantam a mão clamando pelo direito de cobrar o arremesso. Na dúvida, o juiz recorreria ao vídeo? Os técnicos poderiam pedir o vídeo? Questiono porque, caso sua resposta seja afirmativa, ficaria insuportável assistir a uma partida de futebol, que seria paralisada a cada minuto. Podemos ir ainda além: um jogador dá o combate no adversário, roubando-lhe a bola. Aquele, então, cai e ergue o braço, pedido a marcação da falta. O que aconteceria? A partida seria paralisada? Ou, não, apenas o árbitro poderia escolher quando recorrer ao recurso eletrônico? Nesse caso, seguiríamos à mercê dos juízes, que poderiam simplesmente alegar que não tiveram qualquer dúvida em lances pretensamente polêmicos, assumindo a responsabilidade da decisão.

    2- Você realmente crê que seria viável a utilização do recurso eletrônicos, por exemplo, nos jogos da Série B do Brasileiro? Quantos estádios têm telão? Quantos jogos são, de fato, transmitidos ao vivo, ou com boa cobertura de câmeras? Haveria recursos para a instalação de dezenas de câmeras – que permitissem fossem tiradas quaisquer dúvidas na extensa área do campo de futebol – em um jogo entre Bragantino x Macaé? De outro lado, seria justo que apenas alguns jogos tivessem arbitragem eletrônica e outros não?

    Agradeceria seus comentários!

    Abraço,

    Fred

    AK: A coisa não é tão complicada. Você conhece algum esporte que use o vídeo sem regras estabelecidas? Evidentemente não. O mais lógico é restringir o uso às situações de impacto no placar: gols, pênaltis e expulsões. Pessoalmente, eu não veria problemas em permitir um ou dois “desafios” por tempo para cada técnico em lances que não sejam os mencionados. Quanto à necessidade do recurso ser “universal”, o que sustenta tal argumento? É uma questão de relevância do campeonato, que está ligada ao tamanho do interesse que ele gera. Os campeonatos mais importantes têm condições e motivos para investir na lisura de seus jogos. Sem nenhum desrespeito: Você assiste a Bragantino x Macaé? Esse jogo é realizado no Maracanã, no Mineirão, no Allianz Parque? Se você tivesse de escolher entre São Paulo x Flamengo e Bragantino x Macaé para aplicar o recurso de vídeo, não aplicaria a nenhum deles por uma questão de “igualdade” entre eventos que estão absolutamente distantes ou investiria no jogo que movimenta milhões e interessa a milhões? O exemplo do tênis é claro: o vídeo não está em todos os torneios, e nem mesmo em todas as quadras dos torneios que o utilizam. Um abraço.

    • Fred Bauer

      André, obrigado pelos seus comentários. Sem querer “monopolizar” o post, e sob o risco de ser chato, gostaria de discordar de você…

      1- Sobre os lances, quantas vezes um escanteio mal marcado não resultou em gol? Ou uma falta mal apitada? E, vamos lá, quantos impedimentos um time tem, em média, por partida (especialmente quando se lança ao ataque)? Cinco, seis? A questão é: em todas as ocasiões teríamos o recurso ao video? Quem é que definiria se há dúvida no lance ou não? O árbitro? E se ele não tiver dúvida (mas estiver errado)? Nos esportes “indoor”, em que há cronometragem parada e mesa de árbitros, isto é muito mais fácil. No futebol americano, como a partida para a cada lance, também. No tênis, que você menciona, a bola “para” a cada ponto. Eu temo que o recurso à arbitragem eletrônica retire a dinâmica do futebol. Sem falar que, quando se trata de impedimento ou de saída de bola, por exemplo, um recurso como o “tira-teima”, se utilizado pela arbitragem eletrônica, pode ser suficiente, é verdade… Mas e as questões interpretativas? Essas, por depender do julgamento do árbitro, não podem ser resolvidas pelo vídeo.

      2- Sobre o Bragantino x Macaé, não, eu não assistira à partida. Mas é um jogo que vai acontecer (ou já aconteceu) na Série B, segunda divisão do campeonato nacional. Eu poderia ter dado o exemplo, então, de um Chapecoense x Goiás, pela Série A. Eu explico o meu temor: Times como Flamengo, Corinthians, São Paulo e Atlético MG, por exemplo, que têm mais partidas televisionas – e com maior cobertura de câmaras – estariam sempre mais sujeitos aos benefícios (ou malefícios) da arbitriagem eletrônica do que os outros. O mesmo se aplica às denúncias “extemporâneas” da Procuradoria do STJD, que sempre sobram para atletas dos times cujos jogos têm maior cobertura midiática.

      Em resumo, não creio que seria factível aplicar, de maneira prática e equânime, a arbitragem eletrônica no futebol.

      Abraço,

      Fred

      AK: Não sei como posso ser mais claro: lances de gols, pênaltis e expulsões. Árbitros na cabine, com acesso aos replays, revisam os lances e se comunicam com o árbitro via rádio. Nesta coluna, cito as experiências práticas feitas na MLS. As evidências discordam da sua impressão: http://blogs.lancenet.com.br/andrekfouri/2015/09/18/camisa-12-255/
      Um abraço.

      • Matheus Brito

        Posso dar um pitaco aqui?

        Caro Fred, atualmente todos os jogos das Séries A e B do BR são televisionados, sejam eles abertos ou PPW. O Caminho não é simples, mas não é o mais complexo. A estrutura para ter esse tipo de tecnologia pode custar muito dinheiro, mas pode ser feita em parceria com as emissoras de TV. Pode-se inclusive exigir em contrato que a emissora que detenha os direitos de transmissão do campeonato disponibilizem em todos os jogos o aparato tecnológico para o juiz-vídeo. Ainda que só a Série A tivesse condição financeira de manter tal tecnologia já seria muito válido. O principal campeonato do País teria um percentual de lisura altíssimo em seus lances capitais.

      • Matheus Brito

        Com relação ao momento de parar o lance, assista a NFL. O juiz atira uma bandeira amarela em caso de falta, mas o lance segue até o fim. Somente após a conclusão do lance é que a falta será discutida. O lance pode ser invalidado ou o time que estava atacando até conquistar um bônus.
        Nos lances de impedimento por exemplo, imagino que o assistente levante a bandeira mas os jogadores dariam sequência no lance. Caso terminasse em gol, escanteio ou em pênalti, seria verificada a marcação do assistente. Como protótipo, acho que seria assim. Hoje em dia uma TV não leva 30 segundos para divulgar o replay do lance. Inclusive o Replay já estaria pronto assim que a jogada terminasse. A consulta não levaria tanto tempo como as pessoas imaginam.

  • Matheus Brito

    Eu posso estar enganado, mas assistindo a NFL percebo um momento único na partida quando a arbitragem é desafiada. Me parece inclusive que o público adora e que isso se torna um ingrediente a mais no espetáculo, além da possibilidade de se fazer justiça.
    Vi que a FIFA vetou testes aqui no Brasil. A falta de vontade de discutir o assunto por parte das pessoas que deveriam estar preocupadas com a lisura do espetáculo chega a ser uma ofensa.
    Mas o que mais me intriga é o fato de a International Board não querer ver os árbitros fora dos noticiários. Começo a me perguntar se realmente interessa que os árbitros não sejam colocados no centro dos jogos, afinal de contas, hoje eles vendem patrocínio. Se há patrocínio no uniforme dos árbitros então há interesse na exposição. só consigo entender dessa forma. Quando não há falhas nos jogos ninguém fala da arbitragem, talvez isso não interesse a alguns.

  • José Henrique

    Comentário sobre o assunto, mais sensato, equilibrado é justo que li, ouvi, ou vi desde domingo.
    Quem disse que foi pênalti, e apontou Braz, foi o auxiliar. O juiz da partida fez o que o auxiliar observou. Se, (é apenas se) o Braz ofendeu, só o juiz pode afirmar. Em todo caso, se depois, o juiz viu que o auxiliar se equivocou ao apontar o jogador errado e com isso (hipoteticamente) tenha modificado o motivo da expulsão, temos aí um caso de caráter e coleguismo, do juiz para com o auxiliar, atitudes que Zeca não teve com seu companheiro, com o próprio árbitro, com os torcedores, e com todos nós do Brasil inteiro, que assistimos ao descaramento da simulação elevado ao grau máximo.
    E, somos de novo obrigados a ouvir, gente que se acha o dono da verdade, exclamando asneiras como ” estou indignado” “perco a fé no futebol” “da vontade de largar tudo” entre outras expressões, que revelam como estamos mal servidos de comentaristas esportivos.
    Quem perde a fé e a credibilidade nesse caso somos nós espectadores dessa pantomima em que se transformou os debates na TV. Esse juiz está sendo massacrado injustamente quando tudo o que fez foi ser sincero. A indignidade é nossa, com esse linchamento absurdo de uma pessoa, um ser humano. A palavra é usada como a faca que degola um recém, na maior cara de pau.

  • Bruno Fernandes

    De fato André sua análise é precisa, e a palavra que define de uma vez o atraso da arbitragem é essa mesmo: desperdício.

    Estragaram o final do jogo com bobagens que só enchem o saco de quem assiste, quem transmite, que apita o jogo e quem joga.

    Apesar de tão mal cuidado, esse tem sido o campeonato mais divertido dos pontos corridos na minha visão, com presença de público em alguns momentos do campeonato muito interessante, alguns jogos muito bons, principalmente os que envolvem Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio pelo estilo que de jogo desses times, sendo que cada um tem um estilo muito particular, e ainda temos on prazer de ver um técnico como o Roger do Grêmio surgir. Atrações não faltam, mas quem administra o nosso futebol parece que realmente está fortemente engajado em promover sua derrocada.

    Ninguém é inocente nessa história, mas quem “administra” o campeonato é quem deveria bater no peito e implementar tal solução é acabar com todo esse miserável desperdício de tempo e paciência que situações como essas causam num jogo que tinha tanto valor para os dois time e para o próprio campeonato.

    AK: Sim. Evidente. Um abraço.

  • Klaus

    Perfeito, André!

    A única dúvida é na seguinte situação extrema: ataque do time A dentro da área, o zagueiro do time B desarma o adversário com lisura e lança seu atacante, que parte completamente livre, ele e o goleiro, em contra-ataque muito promissor.

    Se o time A quiser pedir o desafio, alegando pênalti, poderá fazê-lo após a conclusão da jogada de contra-ataque ou para-se tudo, podendo prejudicar o time B?

    Independentemente disso, sou completamente a favor do telejuizão!

    Quanto aos erros menores, continuarão ocorrendo (para felicidade jurássica dos FifaRex), como se vê no vôlei, mesmo com os desafios. A diferença é que não impactarão direta e injustamente no resultado.

    Um abraço.

    AK: Se algum dia chegarmos à situação que você propõe, só fará sentido se a revisão acontecer após a bola parar. Um abraço.

    • Klaus

      Concordo plenamente, André. Obrigado pela resposta.

      A propósito: Será que ontem, por volta das 22h (horário de Berlim), Guardiola pegou o celular e ligou: “Robert, é o Pep. Tenho uma coisa muito importante para lhe mostrar. Venha agora!”

      Será?!

      Brincadeiras (e merchans) à parte, incrível como Lewandowski se posicionou no vazio, e não enfiado entre os zagueiros (aliás, justamente no espaço anterior a eles), nas cinco chances de gol convertidas. Faro de gol e cheiro de estratégia.

      Um abraço!

  • RENATO77

    Perfeito André.
    O texto já começa em alto nível quando coloca polêmica entre aspas. “terabytes gastos em discussões inúteis nas redes antissociais…” também ficou muito bem definido.

    Juro que não acreditei no tempo que se perdeu discutindo esse lance nas horas e dias seguintes. Ainda verei uma polêmica, logicamente envolvendo negativamente o SCCP, em que o erro do arbitro terá sido a grafia do nome do atleta…era Braz e o juiz escreveu Brás…com “s”. E passaremos a segunda detonando a vitoria do SCCP, mais uma vez com “erro” do juiz.
    E as reclamações sobre o gramado “criminosamente” molhado antes da partida?
    Realmente a anticorinthianada tem uma relação doente com o SCCP.

    A postura dos jogadores do SFC e da outra metade da torcida, se resume em apontar um “erro” do juiz, SEJA LÁ QUAL FOR! O jogador experiente Renato deu uma mostra clara disso, as imagens mostraram ele questionando o bandeira: “tem certeza disso?”. Ou seja, não importa nada…nada além da vontade de encontrar um “ero” do juiz e amplifica-lo. Depois da partida vociferar nos microfones sempre muito receptivos à esse tipo de falação.
    Trofeu pinóchio para o tal de Zeca.

    Como detonar, colocar abaixo do zero, uma arbitragem dentro de um ambiente como esse? Onde o primeiro objetivo dos jogadores é ludibriar o juiz, confundi-lo…enfim, prejudicar seu trabalho?

    Sobre a “ausência” do SFC em campo e a superioridade absoluta do SCCP, nada ou muito pouco se falou.
    A turma, vale pra todos os clubes, adora se esconder atrás de um “erro” da arbitragem.

    O penalti marcado erradamente a favor do Avai e contra o SPFC e o juiz voltando atrás no lance…não teve nem 1% dessa repercussão…Depois vão pedir equiparação na divisão de cotas de TV…

    Abraço.

  • Fabio

    Vejo mais um aspecto interessante do “telejuizão”, como um colega acima denominou: teríamos uma possibilidade de aumentar a média de gols, pois os lances de impedimento e contra-ataques oriundos de desarmes só poderiam passar pelo crivo do telejuizão após a bola entrar no gol, ou sair…. Logo, os times se lançariam mais ao ataque, pois “todo lance é chance de gol”, se for posição legal milimétrica, ou roubada de bola limpa. Enfim, só vejo vantagens no sistema. Quanto à série B, o Premiére transmite todos (até Bragantino x Macaé). Aliás, nos Estaduais era só pôr uma regra assim: nos jogos entre os times da série A e os demais, haverá telejuizão (pois o Premiére estará lá). Não acho o telão no estádio fundamental. A propósito (sou do interior do PR, terra do glorioso atual campeão paranaense, o Operário Ferroviário!!!), por aqui quando rola um lance duvidoso o pessoal nas cabines de rádio vê pela TV, comenta no ar e é óbvio que isso chega ao pessoal no campo (técnico, jogadores, árbitros), pois a torcida grita. Muito melhor se eles fossem auxiliados em tempo quase real….

  • Flamarion Tavares

    Mais um show de vedetismo e gargalhada com a decisão do árbitro de Corinthians x Santos

  • Renato Rasiko

    Brilhante! Sem mais.

  • João

    Estou muito curioso com o fato da imprensa não ter repercutido o fato do Tite, mesmo que fora ofendido, ter partido pra cima do atleta adversário com o dedo em riste. Ah, se fosse o Luxa…

    E depois o técnico vem pra entrevista falar em hombridade. Tá serto.

    AK: Você acha que o David Braz ficará traumatizado por causa disso?

  • José Henrique

    A cara do país hoje, onde todos se acham donos da verdade, pode ser mostrada em comemorações dos 10 anos da máfia do apito, onde “espertos” ainda insinuam que os jogos manipulados por um árbitro para beneficiar e encher bolso de apostadores não deveriam ter sido anulados. É inacreditável tamanha cara de pau, falta de caráter. É como se estivessem dizendo: “Os jogos com resultados manipulados não deveriam ter sido remarcados, porque o Corinthians teve dois jogos que perdeu (manipulados), e depois ganhou um e empatou outro”. Comemoram “aniversario” de todos os fatos relacionados com o Corinthians. Não comemoram ( ou comemoram?) o aniversário de Castrilli? No jogo em que o “roubo” foi o pênalti pró Corinthians, e os dois gols impedidos da Lusa foram apagados da história. Parte de nossa mídia tem relação doentia mesmo. Concordo com o Renato.

    • José Henrique

      Completando. Alguém, leu, ou ouviu, algum crítico, justificando com argumentos honestos, porque os jogos manipulados para favorecer malfeitores em 2005, não deveriam ter sido cancelados?

  • Teobaldo

    Prezado AK, por vezes você não tem a impressão que alguns participantes do blog possuem um fortíssimo alter-ego que, possivelmente provocam confusão sobre realmente quem são? Ou somente eu tenho essa impressão e, aí, o problema está comigo? Ajude-me!!!

    • José Henrique

      Acho que o André não tem esse problema. Os e-mails são obrigatórios, e não publicados. Ele sabe. Nós leitores só ficamos com a impressão mesmo de quem são os “personagens” como o Guarda Juju, por exemplo. kkkk Desculpe a brincadeira, foi só pra descontrair um pouco.

      • Teobaldo

        Sem problemas com a brincadeira, mas para mim é sempre forte a impressão de que alguns participantes comentam e depois fazem novos comentários concordando com eles mesmos utilizando outro nome. Um abraço!

        • Paula

          kkk Será? é muita falta do que fazer….

  • Paula

    Acho que pior que isso: o fato da súmula não condizer com a verdade – nas imagens fica claro que David Braz foi apontado como autor do penalti. Quantos jogadores não foram punidos por xingamentos inexistentes, ou proferidos após a expulsão e não causa desta??
    O fato da súmula ser considerada verdade absoluta e prova irrefutável está em cheque!

    Como está em cheque e sempre esteve o caracter de alguns: sinismos, mentiras, dissimulações, enfim, estamos perdidos!

    Ah, e alegar que o jogador poderia ter se acusado é justo! Deveria sim ter se acusado. Mas lembro bem de um jogo, acho q do botafogo, que o Antonio Carlos estava envolvido – não lembro se foi ele que fez a falta – e ele fez o arbitro mudar o jogador que recebeu o cartão e com isso evitou uma expulsão. Ele mentiu! Disse, não foi fulado foi sicrano e o arbitro acredito!

    Enfim, concordo que o quarto arbitro deveria ter poder maior sobre essas coisas!

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