CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

INSISTÊNCIA

1 – O Corinthians tardou três minutos para atravessar o gramado com a maioria de seus jogadores, em casa. A razão foi o avanço do Sport, que prendeu a bola no campo de ataque com ousadia.

2 – Quando o dono da Arena conseguiu se libertar, o lado direito do campo se mostrou como o melhor caminho até o gol de Danilo Fernandes. A sociedade entre Fágner e Elias é uma das virtudes do time de Tite.

3 – E foi ela quem construiu o primeiro movimento completo do ataque corintiano no jogo. O passe de Elias para a chegada de Luciano foi o instante brilhante, que permitiu que o time mostrasse, uma vez mais, que não precisa de muitas ocasiões para marcar um gol.

4 – Brilho por brilho, Marlone também exibiu o dele. Longo e preciso cruzamento para a área, fazendo a curva da bola encontrar a cabeça de André, entre Gil e Uendel. Empate merecido.

5 – A partir dos 17 minutos, o Sport jogou em Itaquera como faz em Recife. Em parte porque tem capacidade para controlar partidas, em parte porque o Corinthians não se achou em seu próprio estádio.

6 – Os acréscimos do primeiro tempo trouxeram a faceta sarcástica do futebol. O escanteio cobrado por Jadson buscava Bruno Henrique na primeira trave, para o conhecido desvio para trás. Quem fez o serviço foi seu marcador, Diego Souza. Luciano aguardava a bola para fazer o segundo.

7 – As colaborações do Sport continuaram. Um escorregão tragicômico de Matheus Ferraz ofereceu a Luciano o terceiro gol, que Samuel Xavier salvou quase sobre a linha. Quando um lançamento formidável de Jadson acionou Malcom na área, o mesmo Samuel Xavier se encarregou do gol-contra.

8 – Hernane, o brocador, entrou em campo aos 22 minutos do segundo tempo. Aos 31, o jogo estava empatado. Duas finalizações, dois gols.

9 – Toque de mão de Rithely, pênalti marcado, gol de Jadson. Se Luiz Flávio de Oliveira não fosse um árbitro de São Paulo apitando um jogo do Corinthians, haveria menos polêmica.

ESQUECIDO

Não há explicação para a ausência de Neymar entre os finalistas ao prêmio de melhor jogador da última temporada europeia. Ele marcou nos dois jogos das quartas de final, nos dois jogos das semifinais e na final da Liga dos Campeões. Entre os escolhidos (Messi, Suárez e Ronaldo), deveria estar o nome do brasileiro. Está claro quem não mereceu a indicação.

EXAGERO

A manifestação dos árbitros deve ser entendida como reclamação do que enxergam como um direito e respeitada por todos, ainda que alguns deles, no ano passado, tenham se excedido na tentativa de impedir os protestos do Bom Senso FC. Mas 0,5% dos direitos de transmissão soa exagerado. É desproporcional em relação ao percentual recebido pelos jogadores.



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