CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

EXECUÇÃO

1 – É tão frequente vermos times encolhidos quando jogam fora de casa que uma simples amostra de ofensividade soa ousada, como se o local do encontro devesse impor uma alteração de personalidade. Os minutos iniciais no Mineirão apresentaram o São Paulo como o São Paulo deve ser.

2 – Sinal de inteligência, além de ambição. Jogar a esperar o Atlético Mineiro é encomendar o arrependimento. Mas não é permitido testar a própria sorte, como o ataque são-paulino fez em duas ocasiões flagrantes: Pato, sem potência na finalização diante de Victor, e Reinaldo, sem precisão no cruzamento para Luis Fabiano.

3 – Mal deu tempo de pensar no pecado que é perder gols assim. Marcos Rocha fez Lucas Pratto surgir na área e o argentino, com reflexo para aproveitar o próprio rebote, tocou com o ombro esquerdo. Um gol para relembrar que o futebol, o mais caloroso de todos os esportes, é um jogo frio no balanço de acertos e erros.

4 – A boa execução é uma característica dos times mais maduros em termos de formação. O Atlético está onde está não apenas por saber o que quer, mas por saber como conseguir. A jogada do segundo gol foi um resumo: o cruzamento de Giovanni Augusto encontrou Pratto marcado por Lucão. “O urso” teve confiança para ousar com um leve toque em busca do canto esquerdo. Era a única opção e a realização não poderia ser melhor.

5 – Ganso e Pato combinaram para desperdiçar mais um gol, aos 42 minutos do primeiro tempo. Aos 43, um erro de Hudson criou o terceiro de Pratto. O Atlético não só puniu, como puniu com celeridade.

6 – O São Paulo aparenta ser um time introvertido, que se deprime facilmente.

7 – No recomeço, Ganso e Pato recuperaram um dos gols não concluídos. Um movimento tímido em relação ao placar, mas suficiente para dar competitividade ao segundo tempo. Houve jogo no Mineirão, e bom. A segunda parte poderia ter terminado com um resultado diferente em números, mas não em relação aos pontos.

CULTURA

Um museu da cidade de Las Vegas anuncia uma nova exposição, aberta a partir do dia primeiro de setembro. Na divulgação, a seguinte frase: “um poderoso exemplo dos diferentes modelos do crime organizado”. O tema da atração, chamada “O jogo bonito fica feio”, é a investigação dos casos de corrupção na Fifa. O nome do museu é sugestivo: o Museu da Máfia.

0 X 0 EM MONTERREY

O futebol mexicano, onde grupos empresariais – entre eles, redes de televisão que transmitem os campeonatos – podem ser proprietários de mais de um clube, pode conquistar a Copa Libertadores pela primeira vez. Como time, o Tigres nada deve ao River Plate. Vejamos como a arbitragem da Conmebol se comportará no segundo jogo da decisão, em Buenos Aires.



  • Teobaldo

    Permita-me um breve comentário em relação ao Lucas Pratto: na essência, além do aspecto esportivo, um PROFISSIONAL. É pontual nos treinamentos, geralmente o primeiro a chegar (tenho um amigo, funcionário da Cidade do Galo, que confidenciou-me isso). Na partida se entrega, corre, luta, não reclama com os companheiros e nem com os adversários, não se mete em polêmicas, faz gols e não se preocupa com dancinhas ou provocações do gênero (há quem goste, tudo bem). Se tem que participar das entrevistas ele vai lá, na coletiva, e se explica. Se não tem, ele simplesmente pega as coisas dele e vai embora (isso se repete após os jogos e após os treinos). Um profissional, nada mais. Posso estar errado, mas essa é a minha visão do cara. Na Europa e nos Estados Unidos, prezado André Kfouri, na média, as coisas funcionam próximas disso em relação ao comportamento dos esportistas? Um abraço!

    • Adriano

      Breve? Rsrsrs
      Abs,

  • José Henrique

    E, por falar de time encolhido quando joga fora de casa. Gol do Walter. E olha que ele não tinha nem almoçado ainda! kkkkkkk

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