CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

LETRAS DA BOLA

“Guardiola Confidencial”, edição brasileira do livro que relata a primeira temporada do técnico catalão no Bayern de Munique, foi lançado na semana passada em um evento em São Paulo. Cerca de duzentas pessoas lotaram o auditório do Museu do Futebol, para um bate-papo sobre temas relacionados ao livro e seu personagem.

Durante a conversa, o estimado Paulo Calçade, comentarista e estudioso do jogo, revelou sua pouca esperança de que a obra de autoria do espanhol Martí Perarnau (escrevemos a respeito em uma coluna de setembro do ano passado, quando o livro foi lançado na Europa) fosse lida por dirigentes, técnicos e jogadores brasileiros. A aversão ao método e a prepotência que impera, especialmente no andar de cima, impediriam o nascimento de simples curiosidade sobre um conteúdo valioso.

Mas veio da ex-sede José Maria Marin, local em que certamente não faltam problemas e preocupações, uma surpreendente demonstração de interesse. A CBF encomendou dois exemplares do livro no dia seguinte ao lançamento, e, mais tarde, um terceiro, com um detalhe singular: o endereço de entrega não era o pomposo edifício na Barra da Tijuca. Teria sido um presente? Para quem?

Uma das mais recompensadoras repercussões do evento no Pacaembu foi o que ocorreu a um advogado palmeirense, estimulado pelo comentário de Calçade. As pessoas que comandam o futebol no Brasil subestimam a existência de gente com paixão, indignação e visão suficientes para iniciativas que eles – os dirigentes – deveriam promover, ou, no mínimo, apoiar. Infelizmente não tem sido o caso.

O advogado em questão decidiu fazer o que está ao alcance dele para interferir positivamente no futuro do time para o qual torce. A ideia foi comprar vários exemplares e enviar para os jogadores das categorias de base do Palmeiras, aqueles cujos caminhos podem ser beneficiados por esse tipo de leitura. Até o momento, os contatos com o clube foram infrutíferos. Vejamos se algo acontece.

MUNDO PARALELO

As explicações de Del Nero para não sair do Brasil provocam risos; a Conmebol desmente que houve conversa prévia com o presidente da CBF para alinhar posições sobre a eleição na Fifa; e Marin se defende dizendo que a gravação sobre propinas era uma “pegadinha” em seu interlocutor. Nota-se o apreço pela ficção, apesar da curta vida de cada história.

NOSSO MUNDO

O time que pratica o futebol mais competitivo do país é o Atlético Mineiro. O futebol mais coletivo quem joga é o Sport. Falamos de um campeonato em que prevalecem a exploração do erro do adversário e a transição, expediente que resulta da dificuldade de montar equipes que elaborem o jogo. O Sport tenta atuar com protagonismo, o que é sempre saudável.



  • jão

    amigo André, alguém monitora se comentam no seu blog?
    Se as pessoas que navegam por site tivessem uma crítica imparcial e realista do que é o futebol brasileiro estariam indignadas, passam por aqui milhares mas ninguém declara o que o seu ponto de vista elucida, abra seu espaço para debatermos mais sobre isso.

    AK: Não entendi sua pergunta inicial. Mas o espaço está aberto. Um abraço.

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