CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CLEMÊNCIA

1 – Após dez minutos de jogo no Beira-Rio, os jogadores do Tigres não saberiam dizer qual era a cor da bola que rolava no gramado do estádio gaúcho. D’Alessandro puniu um erro na tentativa de saída dos mexicanos do campo de defesa, e Valdívia teve sorte em um chute desviado. Antes que Gignac decorasse os nomes de seus companheiros, o Internacional vencia por 2 x 0.

2 – No primeiro tiro de meta após o segundo gol, o sinal claro de um time amedrontado: bola direto para o campo de ataque, sobrevoando tudo o que o novo-rico do futebol do México pensou em fazer.

3 – Um gol estranho ao que o jogo exibia foi como um cilindro de oxigênio para o Tigres. Ayala testou para a rede na primeira trama ofensiva dos visitantes, e o jogo passou a ser disputado por duas equipes. É notável o impacto do chamado “gol qualificado”.

4 – O Tigres não só levantou a cabeça como passou a olhar feio para o Inter. Alisson impediu um gol de Sóbis e outro de Gignac, este em lance individual que incluiu um rolinho cruel em Alan Costa.

5 – A acertada expulsão do zagueiro Ayala, aos 12 minutos do segundo tempo, foi a pior notícia para um time em início de temporada. Garantiu ao Internacional o tempo mais do que suficiente para buscar o terceiro gol, sem pressa e sem correr riscos, e expôs os mexicanos ao máximo esforço.

6 – O Inter falhou ao não pressionar com urgência no meio do campo e não elaborar com paciência no ataque. Não se percebeu no comportamento dos visitantes a vontade de fazer o tempo passar, indício de um time confortável em inferioridade numérica.

7 – Voltando aos dez minutos iniciais, era difícil imaginar que o Tigres sairía de Porto Alegre com um resultado recuperável. A dificuldade dos gaúchos para utilizar o jogador a mais levou o time mexicano a apreciar a possibilidade de se classificar com uma vitória simples em casa.

8 – Quando é necessário ressaltar que o Inter venceu o jogo, é porque deveria ter sido melhor.

BOA LEITURA

A CBF encomendou dois exemplares de “Guardiola Confidencial”, livro que relata a primeira temporada do técnico catalão no Bayern de Munique, que chegou ao mercado brasileiro nesta semana. Bom investimento, especialmente se o conteúdo da obra servir para balancear os conceitos do “conselho de notáveis” formado pela entidade, carentes de atualização.

LEITURA RUIM

As pessoas que comandam o futebol do Botafogo – quando não estão chamando técnicos adversários para a briga, claro – entendem que o time deveria jogar mais? É difícil explicar a demissão de Renê Simões após a eliminação na Copa do Brasil (achavam que o time brigaria pelo título?), quando o objetivo da temporada é terminar o ano com um lugar na Série A.



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