COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

FREIO

1 – Fossem adversários em uma corrida eleitoral, Sport e Palmeiras apresentariam curvas inversas chegando ao encontro deste domingo. O Sport, pela primeira vez fora do grupo dos quatro melhores do Campeonato Brasileiro; o Palmeiras, em clara ascensão rumo aos primeiros lugares.

2 – Mas a campanha do time dirigido por Eduardo Baptista não é feita de resultados ocasionais, assim como a longa invencibilidade em seu estádio não deve ser subestimada

3 – A marcação agressiva do Palmeiras no início aparentemente surpreendeu os mandantes na Arena Pernambuco. Uma postura que não só provocou desconforto como evitou que o time de Marcelo Oliveira se sentisse pressionado, como costuma ocorrer com os adversários que visitam o Sport. Um gol desperdiçado por Leandro Almeida (estava adiantado), após cruzamento de Dudu, simbolizou os primeiros movimentos.

4 – O Sport logo recuperou sua personalidade habitual, ofensiva, levando o jogo para as proximidades da área de Fernando Prass. Um desarme de Diego Souza na lateral permitiu que ele acionasse Marlone, já em condições de finalizar. Com o pé, Prass impediu o primeiro gol.

5 – O goleiro palmeirense também desviou para escanteio um chute de longe de Diego Souza, em cobrança de falta cheia de efeito. Na sequência, Matheus Ferraz se aproveitou da falha de marcação na primeira trave e testou no canto. O gol premiou o comportamento dos pernambucanos até aquele instante, o que torna mais difícil de entender o recuo que se percebeu depois.

6 – O Sport deu campo para um time que, nas últimas rodadas, vem se notabilizando pela boa articulação no ataque. A jogada do empate comprovou este bom momento. O cruzamento de Gabriel foi preciso na procura por Leandro Pereira na segunda trave, e expôs a diferença de altura entre o atacante do Palmeiras e seu marcador, Renê. Danilo Fernandes tocou na bola cabeceada, mas com força insuficiente para fazer a defesa.

7 – Quando o Sport começava a se estabelecer como o time mais contundente em campo, uma blitz em sua área gerou o gol da virada. Leandro Pereira aproveitou o segundo rebote (chutes de Lucas e Arouca) para marcar pela segunda vez na noite.

8 – Tão importante quanto a contribuição dele foi a de Fernando Prass. Duas defesas negaram gols a André, quando a pressão do Sport começou a dar o tom do encontro em sua parte final.

9 – Atualização: Prass, incrível. Mais duas intervenções milagrosas, no puro reflexo, converteram o goleiro do Palmeiras no principal jogador em campo. O sistema defensivo perdeu a capacidade de conter o Sport, mas Prass, a última linha, manteve o placar com uma sequência impressionante.

10 – Até que os últimos segundos do tempo regulamentar apresentaram mais uma chance para o Sport sustentar sua invencibilidade como mandante. Conexão de Diego Souza com André, e Prass foi finalmente superado: 2 x 2. A derrota seria mesmo um castigo exagerado.

11- As palavras de Marcelo Oliveira, ainda em São Paulo, foram confirmadas pelo jogo. A subida do Palmeiras depende de um acerto defensivo que o time ainda não encontrou.

APETITE

As boas atuações de Jadson e Elias e a forma como o Flamengo sucumbiu ao plano de jogo do Corinthians ajudam a explicar o resultado do jogo no Maracanã. Perder bolas e oferecer espaço é um expediente suicida, especialmente diante de um adversário que foi para o gramado configurado para punir essas falhas. Os números que melhor traduzem o 3 x 0 (primeira vez que o Corinthians faz três gols em um jogo do Brasileirão 2015) são os de desarmes, em que os visitantes foram mais de quatro vezes superiores. Tamanha disparidade fez da vitória um objetivo impossível para o Flamengo.

BIRRA

O São Paulo conseguiu a segunda vitória seguida, em manhã de Morumbi cheio. A reação de Ganso ao ser substituído destoou no domingo de afirmação, em que as sensações deveriam ser todas positivas.

MÉRITO

Em termos de padrão de atuação, Atlético Mineiro e Fluminense são realmente os dois melhores.



  • João

    “Destoou”, não “Distoou”.

  • Ricardo

    Em um momento que se fala do aniversário de 10 anos do Tri da Libertadores do SP, o time atual tem muito pra aprender com aquela equipe, principalmente no aspecto coletivo, colocando-o acima do individual. Dias atrás PHG já tinha acusado um colega da defesa em uma falha de marcação e agora mais essa… É ir muito contra a corrente positiva que tenta se formar, Osorio, um cara de muitas intenções boas, não merece esse tipo de comportamento sob seu comando.

  • André, o Atlético MG tem mostrado um padrão de jogo, e condições de manter o título do brasileirão em MG. O Corinthians, embora tenha melhorada, apresenta várias falhas defensivas, e vejo o Vagner Love meio isolado, sem conexão com o meio campo do time. Será que o Corinthians tem chances de quebrar a sequência do Galo na próxima rodada e vencer o jogo?

  • Ailton

    “- Qual é o time bom que a gente conhece além do Barcelona e do Real Madrid, que têm uma seleções mundiais? Aí chega um comentarista e fala que nós temos que pegar um técnico estrangeiro, colocá-lo na seleção brasileira e dar 10 anos para ele arrumar o futebol brasileiro. Com 10 anos, eu arrumo também” – disse. (Levir Culpi)
    Seria interessante uma entrevista com o Guardiola para ele dizer qual era o projeto para levar a seleção ao hexa em casa e qual era o time que ele já tinha o na cabeça, já tinha a equipe que ele queria para treinar o Brasil.
    Do time titular vamos especular quem ele não convocaria Júlio César(não); Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho, Paulinho e Oscar; Neymar , Hulk e Fred (não)
    Daniel Alves foi barrado contra a Colombia e contra a Alemanha e foi a 3a opção do Dunga para Copa América e agora ele é muito SINCERO, ESTRANHO, ESTRANHO

    • Ricardo

      Marin? É você? Estão te tratando bem aí dentro?…

    • Rodrigo – CPQ

      É por causa de pensamentos tacanhos, como o do Levir Culpi, que o futebol brasileiro está como está. Pode dar 47 anos e meio pra ele mudar alguma coisa no futebol brasileiro e ele não consegue mudar nada. Fico imaginando o que o Levir teria a acrescentar numa conversa com os principais técnicos do mundo, que ele desdenha nessa declaração. E acho que questionar as declarações do Daniel Alves por esse motivo é dar mais atenção à forma que ao conteúdo.

      • Ricardo

        Ainda acho Levir um cara bem intencionado e bom entendedor de futebol, mas não se pode desdenhar de um projeto pensado por Pep Guardiola. Talvez tenha sido apenas um corporativismo com a classe de sua nacionalidade, apenas isso. Acredito por exemplo que em menos de 10 anos, Levir faria um trabalho (muito) melhor que Dunga e Felipão em sua última passagem na seleção brasileira.

  • Ailton

    Aqui está ótimo. Só que o futebol brasileiro vive de passado. No tempo que o jogadores europeus eram cintura dura. A grande questão é que o jogador europeu evoluiu e os brasileiros não. O q

    • Ricardo

      Esse comentário não terminado era pra defender o anterior? Não vejo relação alguma entre ambos.

      • Ailton

        A questão que o futebol brasileiro vive de passado.
        Enquanto que o jogador europeu, que era considerado cintura dura, evoluiu, o brasileiro não.
        O jogador brasileiro adora alegar que na Europa eles aprenderam a jogar taticamente, será somente culpa dos nossos treinadores?
        Concordo com a questão Guardiola, mas enquanto a nossa impaciência com o resultado ruim, cair sempre na mão do técnico, será difícil qualquer trabalho a longo prazo.
        O Luis Henrique se fosse no Brasil teria sido demitido por substituir o Neymar, pois a cada substituição um crítico esportivo chamava ele de burro, como burro e teimoso algumas vezes foi chamado o Tele e o Luis Henrique levantou a triplice coroa e passou pelo Bayern de Guardiola.
        Se Bayern com o time que tem, tivesse o Messi não seria campeão de tudo?
        Fala-se muito da Seleção Argentina que o Messi não rende a mesma coisa, mesmo com bons coadjuvantes, só que a Argentina só joga bem, quando o Messi joga bem.
        Seleção de 62 Pelé jogou uma partida e o Brasil foi campeão.
        No Brasil jogador faz 3 jogos bons já é seleção.
        Hoje a mesma mídia que faz crítica que os técnicos tem que ter tempo para treinar um time, colocar seu esquema tático e a mesma que após 4 derrotas diz que o treinador deve ser dispensado. Como já disse o Carlos Cereto, a mídia esportiva também derruba treinador.
        Quantas derrotas seria preciso para nossa mídia esportiva queimar o Guardiola, como ela faz com vários treinadores brasileiros?
        Se for verdade que o Guardiola disse: que já tinha um esquema para o Brasil se campeão, como diria o Garrincha será que combinou com os treinadores de outras seleções.
        A última seleção se manter por excelência por um determinado tempo (quase 3 anos) foi a espanhola, que tinha como base o Real Madri e o Barcelona, só que jogadores envelhecem, esquema tático são estudados.
        A maioria dos programas e crônicas esportivas não faz análise tática dos times, apenas comentários individuais de jogadores.
        O Neymar ganhou 3 títulos com Barcelona em 2015, foi artilheiro da Champions e da Copa do Rei, já falam que o Neymar já pode ser o melhor do mundo, outros jogadores também do Barcelona ganharam os 3 títulos.
        O Messi foi também artilheiro da Champions, Messi fez o dobro de gols que o Neymar no Espanhol e teve o triplo de assistências.
        Uma análise tática simples de Neymar e Messi seria: enquanto Neymar recebe a bola e pensa no drible e na impossibilidade dá o passe, o Messi o pensamento é o inverso.

  • Ailton

    A questão que o futebol brasileiro vive de passado.
    Enquanto que o jogador europeu, que era considerado cintura dura, evoluiu, o brasileiro não.
    O jogador brasileiro adora alegar que na Europa eles aprenderam a jogar taticamente, será somente culpa dos nossos treinadores?
    No Brasil jogador faz 3 jogos bons já é seleção.
    Hoje a mesma mídia que faz crítica que os técnicos tem que ter tempo para treinar um time, colocar seu esquema tático e a mesma que após 4 derrotas diz que o treinador deve ser dispensado. Como já disse o Carlos Cereto, a mídia esportiva também derruba treinador.
    Quantas derrotas seria preciso para nossa mídia esportiva queimar o Guardiola, como ela faz com vários treinadores brasileiros?
    Se for verdade que o Guardiola disse: que já tinha um esquema para o Brasil se campeão, como diria o Garrincha será que combinou com os treinadores de outras seleções.
    A última seleção se manter por excelência por um determinado tempo (quase 3 anos) foi a espanhola, que tinha como base o Real Madri e o Barcelona, só que jogadores envelhecem, esquema tático são estudados.
    A maioria dos programas e crônicas esportivas não faz análise tática dos times, apenas comentários individuais de jogadores.
    O Neymar ganhou 3 títulos com Barcelona em 2015, foi artilheiro da Champions e da Copa do Rei, já falam que o Neymar já pode ser o melhor do mundo, outros jogadores também do Barcelona ganharam os 3 títulos.
    O Messi foi também artilheiro da Champions, Messi fez o dobro de gols que o Neymar no Espanhol e teve o triplo de assistências.
    Uma análise tática simples de Neymar e Messi seria: enquanto Neymar recebe a bola e pensa no drible e na impossibilidade dá o passe, o Messi o pensamento é o inverso.

  • Joao CWB

    Fala André.

    Votei em você no Comunique-se 2015. PVC e Mauro Beting também mereceram um clique.

    Abraço.

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