CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

FICHADO

José Maria Marin tem gastado bastante dinheiro com advogados (não os que estão na Suíça, que cobram ainda mais) para distanciar um de seus discursos na Assembleia Legislativa de São Paulo da prisão, tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975. Quarenta anos depois, em decorrência de diferentes acusações, o octogenário aproveitador profissional encontra-se encarcerado em outro país.

Contam os bem informados sobre a rotina de Marin em uma prisão nos arredores de Zurique que o ex-presidente da CBF está inconformado com o fato de “isso” ter acontecido nesta altura de sua vida. Talvez a diligência dos agentes federais americanos tenha surpreendido alguém habituado a práticas menos rigorosas de fiscalização. Mas está longe de ser um exagero afirmar que “isso” até demorou a acontecer.

Na semana do aniversário de um ano do epitáfio do Mineirão, a confirmação de que CBF poderia ter contratado Pep Guardiola antes da Copa do Mundo, e PREFERIU NÃO FAZÊ-LO, é uma notícia que agrava a desabonadora ficha de Marin. Daniel Alves revelou à ESPN que o técnico catalão “já tinha o time em sua cabeça” e não só estava disposto a dirigir o Brasil no Mundial como aceitaria um humilde contrato de produtividade. O depoimento de Daniel avaliza a notícia que este diário publicou em 2012 sobre as intenções de Pep.

Guardiola estava descansando em Nova York após revolucionar o futebol com o Barcelona. Clubes como o Milan, o Chelsea, o Manchester City e o Bayern competiam para fazer chegar a ele a proposta mais indecente. Euros, tempo de contrato, nível de autonomia, idioma… nada seria problemático. Eles só não queriam perder a janela de oportunidade para colocar o destino nas mãos e na mente do profissional que Marin e seus minions simplesmente dispensaram.

A concepção de futebol de Pep Guardiola influenciou um dos maiores times da história e as duas últimas seleções campeãs do mundo. O cartola que não quis contratá-lo está preso. O crime não compensa.

PENSAR…

“E quem garante que com Guardiola o Brasil ganharia a Copa?”, questiona o astigmático incapaz de identificar qual é o ponto central da questão. Talvez ganhasse, talvez não. Talvez até mesmo levasse sete dos alemães. O ponto é em que estágio de jogo, que é o que de fato importa, a Seleção Brasileira estaria hoje sob o comando de Guardiola. Um mínimo de raciocínio.

… É BOM

Um exemplo da maravilha da liberdade de expressão é jornalistas argentinos responsabilizarem Messi pelo “fracasso” da seleção e não serem detidos imediatamente. São os mesmos que o elevariam ao posto de maior argentino da história se Higuaín não tivesse perdido um gol no Rio de Janeiro e em Santiago, em duas finais que a Argentina alcançou por causa de Messi.



  • Os Argentinos estão magoados, afinal, são muiiiiiiiitos anos na fila, Copa do Mundo, desde 1986, Copa América desde 1993. Somado a isso, foram várias seleções “campeãs antecipadas” que fracassaram durante as competições. Estão confusos e resolveram descontar no maior craque da atualidade. Acho que por isso relevaram as besteiras e não “detiveram” os jornalistas…

  • leoatleticano

    André, Sr Marin só pensa em dinheiro, vantagens e mutretas.

    O depoimento do sr Parreira deixa bem claro que ele também era totalmente contra. Aliás, creio que nosso futebol paga os salários mais exorbitantes e desproporcionais aos serviços prestados de todo planeta e de todas as profissões.

  • Miguel

    Nao consigo entender, talvez por ignorancia minha, como pode alguem com tanta experiemcia, que se diz um grande estudioso do futebol, como o Sr Parreira, pode ter uma visao tao restrita do futebol. em outras entrevistas mostrou irritacao ao ser questionado se tecnicos brasileiros seriam, em geral, de pouca qualidade…

    A unica teoria que consigo conceber é que ele vive em uma “bolha” mental, na qual sempre consegue inventar explicacoes, perfeitamente lógicas, é claro, para os fatos que insistem em contrariar sua fé sega. Nada diferente de um fanatico religioso ou religioso. Assim aproveita a velhice sem precisar sair do conforto criado.

  • Paulo Pinheiro

    Será Messi o “Zico argentino”?

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