COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

DIFÍCIL

1 – Robinho herdou o lugar de Neymar, mas não a faixa de capitão da Seleção Brasileira. Miranda foi o escolhido, prova de que Thiago Silva recomeçou realmente do zero com Dunga.

2 – Gol do ex-capitão, com apenas 8 minutos de jogo. Finalização de meia habilidoso, ou de atacante dotado de boa técnica. A defesa venezuelana provavelmente não acreditou no perigo oferecido por um zagueiro, na marca do pênalti.

3 – Vai tomar no c…! Porra! Vai se f…! Ca…! Comemoração temática.

4 – Brasil no controle. Da bola, das ações, do adversário. Exatamente o que se deveria esperar de um encontro com a Venezuela. Mas as situações de maior perigo insistiam em nascer de jogadas de bola parada.

5 – Dunga salientou a necessidade de homens para vestir a camisa da Seleção neste momento delicado. Ocorre que jogos de futebol são vencidos por times. Contra a Venezuela, o Brasil se assemelhou a um, em que pese a distância em relação ao que deveria ser.

6 – Primeiro tempo monótono. Seria injusto esperar uma atuação vistosa de um time que até agora não mostrou soluções ofensivas, mesmo contra um adversário frágil. Também seria injusto depositar a ausência de atrações apenas na conta do Brasil, pois há dois times em campo e a Venezuela não se interessou em jogar.

7 – Willian é um jogador intrigante. A cada vez que toca na bola, está tudo ali: a técnica, as ideias e a visão para dominar partidas. Mas algo surge no caminho, como se suas ordens fossem outras.

8 – Por pouco o ex-capitão não vai à rede novamente. Não por coincidência, em outra cobrança de escanteio. Os venezuelanos não tinham respostas para a bola aérea.

9 – Enfim uma jogada coletiva, com inversão de lado de Robinho até Willian ser acionado por Filipe Luis na esquerda do ataque. A finta, a aceleração, o passe com o lado externo do pé direito para o gol de Firmino, detalhes de um lance merecedor de elogios.

10 – Bastou um pequeno passo à frente, um esboço de disposição para atacar, e a Venezuela sofreu um gol no espaço que ofereceu. Um presente à natureza reativa da Seleção de Dunga.

11 – David Luiz no lugar de Firmino. Marquinhos no de Robinho. E o Brasil terminaria o jogo com quatro zagueiros em campo. É necessário o registro de algo tão incomum.

12 – O gol da Venezuela, no rebote de uma bonita cobrança de falta de Arango, conferiu interesse aos minutos finais. Mais um e a seleção vinho tinto conseguiria a classificação, eliminando a Colômbia. Com uma frota de zagueiros no time, restou ao Brasil se defender e correr.

13 – O retrato do final do jogo foi um chutão de Elias para o outro lado do gramado, onde não havia nenhum jogador vestido de amarelo. Por algum motivo, nada mais espanta. Nem o sofrimento.

14 – Haverá os satisfeitos, pois “o objetivo foi alcançado”. E haverá os não consideram uma classificação para as quartas de final da Copa América como “um objetivo” para a Seleção Brasileira. O Paraguai espera. Depois, passando, Argentina ou Colômbia. Prepare-se.

ERRO

A entrada de Marquinhos para jogar como lateral-direito não é uma invencionice. Mas foi uma substituição prejudicial ao funcionamento da Seleção, que perdeu a capacidade de manter a posse e se colocou em risco.

ESPERANÇA

É grande a dívida dos principais favoritos teóricos desta Copa América. Talvez a da Argentina seja a maior de todas, pela quantidade de nomes à disposição e as atuações irregulares até agora. O Uruguai é uma decepção, a Colômbia só ganhou do Brasil, o Chile é quem mais se aproximou do que pode fazer. O mata-mata em jogo único não costuma produzir times mais soltos, mas a falta de sentido em especular pode nos mostrar partidas melhores.

INVASÃO

Dos oito técnicos que ainda disputam o título, cinco são argentinos: Gerardo Martino (Argentina), Ramón Díaz (Paraguai), Ricardo Gareca (Peru), José Pekerman (Colômbia) e Jorge Sampaoli (Chile).



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