CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

ÚLTIMO FÔLEGO

1 – Interessante postura inicial do Internacional no El Campín, com a primeira linha de pressão sobre a bola mais adiantada do que se poderia supor fora de casa e na altitude de mais de 2.600 metros.

2 – Não era o posicionamento de um time que pretendia convidar o Independiente Santa Fe ao ataque e se aproveitar de um descuido. A ideia de Diego Aguirre era desarticular o jogo colombiano.

3 – O Inter também não demonstrava nenhuma intenção de conservar energia nas alturas de Bogotá, como ficou claro a cada gesto de D’Alessandro estimulando Lisandro López e Eduardo Sasha a incomodar a saída de bola dos colombianos.

4 – Domínio inofensivo do Santa Fe, com posse mas sem perigo. O Inter conseguiu finalizar duas vezes nos minutos finais do primeiro tempo, altura do jogo em que, não por coincidência, a marcação colombiana exagerou na violência.

5 – A marca dos vinte minutos do segundo tempo trouxe lances mais agudos: duas bolas na trave do Internacional, frutos de jogadas aéreas. O cansaço passou a ser mais um adversário do time gaúcho, com alguns jogadores visivelmente em outra marcha.

6 – Nilmar em campo, no lugar de Eduardo Sasha. Opção solitária de velocidade, risco de punição para um Santa Fe cada vez mais próximo do gol de Alisson. Por volume ofensivo e número de ocasiões, o time colombiano merecia a vantagem quando o encontro chegou aos últimos quinze minutos.

7 – Castellanos salvou o Santa Fe quando Nilmar escapou livre e surgiu na área. O goleiro antecipou a cavadinha, resvalando na bola com força suficiente para evitar o gol.

8 – Aguirre trancou o Inter para defender o 0 x 0, mas a marcação de escanteio falhou nos acréscimos. Alisson não teve chance contra o cabeceio de Mosquera.

9 – Em dezenove encontros de mata-mata entre brasileiros e colombianos na Copa Libertadores, nossos clubes perdem por dez a nove. Em casa, o Internacional terá todas as chances de igualar esse histórico.

OXIGÊNIO

A queda de desempenho do Internacional foi brutal na última meia hora em Bogotá. Perdeu lucidez, a marcação afrouxou, cometeu mais erros. É o que acontece com quase todos os times não adaptados à altitude quando entram na reserva de energia. O gol sofrido no final provavelmente teve o componente da exaustão que prejudica, também, a concentração.

CONCURSO

Depois do gol contra produzido por Matías Rodríguez e Erazo, sábado passado, na vitória do Coritiba sobre o Grêmio, parecia impossível acontecer um lance mais bizarro nesta temporada. Mas os botafoguenses Émerson e Diego Giaretta elevaram o quesito a outro patamar no empate de ontem com o Figueirense. A moda pegou, mas não será fácil superá-los.



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