CAMISA 12 



(publicada ontem, no Lance!)

ENFERMO

1 – Paolo Guerrero levou um cartão laranja, aquele que vale expulsão se o árbitro estiver de mau humor, com um minuto de jogo. Enorme risco, indicativo de vontade demais, algo tão prejudicial quanto vontade de menos.

2 – Ataque contra defesa até os vinte minutos em Itaquera. A bola quase não visitou o campo de defesa do Corinthians, que tentou contornar o bloqueio paraguaio na frente da área com jogadas pelos lados. Duas ocasiões claras, nenhum gol.

 O domínio prosseguiu até o final do primeiro tempo, mas com menos intensidade e menos organização. Mais uma oportunidade com Guerrero, que facilitou a defesa do goleiro Aguilar. Pouco para o que a noite pedia. O Corinthians parecia querer empurrar a bola para dentro do gol paraguaio, em vez de decifrar o labirinto de pernas que o protegia.

4 – Intervalo, 0 x 0. Em quarenta e cinco minutos, há tempo de sobra para fazer ao menos dois gols. Mas é como um piscar de olhos quando se joga errado. Muita energia, pouca clareza, uma relação que Danilo poderia alterar.

5 – Fábio Santos foi expulso aos 7 minutos, justamente quando o time começava a trocar passes com mais profundidade. Talvez o cartão vermelho direto tenha sido muito rigoroso, mas, de novo, um jogador do Corinthians correu um risco desnecessário. A vaga passou a depender de um milagre.

 Metade do segundo tempo. Número de ameaças ao gol do Guaraní: 

7 – Jadson expulso, merecidamente, aos 24 minutos. Cerca de 40 mil corintianos assistem ao completo colapso de um time que se esqueceu de jogar futebol.

8 – Quarta-feira, 13: uma noite de terror em Itaquera.

9 – O gol de Fernández materializou o inimaginável: a eliminação com derrota, a terceira seguida na Libertadores, encerrando a longa invencibilidade em casa. O Corinthians é um paciente enfermo cujo diagnóstico pode até ser conhecido, mas ainda não foi divulgado. Lembra aqueles casos de pessoas famosas em que se tenta esconder do público que a doença é grave.

MERECIDO

O São Paulo deu um chute certo ao gol do Cruzeiro no jogo em Belo Horizonte. Uma declaração inequívoca de falta de intenções em uma partida em que um gol marcado muito provavelmente encerraria o confronto. O time mineiro teve iniciativa, volume ofensivo e ocasiões, de forma que não seria uma injustiça se a vaga fosse decidida no tempo normal. 

FORTE

A noite de ontem foi saborosa para palmeirenses, que viram os dois rivais se despedirem da Copa Libertadores. Mais ainda para cruzeirenses, que celebraram a própria classificação e a queda do Atlético Mineiro. Mas acima de tudo para colorados, pois o Internacional se solidificou como o time brasileiro do momento, quando atua com sua formação ideal.



  • Francisco Alves

    O desempenho do time passa pelo Elias. Na Libertadores, quando ele jogou bem o time venceu. O esquema tático do Tite depende muito do Elias.Mas sua atuação murchou quando foi convocado. A seleção teve peso no seu desempenho ? No jogo contra o Guaraní, ele se omitiu. O Cristian ou o Bruno Henrique deveriam ter jogado no lugar do burocrático Ralf. Essa conversa de que marcando os laterais, anula a saída de bola, – falou do jogo contra a Ponte, Palmeiras e do primeiro jogo no Paraguai, não se provou verdadeira, já que o melhor jogador em campo foi o Fagner.

  • Gustavo Soares

    Só não concordo com o fato de o Cruzeiro ter merecido definir no tempo normal. Somando os dois jogos tívemos equilíbrio. Uma vez que tanto Cruzeiro como São Paulo foram medrosos e fracos fora de casa e leões frente sua torcida. O justo seriam duas vitórias por 3 a 0 e a decisão por penais. De resto acho que os mineiros precisam melhorar para alcançar as semi-finais, que serão outro campeonato, acontecendo só depois da Copa América.

  • RENATO77

    Faltou bola, nos dois jogos. A bola puniu.
    A arbitragem resolveu “moralizar” e coibir jogadas mais truculentas. que bom que fosse sempre assim. Mas não é. Via de regra, só o fazem com os clubes brasileiros, no resto é o costumeiro UFC, do pescoço pra baixo é bola.
    Nem assim há do que reclamar, o Guarani foi absolutamente leal, lá e aqui. Nem catimba, nem cera. Uma exceção, se tratando de CLA. Ganharam na bola.
    Vamos ver se o “ano de estudos” do Tite realmente mudou alguma coisa…aparentemente não.
    Ainda assim, é candidato à estar entre os quatro primeiros do BR15.
    Abraço.

  • Rodrigo J.

    Merecido?

    São Paulo foi mais contundente no morumbi, Fábio operou 3 milagres.

    A única bola perigosa no mineirão entrou, o resto foram chutes fracos e inúmeros cruzamentos.

    Fora isso, tivesse o Amarilla dado o penalti escandaloso em cima do Tolói, o SP estaria classificado.

  • Anna

    Perfeito, André. Essa é a melhor parte ” O Corinthians é um paciente enfermo cujo diagnóstico pode até ser conhecido, mas ainda não foi divulgado. Lembra aqueles casos de pessoas famosas em que se tenta esconder do público que a doença é grave”. Resume bem tudo. Achei que esse tinha sido o pior vexame dessa fase da Liberta até o gás de pimenta nos jogadores do River na Bombonera. Bom final de semana, Anna.

  • André Lucas

    Chorem,pois o choro é livre. Sem apito amigo,sem vitória,sem título…

    Vejo lágrimas nos comentários acima.

  • José Henrique

    De bom, vimos um estádio moderno, sem os arcaicos “fossos” ou “alambrados” não ser invadido por vândalos, como de praxe. E vimos 10 “organizados” com faixas “energúmenos”, “mercenários” e ” ociosos ” no dia seguinte no CT. Ociosos? Quem eram em um olé o dia útil, dia de trabalho naquele local? Mercenários? Quem faz o clube perder mandos de campo e consequentemente recursos com comportamento idiotas?

  • Leoatleticano

    André, o endeusamento absurdo do Corinthians e principalmente do Tite por grande parte da mídia torcedora não teve contribuição alguma com essa derrocada?

    Um time que não havia ganho nem paulista ser considerado um máquina de futebol não foi prematuro demais??

    Considerar um técnico desempregado como um gênio que teve ano sabático não foi ridículo??

    Assistir treino do Real por uma semana eleva alguém a condição de gênio??

    A diferença absurda de recursos, exposição, regalias e ajudas em relação aos demais clubes, já não traz ao Corinthians a obrigação de vencer??

    AK: Lamento por suas escolhas em relação ao que lê e ouve. Um abraço.

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