CAMISA 12 



(publicada ontem, no Lance!)

UM GOL

 Os desfalques não impediram o São Paulo de pressionar o Cruzeiro, da maneira que o Morumbi em noite de grande público queria ver. Transportar o jogo para o campo do adversário é o primeiro passo para colher bons momentos, mas não uma garantia. Durante todo o primeiro tempo, não faltou iniciativa ou intensidade, mas clareza.

2 – Fábio teve de intervir em duas jogadas aéreas, defendendo cabeceios de Centurión e Alexandre Pato. O segundo lance foi estupendo. Reflexo instantâneo e elasticidade para tocar na bola com a mão esquerda, quando já se ouvia o grito de gol. 

3 – O Cruzeiro viveu de espasmos, como se deu com seu jogador mais insinuante, De Arrascaeta. Perigo ocasional, fruto de uma evidente opção pela solidariedade defensiva. Se fica a impressão de falta de ambição, ao menos o incansável trabalho de marcação não permitiu ao São Paulo jogar por dentro.

 O jogo entrou em fase de crescimento após o intervalo, pois o Cruzeiro redescobriu sua agressividade. O Morumbi assistia a dois lutadores trocando golpes em um evento à altura de ambas as camisas, independentemente do local. Clara sensação de que a noite teria gols.

5 – Há jogos em que um dos goleiros está comprometido com o zero no placar, como se não houvesse força capaz de superá-lo. O pensamento deve ter passado pela mente de Centurión, após mais uma defesa de Fábio em um cabeceio forte. Quando a bola finalmente entrou, um gol que custou a sair foi celebrado com dose extra de energia.

6 – Nada teria acontecido sem a insistência de Bruno.

7 – O São Paulo inicia as oitavas-de-final na mesma rotação com que encerrou a fase de grupos. Com uma atuação séria e merecedora do resultado. A vantagem mínima permite empatar no Mineirão, o que obviamente não deve ser um objetivo na próxima semana.

8 – O Cruzeiro não tem nenhum motivo para duvidar de que pode sair vencedor deste confronto.

O MELHOR

Messi conseguiu transformar um jogo que parecia fadado ao empate sem gols, pois o Bayern marcava o Barcelona com absoluta eficiência no segundo tempo. Um erro na saída, um gesto de Daniel Alves, e o gênio fez os alemães pagarem. O Bayern perdeu o ar e foi punido com um segundo gol que será lembrado para sempre. Pelo drible em Boateng e pela cavada em Neuer.

DESAPRENDEU?

A derrota do Corinthians em Assunção pode ser explicada de várias formas, mas dificilmente será compreendida. Mesmo levando em conta a falha de Cássio (que simboliza o declínio do time), a diferença de dois gols foi indiscutivelmente merecida pelo Guaraní. O volume de ocasiões dos paraguaios não é compatível com a distância técnica entre os dois times.



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