CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

DESNÍVEL

1 – Em 7 minutos de jogo no Morumbi, a defesa do Corinthians cometeu duas falhas de concentração. Uma falta tola de Fágner em Ganso gerou um cabeceio perigoso de Dória. E uma soneca geral permitiu que Michel Bastos recebesse a bola às costas da zaga, em uma cobrança de lateral. Detalhes decidem clássicos.

 A postura mais sanguínea do São Paulo foi premiada aos 20 minutos, quando uma imprudência de Emerson Sheik lhe custou a permanência em campo. O árbitro não viu o pisão de Rafael Toloi, só o troco do corintiano. O vermelho direto talvez tenha sido exagerado, mas Sheik quis correr o risco.

3 – Um homem a mais desde antes da metade do primeiro tempo: o que mais o São Paulo poderia desejar?

4 – O gol de Luis Fabiano saiu quando a curiosidade sobre quanto tempo o Corinthians suportaria a pressão começava a se instalar. Gol de um atacante que não costuma dispensar brechas para finalizar dentro da área.

5 – O gol de Michel Bastos fez justiça a um primeiro tempo de um time só (ainda que a colaboração de Cássio deva ser registrada). A dramática diferença de intensidade revelava dois times que ainda não tinham sido vistos em 2015: o São Paulo pulsante e o Corinthians murcho.

6 – No intervalo, a única boa notícia da noite no vestiário corintiano era trocar um adversário brasileiro (Atlético) por um paraguaio (Guarani).

7 – Sandro Meira Ricci desfigurou o jogo aos dez minutos da segunda parte, ao expulsar Mendoza por uma troca de ignorâncias com Luis Fabiano. O segundo amarelo para o atacante são-paulino foi fruto de simulação, conforme clara leitura labial. O vermelho direto para Mendoza é um mistério.

8 – Com dezenove jogadores em campo e vencedor e derrotado decretados, o clássico assumiu um caráter bélico que não deveria interessar a ninguém. O São Paulo experimenta o alívio pela classificação assegurada. O Corinthians precisa se reavaliar para não perder o caminho.

UM LADO

O São Paulo tratou o encontro com a devida urgência e já era mais incisivo antes de ficar em vantagem numérica. Pode ser precipitado avaliar o desempenho do time, por causa das circunstâncias, mas a mudança de comportamento deixou boa impressão. O mesmo não se pode dizer sobre Luis Fabiano, derrotado por seu temperamento em uma noite que poderia ser completa.

E O OUTRO

O contraste de atitudes pode estar relacionado à necessidade do resultado. O desequilíbrio no jogo, à expulsão de Emerson Sheik. Mas o Corinthians pareceu não se importar com a própria invencibilidade e o tabu diante do rival. Não soube se mobilizar e não foi sombra do time vibrante do início da temporada. Sinais preocupantes às portas das oitavas de final.



  • Rodrigo J.

    O que você achou do segundo amarelo do LF? O Mendoza claramente tenta acertá-lo, e o LF escapa da agressão antes de cair no chão.

    Vi muita gente concordando com esse amarelo.

    E os jogadores que saltam de carrinhos dos adversários e ficam caídos no chão simulando que o carrinho acertou? Pq nunca pedem amarelo para estes? E os jogadores que ao levarem uma solada que nem encosta ficam pulando segurando o pé como se o pé estivesse para cair?

    Falta de critério total.

    E a pipocada que o Ricci deu ao deixar de expulsar o Elias?

    • Rodrigo – CPQ

      Caro Rodrigo, o Mendoza tenta se desvencilhar do Luis Fabiano. Acerta seu braço, já que estava sendo empurrado mesmo fora de campo. Passou longe, mas muito longe do rosto dele. Teve mais pelo menos três lances de simulação de jogadores do São Paulo (o Toloy eu tive vergonha na hora).

  • ronne

    Nenhum comentário ou pitaco sobre o sorteio das semifinais da UCL?

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