CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

PONTUANDO

 Durante 20 minutos, foi um jogo entre iguais em Montevidéu. O Danubio não pareceu o lanterna do grupo e o São Paulo não pareceu o time que o derrotou por 4 x 0 no Morumbi. Equilíbrio inesperado e uma chance para cada lado.

 A articulação ofensiva são-paulina funcionou pela primeira vez quando Ganso deixou Souza em condições de marcar. Torgnascioli impediu um gol de Alexandre Pato pouco depois, quando a dinâmica do jogo começou a se encaixar com o que deve ser um encontro entre esses dois times.

 Quando o árbitro apitou o final do primeiro tempo, a sensação foi de leve superioridade do time brasileiro, insuficiente para classificar de injusto o 0 x 0 parcial. O que saltou aos olhos foi o nível de dificuldade que o São Paulo enfrentou diante de um conjunto muito inferior.

 Aos dois minutos da segunda parte, um gol chocante. O chute de Sosa foi violento, porém reto. Rogério Ceni pareceu surpreso pela velocidade da bola. Ficou a impressão que um goleiro do nível dele deveria ao menos tocá-la.

5 – Para o São Paulo, tão ruim quanto o gol foi sua repercussão no jogo. A vantagem deu ao time uruguaio um motivo a mais para lutar e elevar a temperatura em campo. O São Paulo teria de se transformar para mudar as coisas.

6 – O primeiro passo era jogar um pouco, como se viu no gol de Pato, produto de um excelente cruzamento de Michel Bastos. Uma jogada bem feita e o jogo estava empatado. Quantas mais o São Paulo seria capaz de construir?

7 – Mais uma, bem parecida. Bola de Michel Bastos para o cabeceio de Pato. Torgnascioli apareceu para alterar o final.

8 – Outra, no mesmo molde. De novo Bastos do lado esquerdo, mas agora para o cabeceio do argentino Centurión. Bola na rede lateral, virada são-paulina nos acréscimos.

9 – Faltou muita coisa ao São Paulo no Uruguai. O futebol e a organização para que a distância técnica em relação ao adversário aparecesse. Mas não faltaram os três pontos fundamentais para jogar pela vaga na última rodada.

ATÉ QUANDO?

Fred suspenso, e o TJD da FERJ interfere nas semifinais do campeonato estadual. O fato de – assim como Vanderlei Luxemburgo, também punido – o atacante fazer parte de um clube em conflito com a federação carioca dever ser uma lamentável coincidência. Será assim enquanto os clubes aceitarem que intermediários organizem as competições que disputam. 

FERA

As canetas de Luis Suárez em David Luiz serão lembradas para sempre, mas os dois gols do nove uruguaio na maiúscula vitória do Barcelona sobre o Paris Saint-Germain significam mais. Foram gols de um atacante selvagem, no melhor sentido. Suárez faz parte da classe de jogadores de quem se deve esperar tudo, pois não lhe falta a ambição para fazer tudo.



  • Klaus

    André, meus sentimentos. Quando o jogo acabou, cheguei a imaginar se sua coluna teria de ser sobre esse lastimável confronto.
    Eu, como são-paulino, sofri duplamente: pelo resultado que não saía e pelo jogo em si. Mas poderia ter ido dormir.
    Imagino você ter a obrigação de acompanhar o jogo profissionalmente… Ninguém merecia tal tortura. E olha que a coluna foi complacente.

    Um abraço!

  • Fabio

    Sobre R. Ceni: Continua sendo decisivo em alguns momentos, vide jogo contra o Red Bull tanto defendendo quanto fazendo gols, mas também vem falhando com bem mais frequência. Se o SPFC sair da Libertadores na fase de grupos pode ter um final de carreira melancólico

  • RENATO77

    Mais uma sequencia de resultados do SPFC que só dão razão à frase: “torcer para o SPFC é uma moleeeza”…
    Caraca, se isso é má fase, eu que sou Corinthiano, não quero ver a boa fase…
    Abraço.

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