COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

DOIS TEMPOS

1 – Foram cerca de quinze minutos de equilíbrio em Itaquera, tempo que o Corinthians demorou para entender a marcação alta feita pelo Santos, e identificar as rotas para evitá-la. A proposta santista para os movimentos iniciais claramente falhou.

– O bloqueiteoricamente deveria começar com Ricardo Oliveira e Robinho pressionando a bola perto da área, mas os atacantes santistas – que dispensam elogios como geradores de perigo – apenas ocupavam espaços. Quando o Corinthians acertou a saída, passou a controlar o clássico.

– O maior domínio foi simbolizado por um lance em que quem brilhou mais foi o goleiro do Santos. Após o chute de Renato Augusto bater na trave esquerda, Vladimir conseguiu voltar para defender, com um tapa, o cabeceio de Guerrero no rebote. A bola bateu no travessão e se ofereceu novamente para o peruano, que concluiu para mais uma defesa de Vladimir. Renato Augusto surgiu na área para tentar o gol no rebote, mas a bola subiu demais.

4 – A arena antecipou o gol quatro vezes, a trave e Vladimir a mantiveram em silêncio. Menção honrosa para a ação de Werley, que dificultou a finalização de Guerrero após a bola voltar do travessão. Vladimir dificilmente conseguiria defender um segundo cabeceio. Werley lhe comprou tempo.

5 – Renato Augusto e Jadson criaram ocasiões para Guerrero marcar. O goleador corintiano não finalizou como deveria em ambas. Se o futebol premiasse o merecimento, o Corinthians terminaria o primeiro tempo vencendo.

6 – Como terminou, porque David Braz perdeu o tempo da bola erguida na área por Jadson e Felipe não o perdoou. O zagueiro do Corinthians tem boa impulsão e bom cabeceio. Ajudado pela marcação, desviou exatamente como queria. Necessário frisar que o detalhe que permite o gol é a falha individual, motivo pelo qual tanto se reclama de gols sofridos em jogadas de bola parada, exaustivamente treinadas por todos os times.

7 – Marcelo Fernandes decidiu mexer para a frente, trocando Elano por Geuvânio. O Santos demorou um minuto para responder. Bonita jogada da direita para esquerda, até o cruzamento de Chiquinho para Ricardo Oliveira se antecipar à marcação e empatar. Oliveira não precisa de mais do que uma oportunidade.

8 – O Corinthians caiu muito após o gol. A diminuição de intensidade pareceu ter origem física, o que é facilmente explicável. Obrigatório registrar o crescimento do Santos em jogo e iniciativa. A postura mais cautelosa do primeiro tempo não teve o impacto defensivo desejado e comprometeu o futebol solto que o time habitualmente joga. A formação da parte final foi mais compatível com as características dos principais jogadores santistas.

9 – Empate coerente com o que o jogo mostrou. O Corinthians certamente lamenta, pela diferença de desempenho e pelo número de chances não aproveitadas na primeira metade por Paolo Guerrero, em tarde errática. O Santos não necessariamente se satisfaz com um ponto, mas sim com o que produziu após o intervalo.



  • RENATO77

    Paolo Guerrero, em tarde errática.
    Resumindo.
    Abraço.

  • José Henrique

    O corinthians jogou o fino da bola. Achei um pouco apressado no ultimo passe e nas finalizações.
    Até o Renato Augusto, que sabe tudo, se afobou no lance tipo Rodolfo Rodrigues do goleiro do Santos.

  • José Henrique

    Se o “Profexo” vier para o time da Vila Sônia, com certeza absoluta todas aquelas criticas que recebia quando era técnico do Corinthians, no dia seguinte viram virtudes. Fato.

  • Marcos Vinícius

    Nossa…outro post sobre o Corinthians? Não tem nada mais interessante?

    • José Henrique

      Tem sim. Vai lá no Posto Ipiranga.

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