CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

SUPERIOR

1 – O primeiro gol era o maior problema a ser resolvido em uma noite de vitória obrigatória. Não existem resultados descartáveis enquanto há objetivos a perseguir. Abrir a porta contra o Danubio faria do time uruguaio um visitante dócil em Itaquera.

2 – De Renato Augusto para Emerson Sheik do lado esquerdo, e dele para Guerrero, fechando para marcar. Grande defesa de Torgnascioli. Eram oito minutos, era o primeiro gol.

3 – O cartão amarelo que Sheik tomou aos dezoito minutos foi benevolente com a falta que ele cometeu. O risco de expulsão fez lembrar Guerrero contra o Once Caldas, na fase preliminar. E naquele jogo o Corinthians vencia quando perdeu um jogador.

4 – O zero a zero persistia até Cristian González ofender Elias com um insulto racista, enquanto o jogo aguardava a cobrança de uma falta perto da área uruguaia. Jadson colocou a bola no ângulo, e Elias a levou de presente para o zagueiro que o deixou transtornado. Toma.

5 – Melhor foi o que Elias fez na jogada do segundo gol, surgindo pelo meio para receber o passe de Jadson e superar seu marcador. Cruzamento na cabeça de Guerrero, que havia pedido a bola para cabecear no canto.

 E se ainda havia algo para o Danubio fazer na Arena Corinthians, vinte segundos após a volta dos vestiários mostraram que não. Outro gol de Guerrero, e o jogo passou a ser um gerador de saldo para o líder do grupo dois da Copa Libertadores.

7 – O quarto gol, mais um do peruano, foi uma injeção de brutalidade no Danubio. Ouvir a torcida gritando olé não teve um efeito calmante nos uruguaios, que seguiram disputando a partida não como se tivessem chance de vencê-la, mas com o sangue de quem sabe que a chance inexiste.

 Era o tipo de jogo que Sheik abraça, sorrindo. Tite teve de tirá-lo de campo para protegê-lo. Os minutos finais de um encontro resolvido não valem o risco de um jogador importante se machucar.

9 – Adversário inferior, distância estabelecida. 

TÍMIDO

O São Paulo não fazia uma partida elogiável em Buenos Aires, mas também não sofria até a metade do segundo tempo epoderia se aproveitar da necessidade do San Lorenzo de buscar a vitória. lençol de Cauteruccio em Rafael Tolodecidiu um jogo em que talvez tenha faltado a ambição de dar um passo na direção da vaga em vez de apenas proteger o empate.

UM ERRO

É confortável apontar uma falha individuacomo causadora da derrota, e ignorar o que o São Paulo deixou de fazer para decidir a própria sorte na Argentina. Está nos pés de cada time minimizar o papel do acaso no resultado, se bem que o termo nem cabe aqui porque o lance do gol do San Lorenzo foi belíssimoA questão é permitir que um erro seja fatal.



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