CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

MOMENTOS

1 – Quantos palmeirenses imaginariam que, antes do clássico completar dez minutos, seu time estaria vencendo e com um jogador a mais? O futebol não tem adversários na arte de tramar o impensável.

2 – Vencendo é modo de dizer, pois o gol de Robinho deveria valer mais. O domínio com o peito e a tentativa da intermediária já estavam programados enquanto a bola vinha na direção dele. E a trajetória do chute foi tão cruel que entrou no gol quase na vertical, como se caísse do céu.

3 – Sim, merece ser a primeira placa do novo estádio.

 Detalhes menos importantes: a bola recuada por Lucão veio quicando, Rogério chutou com a caneleira. Depois, provavelmente não acreditou que seria surpreendido por tamanha preciosidade.

5 – A arbitragem só viu o revide de Tolói à cotovelada de Dudu. O cartão vermelho para o zagueiro são-paulino – mais prejudicial do que um gol – é o “prêmio” para quem arrisca o objetivo coletivo em nome de tolices.

6 – Enquanto o São Paulo tentava compreender como o jogo lhe escapou em apenas sete minutos, o Palmeiras desperdiçava ocasiões. O segundo gol foi consequência natural do domínio completo do que aconteceu em campo. 

7 – Na volta dos vestiários, as questões não eram sobre quem ou como, mas quanto. Rafael Marques já pedia a bola na área, ignorado por Carlinhos, quando Zé Roberto a aguardava do lado esquerdo. O voleio terminou na rede do São Paulo, levando o placar ao território da goleada. E havia tempo para mais.

 O jogo foi dramaticamente condicionado pelos acontecimentos dos primeiros minutos, mas faltaram ao São Paulo argumentos para competir durante toda a noite. E neste nível, ainda mais com a rivalidade histórica, deveria ser obrigatório competir sempre. Postura condescendente.

9 – Momento de afirmação de um time que se forma, em contraste com um momento de hesitação de um time que não se encontra. O futebol sempre revela estágios, exige respeito, deixa lições. 

RESPOSTAS

O valor deste clássico não ia além da auto-estima. A palmeirense recebeu uma injeção de estímulos, pelo fim da busca por um resultado que representasse orgulho. A são-paulina sofreu um abalo que se reflete na incapacidade de demonstrar reação. Será interessante observar como ambos responderão aos efeitos do primeiro encontro na nova casa do Palmeiras.

ANEDOTA

Até para um campeonato desmoralizado, é um escárnio que um técnico seja suspenso por causa de uma declaração distorcida pelo tribunal. O contexto em que Luxemburgo usou a expressão “dar porrada” ficou evidente mesmo para quem possui neurônios preguiçosos. Com o argumento de incitação à violência, a FERJ expõe-se ao ridículo. Vejamos como será o julgamento.



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