CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CUMPRIDOR

1 – Foram necessários apenas três minutos para que ficasse claro que não era um jogo-treino. Do banco, Tite orientava a pressão sobre a saída do San Lorenzo, posicionando o Corinthians para roubar a bola. Não deu certo e, em segundos, Blanco perdeu um gol de cabeça.

2 – Além da falha de Edu Dracena no lance, o Corinthians exibia a frieza do Nuevo Gasómetro vazio. Postura de treinamento, não de competição. Fartura de passes errados, pouca intensidade, facilitando o controle do jogo pelo time argentino.

 Retrato: primeira ação ofensiva do Corinthians, aos trinta e dois minutos. Associação entre Danilo e Elias em um contragolpe, boa defesa do goleiro Torrico. O baixo aproveitamento não era resultado de recuo e espera. O Corinthians tentava jogar, sem êxito.

 Uma lástima a lesão no tornozelo de Renato Augusto. O meia que se sacrificava como volante para que Elias pudesse jogar mais não suportou as dores. Até o Papa Francisco deve ter criticado a entrada violenta de Buffarini.

5 – Pouco depois de uma bola na trave de Cássio, a virilha de Mendoza pediu substituição. Forçado a mexer novamente, Tite via seu time se desfigurar enquanto o jogo se abria para quem fosse mais competente.

6 – Em termos de competência, é difícil discutir com Elias. Grande arrancada desde o meio-campo até o gol. A gentileza do passe para Petros foi premiada pela tabela inusitada com o zagueiro, e a bola se ofereceu para o chute certeiro. Elias marcou em todos os jogos do Corinthians na Libertadores.

7 – Terrível sofrimento nos minutos finais. Cássio e a sorte compensaram o posicionamento defensivo defeituoso, tornando a vitória mais custosa do que deveria. 

8 – Deveria ter sido melhor, mas o Corinthians não perdeu a oportunidade de jogar sem pressão externa em Buenos Aires. Com seis pontos e dois jogos seguidos contra o time mais fraco do grupo, a classificação para as oitavas de final já aparece no radar.

BACTÉRIA

A maioria dos dirigentes de futebol no Brasil age como infecções oportunistas. Identifica o momento propício, uma porta de entrada, para inocular ideias e práticas danosas. Assim foi durante o conselho técnico doCampeonato Brasileiro, quando a volta do mata-mata reapareceu (com argumentos rasos, como sempre) causando espirros e mal-estar. Que o corpo aguente.

1 x 0

Discussão muito mais relevante se deu em Brasília, e o futebol brasileiro venceu. A nefasta bancada da bola não conseguiu apressar a votação do projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, com um texto que engana a sociedade e salva a cartolagem. Com mais tempo, mais debate e uma Medida Provisória moderna e transformadora, haverá a chance da vitória definitiva.



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