A JÓIA DE D’ALESSANDRO



O primeiro gol do Internacional na vitória sobre o Emelec (3 x 2: Nilmar, Burbano, Mena, Alex e Réver) reúne os melhores momentos dos jogos de ontem. 

O passe de Andrés D’Alessandro para Nilmar é uma obra de arte absoluta, que merece ser vista e revista como são os trabalhos de pintores geniais, expostos nos museus do mundo.

É um exemplo claro do que se chama de “controle dos tempos” em um jogo de futebol. Algo raro de se observar porque não há mais tantos jogadores capazes de interferir nas ações dessa maneira.

Um modelo de movimento lento que acelera a jogada. Coisa para poucos.

Muitos elementos precisam estar em perfeita sincronia para que um gol como esse se materialize. O primeiro é a capacidade de dominar a bola e processar a posição de companheiros e adversários, antecipando como se dará a progressão do lance. Material genético de meias como D’Alessandro.

O segundo tem a mesma importância, mas nível de dificuldade superior: qualidade técnica para fazer o passe com direção, velocidade e movimento precisos. 

Aí entra a cumplicidade com o receptor, que precisa acompanhar o raciocínio e fazer sua parte, ou seja, garantir que não se colocará em impedimento ao se deslocar para o gol.

Nilmar foi exemplar. Executou com maestria a rota diagonal para vencer a última linha de defensores do Emelec e encontrar a bola no ponto combinado. Mais: o vídeo mostra o atacante do Internacional apontando o espaço, exatamente no instante em que D’Alessandro puxa a bola para o pé esquerdo e ergue a cabeça para ler o campo.

A trajetória da bola foi sob encomenda, levemente para o meio, dando a Nilmar a oportunidade de levar vantagem na disputa com o zagueiro e concluir o lance com o pé direito. 

É o tipo de associação que parece simples, mais um motivo para ser aplaudida.



  • Sivens Carvalho

    De fato uma pintura de jogada bem descrita e que mostram que para um jogo com extrema dificuldade que era para o Inter contra um surpreendente Emelec sobressaiu-se a qualidade técnica superior de D’Ale e Nilmar. O cerebral e o velocista.

  • José Henrique

    Jogo da taça neurose é assim. Uma jogada individual, de categoria, rapidez, esperteza, decide um jogo. Exemplo foi o calcanhar do Danilo, para o Scheik na final contra o Boca. Inesquecível.
    E Alex, foi fundamental no titulo do Timão.
    Elias vem se destacando novamente.
    André, uma pergunta: Porque DÁlessandro nunca é convocado para a seleção argentina?
    Abraços

    • Ricardo Trevisan

      Um salve ao futebol pelo post. Pena que alguns não conseguem enxergar além do próprio quintal.
      Não sabia que além de colunista, e tudo o mais, o André trabalhava na comissão técnica da Argentina. (haha).

    • Kevin

      Não sou o André mas posso responder, Sabella odeia D’alessandro, havia inclusive boatos de que não treinou o Inter por causa do jogador.

      • José Horacio

        Obrigado Kevin. Não sabia desse motivo, aliás não entendia o Dale nuncá estar na seleção.
        E obrigado pelo respeito ao meu comentário.

  • Fábio Minghetti

    Excelente!

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