CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

PREPARADO

1 – O São Paulo iniciou o jogo convicto de que a oferta de espaço era questão de tempo e, por consequência, de espera. Os primeiros quinze minutos de encontros entre iguais – período clássico de observações – normalmente são marcados pela cautela, postura padrão dos times que optam por analisar o cardápio sem pressa.

2 – Do outro lado, no entanto, o Corinthians já tinha escolhido seu prato: jogar com Danilo nas proximidades da área, como isca para os zagueiros adversários. Dória mordeu aos onze minutos. Na jogada em que Elias deixou a bola passar no início, e a recebeu de Jádson no fim, foi a saída do defensor são-paulino (para incomodar Danilo) que abriu a porta para o avanço do volante definidor.

3 – A liberdade de Jádson para servir Elias está na origem do gol. Uma das finalidades da troca de passes é provocar a falha defensiva.

4 – À medida que a posse de bola do São Paulo aumentou, o mesmo aconteceu com as possibilidades de contra-ataque do Corinthians. O time de Tite foi mais competente na vigilância a Ganso do que na procura do segundo gol.

5 – Ao fazer Reinaldo entrar, Muricy pareceu confessar um equívoco. A mudança retornou Michel Bastos à função em que produz melhor, a partir dos oito minutos do segundo tempo. O bom chute de Michel passou a ser uma opção.

6 – O contragolpe do Corinthians já tinha dado dois avisos quando Emerson Sheik tomou a bola de Bruno, ainda no campo de defesa. Bom passe para Jádson fazer um gol que saboreará por vários dias. A diferença no placar era absolutamente justa, mas…

7- … Sheik fez falta no desarme. Erro do árbitro.

8 – Voltando a Jádson: um gol e passe para o outro, no primeiro jogo contra o clube que lhe trocou por Pato. Doce.

9 – O jogo não era decisivo, mas era importante. Especialmente para o Corinthians, que sairá do Brasil nas duas próximas rodadas. Serviu para confirmar algumas impressões a respeito da proposta de jogo de Tite, baseada na circulação rápida da bola.

CLAREZA

O Corinthians foi superior na escalação, no jogo e no resultado. Mas a interferência da arbitragem no segundo gol terá mais peso em certos debates. Parece claro que os jogos contra o Once Caldas contribuíram para preparar o time de Tite para este momento. Parece também que o Corinthians, hoje, tem uma ideia mais clara do que pretende e de como alcançá-lo.

DÍNAMO

Elias foi o nome da noite. Disposição para marcar, apoiar e concluir. Vitalidade para desempenhar tantos papéis na maior parte do tempo. Categoria para finalizar, de primeira e com precisão, um lançamento como o que originou o primeiro gol. Se o combustível foi a temporada marcada por críticas em 2014, funcionou. O começo de 2015 tem sido formidável.



MaisRecentes

Desconforto



Continue Lendo

Irmãos



Continue Lendo

Na mesa



Continue Lendo