CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CONTROLE

1 – É longa a lista de eventos bizarros que devem acontecer para que um time perca uma vantagem de quatro gols, diante de um adversário inferior e em um ambiente cômodo. O primeiro deles é uma preparação inadequada, baseada na crença de que tais eventos jamais acontecerão.

2 – O Corinthians não correu esse risco ao encarar o jogo em Manizales com a responsabilidade que uma vaga na Copa Libertadores exige. Não só pelo gol marcado antes dos quinze minutos, mas pela maneira como atuou até encontrar o 5 x 0 no placar agregado.

3 – Encontrar, não. Construir. E repetindo o que treinou. A jogada do gol, que começou com uma tabela de Sheik com Danilo, passou por Jádson no lado direito do ataque e voltou ao meio para a entrada de Elias, foi trabalhada por Tite. Elias levou sorte na passagem pelo zagueiro, mas esbanjou categoria no toque final.

4 – As circunstâncias converteram o Once Caldas em uma equipe despreocupada, condição que o Corinthians poderia ter aproveitado. Ao contrário, deixou de pressionar e imediatamente passou a sofrer. O empate que se materializou no segundo tempo já era merecido pelos colombianos quando o encontro chegou ao intervalo.

5 – O Corinthians de Tite quer ter a bola e jogar, o que por si só já é elogiável. Os dois confrontos com o Once Caldas – cuja fragilidade precisa ser considerada – mostraram como o time pode ser perigoso na articulação ofensiva. A partida de ontem também revelou que será preciso evoluir para utilizar a posse como ferramenta de controle do jogo.

6 – Até as equipes que se defendem bem estão sujeitas a apuros que o controle do jogo pode evitar. As características das competições sul-americanas favorecem os que possuem essa capacidade.

7 – O Corinthians assegurou sua vaga na fase de grupos da Libertadores com evidente superioridade. Já na próxima quarta-feira, o clássico com o São Paulo é o tipo de jogo que promete compensar o que temos de suportar nesta época do ano.

AGILIDADE

Rogério Ceni foi decisivo para o zero a zero na Vila Belmiro. Em alguns de seus melhores momentos no jogo contra o Santos, ficou claro como Ceni mantém os reflexos em dia e exibe um tempo de reação que muitos goleiros jovens não têm. É impossível conter os prejuízos do tempo, mas, ao final de sua carreira, Rogério preserva várias de suas qualidades.

RESPIRO

Boa vitória do Palmeiras em casa, mais por seu produto do que pelos pontos somados. Muito pior do que não vencer o Rio Claro teria sido permitir que o resultado pressionasse um trabalho que mal começou. Não se pode aceitar que o conceito sobre um time que engatinha – pense no número de contratações – seja formado após quatro rodadas de um campeonato estadual.



MaisRecentes

Perversidades



Continue Lendo

Arturito



Continue Lendo

Terceirão



Continue Lendo