OS BONS, OS RUINS E OS MILIONÁRIOS



Há algum tempo, em um grande clube do futebol brasileiro, um jogador renomado chegou embriagado para treinar. Não trançava as pernas ou enrolava a língua, mas estava visivelmente sem condições de participar do trabalho. O técnico do time o viu no vestiário, conversando com os companheiros em um tom que evidenciava seu estado, e decidiu intervir.

Chamou o jogador e disse que seria melhor que ele ficasse dentro do departamento de futebol, fazendo o sempre conveniente “reforço muscular”.

Dois dias depois – sim, apenas dois dias – o fato se repetiu.

O treinamento estava marcado para o período da tarde, e o jogador em questão explicaria que foi almoçar com amigos e tomou “uns vinhos a mais”. Mas o técnico não foi capaz de conter o estrago, pois só percebeu a situação quando os atletas já estavam no campo, em uma animada roda de bobinho.

Cinegrafistas, fotógrafos e repórteres já tinham notado a presença de todos, e, mesmo que não tivessem visto nada anormal, não seria inteligente abordar um jogador e retirá-lo do treino. Chamaria ainda mais atenção.

A solução foi permitir que ele treinasse por cerca de vinte minutos e devolvê-lo à academia, com discrição.

A repercussão negativa externa foi evitada, mas no instante em que o treino começou com a participação de um jogador embriagado, o técnico sabia que tinha um gigantesco problema interno para resolver.

O resultado do primeiro jogo após os eventos da semana apenas lhe confirmou a suspeita: derrota para um time infinitamente inferior, com uma atuação horrenda e expressões resignadas no vestiário.

Na reapresentação, o treinador pediu uma reunião apenas entre ele e os jogadores. Assumiu que havia cometido um erro grave ao permitir que um jogador sem condições treinasse naquele dia, garantiu que algo assim não aconteceria de novo e perguntou se o grupo estava disposto a colocar o episódio no passado.

O jogador em questão pediu a palavra e se desculpou com os colegas. O time passou a vencer partidas em sequência.

Engana-se quem imagina que um time de futebol funciona como um quartel ou uma sala de aula. É um organismo político, em que a hierarquia não é mais importante do que a necessidade de administrar pessoas, construir alianças, entender como lidar com cada ator de um espetáculo em que não existem papéis iguais.

Como diz Pep Guardiola, “nem todos os jogadores devem receber o mesmo tratamento, mas o mesmo respeito”.

Um outro técnico costuma dizer que, em termos de impacto para o bom ambiente de trabalho, existem três tipos de jogadores no futebol brasileiro: os bons, os ruins e os milionários.

Bons e ruins são auto-explicativos. Os milionários – que geralmente fazem jus ao termo pelo nome e o currículo que têm – precisam ser tratados com astúcia, pois são personalidades híbridas que podem pender para um ou outro lado conforme o estado de ânimo.

O técnico quer o milionário a seu lado, pois ele é crucial para o resultado do qual todos se alimentam. Isso não significa ser submisso ou perder o controle, mas não é um trabalho simples, como observamos sempre que um técnico e uma estrela se desentendem.

O jogador embriagado do caso acima se enquadrava no perfil do milionário. As regras para ele são as mesmas, apenas esticam mais: menos carga de treino, mais compreensão com “problemas particulares”, mais flexibilidade de horários, etc.

Sempre foi assim, e sempre será, com jogadores que merecem esse status e o sustentam com desempenho.

Nenhum volante menos dotado tecnicamente jamais reclamará de “correr o dobro” para que o craque a seu lado possa se dedicar a criar ocasiões de gol. É exatamente neste ponto que eles se diferenciam.

Mas tomar “uns vinhos a mais” em um almoço com amigos, e depois treinar normalmente, é algo que todos gostariam de fazer. A linha se traça aí.

O mesmo vale para ambientes em que todos são “milionários”, como nos maiores clubes do futebol mundial. Neles, a distinção de poder no vestiário se dá da mesma maneira: os gênios “mandam”.

E não há sequer um gênio – no futebol ou em outro esporte coletivo – que não se comporte como um tirano em seu reino. Os exemplos de convivência e problemas de relacionamento com companheiros, técnicos e dirigentes, são conhecidos.

Nos anos oitenta, Michael Jordan certa vez se recusou a entrar em um avião de volta para Chicago, após uma derrota dos Bulls em uma noite de Natal.

O time jogou muito mal diante de uma audiência nacional, perdeu para um oponente que não deveria ter a mínima chance, o que irritou seu técnico (Doug Collins, à época) de tal maneira que a folga no dia seguinte foi revogada e um treino marcado.

Os jogadores receberam a notícia logo após o jogo, como uma reprimenda pelo desempenho ruim. Ficaram furiosos, pois já tinham feito planos de almoçar com suas famílias no dia 25, em diferentes partes do país.

Nenhum deles gostaria de ir para Chicago, mas todos estavam no aeroporto na manhã seguinte. Menos Jordan.

Em conversa telefônica com o gerente-geral do Chicago Bulls, MJ disse que não cederia a um capricho vingativo de Collins. Seu plano era passar o Natal na casa de sua mãe, não em um treino que só foi marcado para punir os jogadores.

O executivo pediu que Jordan reconsiderasse e fosse ao aeroporto, só ele não estava lá e essa era uma situação inaceitável. Negativo.

Então, com a habilidade que caracteriza os melhores gestores de egos, o chefe do chefe de Michael Jordan lhe propôs uma solução: o treino seria cancelado se ele se apresentasse no aeroporto. Ninguém seria obrigado a entrar no avião para Chicago. O acordo deveria ficar entre eles, sem comentários que prejudicassem a autoridade de Collins.

Jordan respondeu que não ficaria no aeroporto por mais de cinco minutos, e assim fez. O treino foi cancelado.

Mas seus companheiros notaram que ele usava um mocassim, sem meias. Quem teria coragem de desembarcar em Chicago, no fim de dezembro, sem meias?

O conflito entre Lionel Messi e o técnico Luis Enrique não é diferente de tantos outros. O técnico não sabe lidar com o gênio. Messi é um tirano como os gênios que vieram antes dele, talvez seja mais tímido ou mais generoso, o que pode fazer diferença para sua imagem exterior mas não altera absolutamente nada em termos de dinâmica interna.

Se Messi realmente disse que o Barcelona terá de escolher entre ele e Luis Enrique, a conversa terminou.

Se não disse, o técnico terá de mudar rapidamente de comportamento.

E não se trata de um jogador que pensa que “é maior do que o clube”, um argumento que não tem sentido.

Problemas surgem entre pessoas e são resolvidos por pessoas. Não há um representante das próprias vontades diante de um representante “da instituição”. E se houvesse, quem representa melhor a instituição do que o jogador que leva o público ao estádio e o clube a conquistas?

Messi já faltou a treinos – alegando a mesma gastroenterite que usou como desculpa na segunda-feira – quando o Barcelona era dirigido por Pep Guardiola, o técnico que melhor o compreendeu. O motivo foi o mesmo: ter sido poupado de um jogo.

E Guardiola era visto como o treinador que soube conquistar Messi com a estratégia de comunicação correta e gestos como a autorização para que ele disputasse os Jogos Olímpicos de Pequim.

Política, no bom sentido.

Luis Enrique chegou ao Barcelona anunciando-se “o líder do time”, e não se preocupou em estabelecer sequer uma linha de troca de ideias com Messi, o milionário, o gênio.

Não parece uma postura produtiva.

No último capítulo do formidável “Herr Pep”, livro que detalha o primeiro ano de Guardiola no Bayern de Munique, o jornalista catalão Martí Perarnau relata uma conversa que teve com o treinador, ao final da última temporada.

O encontro aconteceu no escritório de Guardiola, na sede do clube alemão.

Na parede, Perarnau notou uma frase escrita na lousa: “Praticamente a totalidade dos problemas de uma equipe são por culpa dos egos”.

Cada um precisa controlar o seu.

______

Blog em férias a partir de hoje.

Abraços a todos e até o mês que vem.



  • Hudson Wenceslau

    Putz. Era longo mesmo. Abraços e boas férias !!

  • Ricardo Valente

    Excelente! depois desta publicação, férias mais que merecida. serve não só para esplanar melhor o que ocorre no futebol, como tomar de lição para aplicar em qualquer tipo de negócio!
    Boas férias!

  • DIEGO MARTINS

    Nunca tinha lido sequer um de seus textos!
    A primeira impressão que tive ao ler o título é que se trataria de um post sobre clubes considerados grande, pequenos ou gigantes, ao fim do mesmo fiquei arrepiado e senti na pele quão sábio e tocante pode ser o seu texto, souber dar uma entonação e um colorido que cabem a poucos escritores, hoje você ganhou mais um fã. Parabéns, um verdadeiro Monstro!!

  • stefano

    Puta texto! parabens andrezin

  • Boas Férias André !!

    Excelente a sua reflexão sobre o confronto de egos ..

    Realmente no Barcelona a falha está na liderança, pois os liderados refletem o que seus
    lideres transmitem..
    No caso do técnico Luis Henrique, ele está transmitindo uma antipatia e soberba sem tamanho, que está dividindo o time…

    Quem sabe se este texto chegar até ele, (se estiver ainda no cargo), possa resolver a situação…

  • Jefferson Telles

    Gostei pra caraca!

  • Ernesto de Minas

    O correto não é “Praticamente a totalidade dos problemas de uma equipe É por culpa dos egos” ?
    O verbo ser (são ou é) deve estar em concordância com “a totalidade”.

    • pedro lopes

      O texto está em “anacoluto”. Parabéns e boas férias!

      • Antonio

        Prezado Pedro

        Este não é o caso.
        O anacoluto é muito frequente no discurso oral, em que poderá ser apenas considerado como um erro de construção frásica. Num texto escrito, tem o objetivo de transmitir a sensação de espontaneidade. Na frase de Almeida Garrett, “Eu, também me parece que as leio, mas vou sempre dizendo que não “, o termo “eu” é posto em destaque, desligado dos outros elementos sintáticos — no resto da frase, através de uma elipse (o “eu” passa a estar apenas subentendido).

    • Klaus

      “E então, após observar a obra por vários instantes, teve uma centelha de felicidade: encontrara um erro. Orgulhoso, jamais saberia que não havia erro, tampouco o que existia na obra” – Putski Chatoz – Escritor Croata.

      • Teobaldo

        Pô, Klaus, eu não conheço esse escritor, mas, ao que parece ele conhece a mim profundamente (rss)… Acho que essa tal globalização já passou um pouco dos limites. Um abraço!

  • Gabriel

    Parabens pelo texto! Sempre gosto deles, mas esse acho que foi um dos melhores que ja li. Aproveite as férias

  • airton

    Excelente texto, mostrou a realidade em que vivemos no mundo do futebol e outros esportes mais, onde atletas se julgam “Deus”…….

  • Alan Bezerra

    Belo texto! Que você tenha férias tão espetaculares quanto o trabalho que você nos apresentou no último ano

    • eutalia andrade

      Muito bom texto, esse garoto merece sair de ferias!!!!!!!!!!

  • Matheus Brito

    É amigo, lidar com quem resolve teus problemas é realmente diferente. E quando esses gênio tem a personalidade forte de um Romário ou Edmundo a coisa precisa ir muito na maciota. Messi é um gênio, vende camisas, chama público, arruma patrocínios e como se não bastasse, faz 40 gols ou mais por ano. Se ele realmente disse que só fica se Luis Henrique for embora, fim da era Luis Henrique.
    Só uma pergunta: Alguém perguntou ao Messi se ele queria ser poupado de um jogo que poderia valer a liderança para o Barça?

  • RENATO77

    Boas férias!

  • Eclesiastes

    Grande texto. Grandes férias!

  • Thiago Ferreira

    André, seu pai fala, com razão, que você é um ótimo jornalista.
    Ótimo texto, apesar de longo, não é cansativo. Daqueles que você quer saber o próximo parágrafo logo e quando viu já terminou. Parabéns, você escreve muito bem.

    Boas férias.

  • Sidnei

    Parabéns isso é o futebol empresa, salários exorbitantes e respeito pouco. Muito bom o texto. Boas férias

  • WELLINGTON NOGUEIRA

    Boa ferias André,

    Você e um monstro, você sobe ser expressar muito bem, nesse texto muito bom mesmo, parabéns, e aproveita muito a sua ferias estaremos na espera sobre há suas grandes obras, grato.

  • Eu entendo esse blogo da seguinte maneira: Quebra de hierarquia pela falta de profissionalismo. – Imagina o principal engenheiro de uma empresa, se recusar a um chamado da empresa numa noite de natal quando o gasoduto da cidade acabou de se romper ou entao ele vai e depois diz: – ou eu ou o diretor dessa empresa. – o que voces acham que ia acontecer a esse engenheiro? a resposta todos sabem, mas no esporte em geral as coisas que tem que ser diferentes porque sao “astros e como tal” nao podem ser contrariados mesmo quando o salário está em dia? deveriam ganhar todos os jogos entao, nao?

  • poriso o rei pele e diferente nuca colocou o ele ou lula treinado do maior clube do seculo xx das america santos fc eleito pela fifa e todos jornalista das america . messi bom jogado no barcelona na seleçaõ argentina um jogado mediano .

  • Ricardo Trevisan

    Fechou com chave de ouro! Até mês que vem.

  • Rosemir

    Excelente André, acompanho o seu blog desde a época do IG e desde daquela época os seus textos sempre foram ótimos, parabéns e boas férias.

  • Alberto

    Excelente texto Ak. Trata-se de alguns dos pouquíssimos profissionais de imprensa que possuem credibilidade neste País, loteado, fatiado, achincalhado, onde “diversos ou quiçá a maioria de profissionais de imprensa esportiva”, tornaram-se “palhacinhos de circo”, com piadas, comentários e diversos pastelões, todos destacadamente norteados a apenas falar notícias do “Corinthians”, invadiram as telas de nossos aparelhos televisores, computadores e etc….. Destaco que sou um fã ardoroso do trabalho de todos vocês, da Espn Brasil.. Há. Só faltou dizer o nome do tal “bêbado milionário”….. Boas férias!!!!!!

  • David

    Pq razao nao vejo mais textos que abordam o futebol da maneira como vc e o Tostao fazem? Faz uma falta tremenda. O futebol esta cheio de entendidos do assunto, mas precisava de mais gente que sabe olhar pra vida trabalhando com ele, em todos os setores. Fantastico texto, parabens.

  • Carlos Gonzaga

    Estava sentindo falta deste tipo de texto, ou melhor, de História.

    Boas férias.

  • Juliano

    AK, que deleite, ainda mais quando nos brinda com uma história do gênio MJ! Ele que nos anos 90 teve outra história bastante conhecida: no retorno da sua primeira aposentadoria (aquela em que tinha ido jogar Baseball), voltou com gana demais, chegando a sair no braço com Steve Kerr cobrando desempenho. Essa era a bebida de MJ.

    MJ e Messi são tipos diferentes de milionários daquele do início do texto, que se apresenta para trabalhar após o consumo de álcool. Têm fixação na vitória, no êxito.

    Mas, falando do milionário bebum citado no texto, em quem podemos apostar? Vem apenas 3 possibilidades à minha cabeça: Adriano, Ronaldo Nazario e Ronaldo Assis. Mas pode ser também de uma época mais antiga, não sabemos que “algum tempo é esse”. Alguém arrisca um palpite?

    Luis Enrique vacilou. Já foi atleta, deveria ter clara compreensão que esta é a “era Messi”, saber gerir isso e não bater de frente. Uma pena.

    Boas férias AK!!
    Abraço!

  • Alejjandro

    Belo texto, como sempre. Vai estar no Superbowl?

    Boas férias!

  • Haroldo

    Rapaz, comecei a ler o texto e vi que era longo…longo demais…tinha outros afazeres….Mas não consegui parar de ler. São raros os jornalistas que tem tanta versatilidade e conseguem fazer de textos tão longos, tão bons.

  • Teobaldo

    “Todos os animais são iguais. Alguns são mais iguais do que outros” (Animal Farm – George Orwell, 1945). Prezado AK, filosofia de boteco à parte (minha, naturalmente), pergunto: mesmo em férias teremos posts referentes aos play off’s do futebol americano e/ou do Superbowll? Um abraço e bom descanso!

  • Que análise, André! Pra fechar (ou abrir?) com chave de ouro! Boas férias!

    P.S.: André, você já deve ter pensado em escrever um livro (só seu, diferente do “Aqui tem” e “100 maiores…”), baseado no seu vasto conhecimento dos meandros dos esportes; ou até sobre outro assunto qualquer (um romance gastronômico – “Ratatouille, volante, emprestado pelo PSG ao Mogi Mirim, que, ao percorrer as melhores cozinhas de São Paulo, se apaixona por uma chef renomada, sobrinha do Rivaldo”), certo?
    Pergunto simples: alguma chance de vermos seu talento impresso e encadernado nos próximos anos?

    Um abraço!

  • Paulo Pinheiro

    Duvido que algum treinador tenha tido qualquer dissabor como esses com o Zico ou com o Falcão.
    Isso tem muito mais a ver com a (falta de) educação desde o berço mesmo. Não é porque é gênio (e o Messi NÃO É um gênio: é apenas um excelente jogador) que tem que ser tirano.

    • Fábio

      Messi é o maior de todos os gênios do futebol. Capaz de ter ainda mais 10 anos de carreira para nos brindar com seu colossal estilo é absolutamente impressionante de tratar a bola. Faltava está observação sobre teu texto. Excelente jogador foi Riquelme que anunciou sua aposentadoria. Messi se converterá no maior dos jogadores que já existiu tamanha a prodigiedade do seu nível de seu futebol.

      AK: Não acho que tenha faltado essa observação, porque não penso assim. Messi é o melhor jogador de sua geração com razoável distância e seu lugar entre os melhores da história está assegurado. Qualificá-lo como “o maior de todos os gênios do futebol” é um exagero. Um abraço.

  • Eddie The Head

    Nobre blogueiro,tenho notado um fato curioso,e gostaria da sua opinião a respeito.

    Tenho lido notícias de muitos clubes que estão readequando,ou limitando,o teto salarial dos jogadores “dentro da realidade do clube”. Mas o que chama a atenção é que os culpados por jogadores ganharem salários estratosféricos são os próprios clubes,que algumas vezes prometem o céu para determinado jogador,seja contando com retorno de marketing ou técnico.

    Bem,parece que estão querendo fazer o caminho inverso,primeiro inflacionaram e agora estão deflacionando,estão querendo cortar a cabeça do monstro que eles mesmos criaram.

    Será isso uma nova realidade,ou,na sua opinião,quem ainda pode bancar salários astronômicos pode ter um elenco diferenciado tecnicamente?

  • Danival

    Precisamos de jogadores que se expressem,não sejam alienados, mas devem pensar no grupo.Jordan deveria ter pensado no coletivo,não em seu próprio ego,mesmo estando correto.
    Messi quer jogar contra Sociedad,elche e na Champions pode não render o suficiente…

  • Marcel de Souza

    Muito bom o texto! Me parece que o Barcelona ainda está numa crise política desde que que o escândalo da contratação do Neymar estourou. Vai acabar perdendo o Messi por detalhes. E incrível que quanto mais o tempo passa, mas se vê a importancia do Guardiola naquele time mágico. Na época lembro que muitos diziam que “qualquer técnico” daria certo com aquele esquadrão.

    1 abraço, boas férias!

  • Anna

    Ótimo texto! Boas férias, André!

  • Parabéns André… excelente texto. Esporte não é apenas torcida, rivalidade e diversão. São Egos em conflito. São fantasmas sendo exorcizados. Como em qualquer segmento da vida os conflitos emocionais é que ditam as regras.

  • Wayne de Lima

    Excelente post Andre.

    Seguindo a ordem de sempre, voce sempre nos premiando com textos fantasticos

    Obs: Apenas um adendo, sem exercicios de adivinhacao, mas por acaso o craque bebado se chamava Ronaldinho Gaucho, e o treinador Levir Culpi?

    Abracos

  • lm_rj

    Andre, qual sua opiniaosobre o campeonato carioca e o preco d ingressos no futebol carioca? a federaçao carioca apoiada pelo sr eurico miranda está ameacando realizar o certame SEM o maraca, prejudicando assim os socios torcedores da dupla fla flu, nao por acaso os 2 times do rj no momento com maior numero de socios torcedores:
    toda esta discussao esta relacionada a um simples aspecto: a existencia de um bizarro consorcio q administra o maraca ( patrimonio publico construido e seguidamente reformado com nosso $$). Pq os clubes fla e flu precisam ter um novo socio, q so lucra em cima das bilheterias ? Premonitorio foi o Kalil no bola da vez da Espn em 2013!! explicando q este modelo de estadios publicos administrados por consorcios privados seria pessimo p/ o futebol brasileiro, lembra?
    neste cenário de vasco com sao januario e botafogo c/ engenhao, se fla e flu não utilizarem o maraca cotidianamente, levando seus publicos ao local quem o fará?
    madureira? bangu?
    É uma sinuca de bico, mas ou o maraca é utilizado pela dupla fla e flu, ou se tornará o elefante branco mais caro da historia do futebol mundial!!
    Resumindo: Bem vindo de volta à 2ª metade da decada de 80 e à decada de 90 onde o eurico manipulava à seu bel prazer a federação de futebol do RJ, e consequentemente os certames por ela administrados…
    Abrs e parabens pelo blog.

  • Rodolfo

    Este ano não teremos nenhuma coluna ou nota sobre o Superbowl?? Abraços André!

  • Gustavo

    André, li seu texto e resolvi comentar aqui que está sensacional.

    Aí eu entro e vejo que um monte de gente se antecipou a mim.

    Nessa terra de cego que é o jornalismo esportivo brasileiro, você tem os dois olhos e ainda usa um microscópio. Espero que continue assim.

    O seu texto acabou tocando num ponto delicado: o rancor que os torcedores nutrem por jogadores geniais que acabam adotando posturas tiranas. Você me convenceu: a tirania é inerente à genialidade. Não se espera de um Jordan, Messi ou Gaúcho que obedeçam às regras, se for mais confortável violá-las.

    O texto também me abriu os olhos para a dinâmica da relação entre técnico e elenco: ele precisa ganhar todos os atletas, mas isso é bem mais fácil se ganhar os atletas “milionários”, os mais importantes. Finge-se que são todos iguais e as regras são para todos, mas a realidade não permite que as coisas sejam realmente assim.

    Abraços

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