COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

15 EM 15

Quinze assuntos (não necessariamente nesta ordem) que marcarão o ano que vem, no futebol:

1) A Bola de Ouro da FIFA – Ronaldo, Messi e Neuer concorrem ao prêmio que será entregue no dia 12 de janeiro. O astro português é favorito para aumentar seu acervo, enquanto quem parece ameaçá-lo é o goleiro alemão, campeão do mundo. A Copa já fez de Fabio Cannavaro o dono deste troféu.

2) A Copa Libertadores – já começa nos primeiros dias de fevereiro, com Corinthians x Once Caldas. O alvinegro quer se juntar a Cruzeiro, São Paulo, Internacional e Atlético Mineiro na fase de grupos. Não é simples estar em ritmo de competição tão cedo.

3) A Copa América – seria no Brasil, será no Chile. A CBF temia expor a Seleção Brasileira a um torneio doméstico em 2015, caso a Copa do Mundo terminasse mal (o outro temor, o político, foi resolvido com a antecipação da eleição na entidade para antes do Mundial). Dunga declarou que o torneio estará “em segundo plano”, por causa das Eliminatórias. Alguém imagina um técnico da Alemanha, Itália ou Espanha dizendo o mesmo a respeito da Eurocopa?

4) Os mineiros – 2014 pertenceu a Cruzeiro e Atlético, os dois melhores times do país. Com os treinadores mantidos, a garantia de sequência de trabalho é sinal de mais uma temporada brigando por títulos. Eles se encontrarão no âmbito estadual, nacional e continental, alimentando a rivalidade que viveu momentos incríveis na decisão da Copa do Brasil. Que os dirigentes não atrapalhem.

5) Tite – o técnico retorna ao trabalho após um ano de descanso e aprimoramento. Em qualquer clube que escolhesse, já seria interessante observar os resultados práticos da atualização a que Tite se impôs. No Corinthians, cobrado a cada dia para vencer, as lentes de aumento sobre ele serão ainda mais potentes.

6) O Botafogo – o clube está livre de Maurício Assumpção e dos gênios que o assessoravam, o que significa que a diretoria não será mais um adversário que o time terá de enfrentar. Já é uma vitória. Voltar à Série A é a obrigação, questão de sobrevivência.

7) O Palmeiras – a atividade no mercado de jogadores nas últimas semanas sugere uma nova condição de orçamento e novos conceitos na formação do time. Coisa de quem parece saber o que está fazendo, outra diferença em relação ao ano que quase terminou em rebaixamento.

8) A Seleção Brasileira – há quem esteja convencido que os amistosos pós-Copa restauraram a imagem do distintivo e apagaram um “acidente” de sete gols em Belo Horizonte. Para quem vive no mundo real, há muito a fazer no(s) próximo(s) ano(s).

9) Neymar – estrela solitária, único jogador brasileiro fora de série, indivíduo de uma espécie em perigoso declínio populacional.

10) Os gabinetes – Del Nero assume, de fato, a CBF. O ministro do Esporte é um curioso. A presidente, entre os atletas e a cartolagem.

11) A Liga dos Campeões da Uefa – Real Madrid, Bayern, Chelsea. Barcelona? PSG? Alguém mais?

12) Novas realidades no Flamengo e no Fluminense – o rubro-negro, bom exemplo de conduta na questão financeira, promete investir um pouco mais. O tricolor, sem o talão de cheques da ex-patrocinadora, terá o desafio de manter o nível de seu elenco.

13) Novos comandos no Santos e no Vasco – não quer dizer que sejam verdadeiramente “novos” no campo das ideias.

14) E no Corinthians? – são duas questões. A primeira, óbvia, é quem será eleito em fevereiro? A segunda é mais importante: o clube seguirá em decadência administrativa?

15) A fogueira são-paulina – o conflito aberto entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio não atingiu o time em 2014, mérito das pessoas responsáveis pelo departamento de futebol.



  • Joao

    Você acha que o Chelsea está no mesmo nível de Real Madri e Bayern? Está acima do Barça?

    AK: Madrid > Bayern > Chelsea. Sim, os três acima do Barcelona. Um abraço.

  • Rafael

    Acho que faltou um:
    Como os clubes Brasileiros se adaptarão as novas regras da FIFA, proibindo contratação de jogadores através de investidores.
    O Cruzeiro foi campeão duas vezes seguindo esse modelo. O mesmo com o Fluminense. Todos os clubes do Brasil usam esse modelo e será interessante ver o que acontecerá.
    Se é que algo vai acontecer. Pode ser que isso não pegue por aqui.

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