CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CONTEÚDO

1 – A festa na nova casa tinha horário para terminar, o mesmo horário marcado para o jogo começar. O Palmeiras conheceu o dilema dos times que inauguram seus estádios em partidas competitivas, com um adendo: nada na noite de ontem era mais importante do que vencer o Sport.

2 – Para os jogadores, uma noite de trabalho diferente, em que as distrações teriam de ser bloqueadas para não comprometer o principal. Seria absolutamente natural se os nervos escapassem ao controle nos primeiros minutos, mas não foi o que se notou. O defeito foi confundir velocidade – conceito essencial – com pressa. Não existe futebol apressado.

3 – O gol inaugural por pouco não saiu, dos dois lados. Felipe Menezes cabeceou para fora a bola que faria o Allianz Parque respirar fundo. E Danilo cabeceou nas mãos de Fernando Prass a bola que tiraria o ar do estádio. Tudo em um intervalo de quatro minutos.

4 – Constante no primeiro tempo: a participação do torcedor no jogo. Quase sempre empurrando o Palmeiras à frente, vez ou outra reprovando os passes errados e a desorganização do time no último terço do campo.

5 – O zero a zero, nem se fala. Mas a dinâmica do jogo era muito mais interessante para o Sport.

6 – Por volta dos vinte minutos do segundo tempo, a estratégia do visitante – defender, enervar e surpreender – começou a fazer efeito. A inoperância do Palmeiras e a necessidade de vencer colaboraram para diminuir o nível de paciência do público, e o Sport passou a ser assíduo na área de Prass.

7 – Lei do ex: o gol de Ananias vai para os livros como o primeiro de um estádio que já temia pelo pior. É notável como certos jogos assumem um roteiro esperado, como se estivesse no inconsciente de todos os envolvidos e ninguém fosse capaz de reescrevê-lo.

8 – Nos acréscimos, contra-ataque, 2 x 0. Típico.

9 – O Palmeiras precisa ofecerer conteúdo futebolístico para um palco de primeiro mundo. Mas antes, precisa ficar em pé.

SATISFEITOS?

Do pênalti desperdiçado por Jobson ao gol do Figueirense em São Januário, poucos minutos e uma amostra do campeonato do Botafogo. Um time proibido de errar, incapaz de se recuperar, condenado a recorrer a pouco além do profissionalismo e da dignidade. Salvar o Botafogo da Série B parecia uma tarefa milagrosa, agora parece impossível. A diretoria conseguiu.

PARCERIA

A marca que batiza o estádio do Palmeiras usou o twitter para convidar o torcedor para o jogo errado, trocando o Sport pelo Atlético Mineiro. A marca que faz o uniforme do São Paulo distribuiu convites para a “despedida” de Rogério Ceni, sem a concordância do goleiro e do clube. Quando se imaginava que a gestão do futebol já tinha problemas suficientes…



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