CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

INVERSÃO

1 – O gol no início, antes dos dez minutos, não surgiu de uma pressão incontrolável, como até se poderia esperar. O Atlético não foi o “galo doido” que sabe ser, mas um time que atacou com sobriedade nos primeiros movimentos. Gol de jogada aérea com atacantes posicionados, uma das marcas atleticanas.

2 – O detalhe que ajuda a explicar o gol: Mayke era o marcador de Luan na área. Enquanto a primeira bola entrou e saiu, o lateral cruzeirense acompanhou o recuo de Luan para evitar o impedimento, mas sempre à frente do atacante atleticano. Veio o cruzamento de Marcos Rocha e Mayke marcou a bola, permitindo a antecipação. Foi exatamente ao tomar a frente de seu marcador que Luan ficou em posição irregular.

3 – O Cruzeiro absorveu o golpe sem se desestabilizar, mas não foi capaz de jogar como prefere. Não foi apenas o planejamento de jogo do Atlético que prevaleceu na primeira metade, mas a personalidade de time mandante também. Como se o Cruzeiro não estivesse à vontade, ainda que não tenha sofrido tanto.

4 – Um gol do mandante no jogo de ida está muito longe de decidir um confronto de cento e oitenta minutos. Mas determina posturas que podem ser, sim, decisivas. Como o avanço do Cruzeiro na procura da igualdade e os riscos que o acompanham.

5 – O gol de Dátolo não se explica dessa forma, porque o Cruzeiro não conseguiu proteger a própria área nem com a defesa em ordem. O 2 x 0 nasceu de um lateral cobrado por Marcos Rocha com escala em Carlos. Um caso típico de quem sabe o que vai acontecer mas não sabe como se defender.

6 – Toque de mão de Jemerson dentro da área, com todos os pré-requisitos de pênalti. Somado ao gol em impedimento, o Cruzeiro pode se considerar prejudicado em dois lances importantes. Mais uma oportunidade para os críticos da tecnologia louvarem o charme do erro humano no futebol.

7 – Atlético em posição inversa à que se acostumou. Mas muito mais confortável, claro.

ESCURIDÃO

O nome do sucessor de Roberto Dinamite na presidência do Vasco da Gama diz o suficiente sobre a gestão do ídolo, agora de legado manchado. Observando as opções nos processos eleitorais de Corinthians e Palmeiras, especialmente aquelas que podemos chamar de “baixo clero”, percebe-se o drama administrativo que prossegue assolando o futebol brasileiro.

CAMINHO

Que o quarto gol da Seleção Brasileira contra a Turquia – muito mais pela construção do que pelo desfecho – seja o que a comissão técnica enxerga como mais importante em termos de desenvolvimento do time. Associação, circulação da bola, ofensividade. No restante, é evidente que vencer amistosos é satisfatório e permite trabalhar com tranquilidade.



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