CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

CREIA

1 – A fixação do Atlético pela bola alta na área e a opção do Flamengo pelo campo de defesa. Os primeiros gestos no Mineirão evidenciaram os padrões de atuação de cada time, posturas totalmente opostas e igualmente erradas.

2 – A insistência na jogada aérea é uma aposta no erro defensivo. Expediente que pode levar à vitória em noventa minutos, mas um tanto arriscado para um time que precisa de pelo menos dois gols. O caminho não é a repetição, mas a variação.

3 – A reclusão no próprio campo é um pedido para sofrer. Faz sentido se for o primeiro estágio de uma estratégia para surpreender, mas não serve apenas como mecanismo defensivo. O Flamengo pouco cruzou a linha média, não incomodou o Atlético, não avisou Victor que estava ali.

4 – Meio primeiro tempo passou assim. Atlético por cima, Flamengo atrás. Mas o futebol tem algo de jogo de varetas: um movimento diferente pode precipitar uma nova sequência. A jogada de duas fintas na área e uma finalização na trave, de Tardelli, pode ter sido esse movimento.

5 – Pois não demorou para Everton, atrevido, superar a marcação tripla e disparar um chute cruzado que tirou o ar do Mineirão. Conforto extra para o Flamengo, sina do Atlético.

6 – Faltava ao time de Levir Culpi a organização que Guilherme assinou contra o Corinthians. A bola continuou a sobrevoar a área do Flamengo, dando trabalho e nada mais. Até que a zaga rubro-negra falhou. Carlos tocou para a rede sem ser contestado, revivendo a mania atleticana de acreditar.

7 – Quarenta e cinco minutos para mais três gols. Chão que o Atlético já pisou, filme que o Flamengo já viu. Futebol de coração e fé, aspectos tão caros ao jogo quanto técnica ou tática.

8 – Maicosuel, minuto 12, 2 x 1. Você acredita?

9 – Esse ruído que você ouviu é Luxemburgo gritando para o Flamengo jogar. Mas o time não oferece tanto.

10 – Dátolo, minuto 36, 3 x 1. Acredite.

11 – Luan, minuto 39, 4 x 1. Inacreditável Galo!

OFERTA

O apelido de “Yaya Talisca” deve ser entendido como mais uma dessas comparações exageradas. Mas o sucesso do jovem brasileiro no Benfica é real. Talisca tem 20 anos, poderia ser um prospecto para o futuro da Seleção Brasileira. Mas o nível de suas atuções no meio de campo justifica uma chamada de Dunga para o time principal, que não tem um jogador como ele.

INTERESSA?

Meias criativos com passaporte brasileiro são raridade no futebol de hoje. Não que Talisca seja, já, a solução para um problema evidente. Mas o fato de oferecer uma possibilidade, uma alternativa, poderia ser verificado. A questão é se existe a intenção de construir um time que jogue e faça o próprio caminho. As últimas convocações sugerem que não.



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