CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

DOIS TEMPOS

1 – As intenções de David Braz foram as melhores possíveis. O resultado, o pior para o Santos. O zagueiro quis cortar o primeiro chute de Willian e bloquear o segundo. Terminou por tabelar com o cruzeirense e cortar a luz de Aranha. Futebol.

2 – Eram dez minutos de jogo no Mineirão. O gol, mais do que qualquer outro efeito, serviu como estímulo para o Cruzeiro seguir atuando como planejou. Outros times recuariam vinte metros para atrair o adversário. O Cruzeiro prefere produzir futebol de ataque.

3 – Éverton Ribeiro é um ás do pequeno espaço e um processador de jogadas. Em noites como a de ontem, seu cérebro trabalha em outro tempo: o instante em que o companheiro receberá o passe. Quando os que estão à sua volta não se atrasam, não há como conter o Cruzeiro.

4 – Primeiro tempo disputado quase totalmente no campo santista. Cruzeiro em controle absoluto.

5 – Logo depois da aparição do Santos no ataque, com Lucas Lima, a arbitragem também se fez perceber no jogo. Quando ocorre, quase sempre é mau sinal. Gol de Ricardo Goulart, em jogada regular do início ao fim, vítima de impedimento mal assinalado. Prejuízo considerável para qualquer jogo, ainda maior em eliminatórias decididas pelo saldo.

6 – Robinho… Alison… O Santos mostra pulso, mas perde gols. É uma outra postura, a de um time que não se omite e mostra que quer jogar. A evidente queda física do Cruzeiro colabora para um jogo indefinido até os minutos finais, aumentando o tamanho do gol que o apito tomou de Goulart.

7 – Contrastes: no primeiro tempo, só o Cruzeiro jogou; no segundo, o Santos jogou mais. O placar de 1 x 0 foi justo e seria correto, não fosse o impedimento equivocado. Por isso o Santos perdeu mas gostou.

8 – Tudo aberto para a volta na Vila Belmiro, lógico. Diferença de um gol tem pequeno significado em encontros entre times com as capacidades ofensivas de Cruzeiro e Santos. Os mineiros terão gás para o jogo inteiro?

SUMIÇO

A ausência de Luis Suárez na lista dos candidatos ao prêmio de Jogador do Ano é vergonhosa. A temporada do uruguaio não pode ser apagada pela mordida na Copa do Mundo, atitude pela qual recebeu uma punição desproporcional. Obviamente foi uma medida da FIFA para evitar que a polêmica chegasse à entrega do prêmio. Suárez jogou para ser um dos finalistas.

ESCOLHA

O impasse entre o Bom Senso FC e os clubes a respeito de pontos sensíveis da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte é mais uma amostra de como dirigentes brasileiros operam. De fato, não surpreende. O entrave conduz ao desfecho que parecia inevitável desde o início da discussão sobre a lei: o governo brasileiro terá de escolher um dos lados.



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