COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

O PIOR DO FUTEBOL

Na sexta-feira, antevéspera do segundo turno das eleições, o prédio da Editora Abril em São Paulo experimentou um dia comum na vida das sedes de clubes de futebol brasileiros. Vandalismo, depredação e pixações foram os meios pelos quais “idealistas” expressaram descontentamento com a revista Veja, editada pela Abril. Qualquer semelhança com “Por amor ou por terror”, “acobou a paz” (sic) ou “diretoria safada” não é mera coincidência.

A campanha política de 2014 converteu-se em um jogo entre times rivais no qual se privilegiou o que há de pior no futebol. O que chamamos de sociedade revelou-se incapaz de valorizar a importância do processo democrático, revestindo-o de intolerância e ódio, tal qual nos acostumamos a ver não só entre torcidas organizadas, mas também entre gente que se tem como cidadãos esclarecidos e bem educados.

O nível rasteiro dos debates na televisão, nos quais a candidata e o candidato (eles não têm nome?) se especializaram em argumentar com versões de “o seu escândalo é mais cabeludo do que o meu”, remete às discussões entre dirigentes adversários que vez por outra acontecem e estimulam os confrontos dos bandos que matam e morrem por seus clubes. Exemplos da mais pura incapacidade de dialogar.

O jogo político também tem seus “bambis” e “gambás”, as turmas que não podem se encontrar e enxergam o “outro lado” como representante de tudo o que existe de errado. Uma generalização tacanha de parte a parte que transforma todos os eleitores de Dilma Rousseff em socialistas que gostariam de viver em Cuba; e todos os simpatizantes de Aécio Neves em defensores do retorno dos militares. Os analfabetos e os acadêmicos, os pobres engajados e os ricos alienados, “nós” e “eles”. Seria menos preocupante se fosse apenas preconceito.

Os rótulos colados no adversário somam-se a um nível de auto-engano que beira a alucinação. Pois o petista – até aquele que gostaria de ver uma república chavista no Brasil – se enxerga como um libertador da opressão das elites, enquanto o tucano – até aquele que votaria nos Bolsonaros – crê ser um catedrático em administração pública. É óbvio que há cabeças elevadas dos dois lados da arquibancada, mas elas foram sufocadas pelos bagrecéfalos que vão ao estádio para brigar.

Há uma impressão positiva de que nunca se falou tanto em política no Brasil, quando, de fato, o que se fez foi atacar e desqualificar quem pensa diferente. Se é um efeito colateral de uma democracia que ainda engatinha, é o caso de perguntar se existe chance para infância, adolescência e amadurecimento. O pós-eleição começa hoje e será caracterizado por um ambiente semelhante, estimulado pelo comportamento raivoso de quem não está no poder. Seria rigorosamente igual se os grupos estivessem em posições invertidas.

Houve um vencedor no jogo, mas o país perdeu as eleições. (em tempo: este colunista não votou nem em Dilma e nem em Aécio, por crer que nenhum deles merece ser depositário de confiança ou esperança.)

BEST SELLER

Algúem está escrevendo um livro sobre a temporada do Botafogo? Existe material para mais de um. A decência dos jogadores em meio à barbárie gerencial é o pano de fundo para uma história comovente. Tensão, intriga, vilões e heróis bem definididos. Claro que se o time escapar da Série B o final será mais agradável. Mas com ou sem rebaixamento, não se pode escapar da verdade. Tomara que a ideia esteja em curso, e que a trajetória de um grupo que teve a própria diretoria como oponente seja documentada.

BOLA INTELIGENTE

O chute de Danilo que empatou o clássico paulista não só sairia pela linha de fundo se não desviasse em Juninho, como encontrou a única fresta por onde passar, entre Fernando Prass e a trave. Algumas bolas têm olhos. Outras têm olhos, GPS embutido e sensores de obstáculos. É loucura responsabilizar Prass pelo gol.



  • Eu defendo o retorno dos militares, para acabar com esta roubalheira existente no país, e também para evitar que o brasil se transforme em uma república socialista. Além é claro, com estas ajudas milionárias aos países vizinhos de ideologias duvidosas, em prejuízo do desenvolvimento de nosso amado Brasil.

    AK: Sugiro ler um pouco. Em um regime autoritário, você não poderia expressar sua opinião dessa forma.

    • Nilo Mendes dos Santos

      André Kfouri,eu vivi alguns anos na ditadura e não havia tanta censura quanto a emitir opiniões como muitos falam por aí!Estudei em escola pública de ótimo ensino,havia saúde,segurança e trabalho,senão ótimos,mas muito melhor do que o quadro apresentado por estes governos ditos democráticos!
      E hoje,podemos emitir todo tipo de opinião???
      Pergunte isso para quem trabalha na editora Abril e da revista Veja…
      Eu vejo uma Nação de muitos hipócritas,principalmente uma parte da imprensa,que prefere passar as mãos nas costas de alguns políticos,para não serem deixados de lado!
      Pergunte para a jornalista do SBT,Raquel Sheherazade,se ela pode falar a verdade sobre certas falcatruas deste governo petista???
      Sabe porque uma parte dos brasileiros não querem os militares no governo,André Kfouri?Porque preferem o oba-oba destes governos,onde se desviam dinheiro público e não investem em saúde,educação,trabalho e segurança,mas permite-se andar de qualquer maneira,se drogando,roubando,matando,estuprando e quando vão presos,ganham deste governo(R$ 915,00),muito mais do que um trabalhador honesto,que tem que se virar com um salário mínimo!Você conseguiria sobreviver com um salário mínimo???

      AK: A sugestão permanece. Ler sobre o passado e o presente. Um abraço.

    • Waldemar

      AK, em vez de ler o que circula sobre o Regime (e não ditadura) Militar, procure conversar com aqueles que viveram (e perceberam) aquele período. A censura era contra o comunismo. No mais, a censura era aplicável aos costumes da época. Não digo, com isto, que não havia corrupção, superposição de forças ou qualquer outro sintoma indesejado. Pergunte-se: se o sistema era tão autoritário, porque o Congresso foi mantido ? Porque o militar devolveria o poder ao povo se não havia resistência ? As “Diretas Já” aconteceram após a confirmação de que o poder voltaria para o Civil, uma vez debelada qualquer possibilidade de de adesão ao comunismo. E olha que nossa aproximação de sistemas como esse, hoje, já não causam temor ao EUA, por não representar força oposta. Sobre as eleições, concordo contigo sobre a imaturidade de nosso povo, mas, ao analisar a evolução desde 1500, não imagino quanto tempo seria necessário seu amadurecimento. Creio que nem meus netos viverão isto.

      • Rafael Henrique

        Incrível como tem gente que não entende. O simples ato de criticar A ou B inexistiria. Fazer uma simples crítica ao time do general/presidente seria uma temeridade (João Saldanha que o diga), quanto mais expressar uma simples opinião em um blog da internet (alguém lembra da China por aí?). Curioso que os que saem derrotados em um sistema democrático invocam um sistema no qual eles não teriam direito a opinião, relegando aos outros seu poder de decisão. Mais: criam ilusões sobre um país que tinha enormes problemas que ninguém via, por inexistir oposição. Triste.

      • Rafael

        Serio?
        Você já ouviu falar em tortura? Assassinatos? A lei da borracha? Medici?

  • Josué

    André, bom dia, “TAL PAI, TAL FILHO” ambos BRILHANTES…… parabéns…. gostaria que soubesse que comungo da tua posição quanto a eleição 2014…. ELES NÃO SÃO DIGNOS, NÃO TEM O MEU RESPEITO, ENFIM, NÃO ME REPRESENTA (desculpe-me pelas maiúsculas )

  • Paulo

    André, você não “anulou” o voto, ou “deixou de votar”. Você votou na Dilma! “Que belo exemplo”, hein? Você perdeu o meu respeito.

    AK: Se tudo o que a sua capacidade de raciocínio pode produzir é essa conclusão, seu respeito não me interessa.

    • Paulo

      Se essa é a desculpa que a sua capacidade de raciocínio, e honestidade, pode produzir, você, realmente, não merece respeito. “Parabéns” pela resposta, “jornalista”.

      AK: Vejam o nível. É um exemplo do comportamento descrito no texto. Considera-se esclarecido.

      • Paulo

        Com relação ao “nível”, veja, não sei qual escala que você usou, ou tem usado, mas me considero em nível “ok”, visto que me graduei com as melhores notas das minhas faculdades e cursos subsequentes, tento ser bom marido e pai, e conquistei, com muita dedicação, a posição de diretor executivo de uma das maiores empresas do país. Mas, enfim, as suas respostas provaram o meu ponto. Mais uma vez, “parabéns”, você, realmente, não é digno da minha atenção, que acaba aqui, agora, para você, “jornalista”.

        AK: VEJAM O NÍVEL: “conquistei, com muita dedicação, a posição de diretor executivo de uma das maiores empresas do país”. Mas que coisa patética… Mesmo se for verdade (não creio, já que você não teve nem mesmo a decência de se identificar), você não acha que precisa tratar essa necessidade de se auto-afirmar? E quanto ao “seu ponto”: veja, você já enviou três comentários para um jornalista que diz não respeitar (por causa de uma divergência de opinião…). Percebe o ridículo? Finalizando, o nível é rasteiro. Que tenha terminado aqui, poupe-se.

  • Nilton

    #desapontado.

  • Renée Da Vinci

    Parabéns pelo comentário lúcido, imparcial e maduro sobre as eleições. Talvez, lamentavelmente, o único que consegui ler de tantos jornalistas que se dizem democratas mas não saem de suas trincheiras ideológicas e dogmáticas ao rechaçar opiniões contrárias sem a nobreza do debate inteligente, aberto e receptivo. Endosso suas palavras de que nenhum dos candidatos merece minha confiança e esperança. Por isso nem me dei ao trabalho de ir às urnas. O futuro, ao contrário do que dizem os incapazes de assumir responsabilidade e a debitam a uma entidade fictícia e paternalista – Deus(???)- pertence a cada um de nós, de acordo com seu nível de consciência. Um abraço carinhoso, André.

    AK: Igualmente. Obrigado.

    • Rafael Henrique

      André, discordo de algumas coisas de você, mas endosso a Renée: excelente comentário. Tempos bicudos os nossos, em que muitas pessoas esquecem o passado nem tão longinquo assim, buscam alternativas utópicas e, diria até, distópicas, em que o desejo de ver o adversário derrotado leva até a renúncia da liberdade.

      Me parece que o brasileiro, espelhado perfeitamente no Congresso que elege, está mais raivoso, intolerante e ignorante, no sentido de desconhecer o valor de conquistas essenciais, como o singelo direito de votar.

  • Jose Pedro

    Os dois candidatos nunca me agradaram (ela muito menos), mas votei pensando que uma mudança pudesse fazer com que a minha esperança de um país melhor pudesse se concretizar para todos e não só para os pobres, que muito provavelmente aumentará, e muito com esse governo incompetente e corrupto e também para não perpetuar o domínio desse partido nefasto. Cada povo tem o governo que merece. Quanto ao vandalismo praticado com a Abril, por esses bandidos, demonstra cegueira e falta de conhecimento que eles têm, uma vez que o grupo Abril não é só a revista Veja que o PT tanto quer censurar por puro medo, mas também é uma empresa que investe muito em tecnologia para a educação, inclusive para a rede pública.

  • Carlos Ferreira

    Pura ilusão acreditar que vivemos uma democracia!

    Liberdade de expressão não significa democracia.

    Do que adiante liberdade de expresão, sem educação de qualidade, sem saúde decente, sem segurança publica, com péssimos serviços de transporte, com alugueis extorsivos, inflação galopante, falta de infra estrura…. E que liberade de expressão é essa que foi massacrada pela polícia diversas vezes???? Que digam professores, estudantes e profissionais de saúde que reclamaram do governo apanharam como bandidos na rua…..

    Na verdade estamos vivendo a ditadura da corrupção assitencialista….. O governo rouba, rouba, roupa pra fazer programas assiatencialistas ilusórios, sem sustentabilidade. Dessa maneira é fácil iludir um povo completamente ignorante e se perpetuar no poder

    Ao invés de usar a força e os militares, o que vivemos é uma ditadura baseada na corrupção e na ignirancia do povo!!!!

    • Cinthya

      Perfeito seu comentário!

  • Claudinei Buccioli

    Confesso que seus textos são um pouco estranhos, vamos falar assim as vêzes, pois são para poucos, porém, acredito que estamos cada dia mais distante de ser uma democracia, pois nossos pseudo partidos de esquerda e centro esquerda, se degladiam em busco de voto, e fazem o mesmo com um profissionalismo maior, que a direita fazia outrora!! Parabéns pelo texto.

  • Diego Rocha

    André,

    Já que você falou em democracia e Botafogo, gostaria de lhe perguntar:que democracia é essa que confisca 100% da receita de um clube? Que justiça é essa ? Qual a lógica disso?

    SE obrigasse que 100% das receitas fossem para quitar salarios, estaria ok, Mas qual a logica de deixar jogadores e funcionarios do clube sem receber????

    Se você tiver uma divida trabalhaista com uma empregada na sua casa e depois não conseguir quitar no prazo, você acha justo que confisquem 100% do seu sálario??

    Penhora de 100% é nazismo, fascismo, não é democracia…..

    • Luiz Mello

      Concordo com você que penhorar 100% das receitas é um absurdo, até por ser contraproducente. Não vejo a relação disso com democracia, ou a ausência da mesma.

      • Diego Rocha

        Prezado Luiz,

        Na minha opinião não existe democracia sem justiça igual para todos….. Só o Botafogo convive com uma penhora de 100% de receitas desde dez/2013.

        Diversos ouros clubes devem e tiveram penhoras parecidas, mas em muito menos tempo tiveram esse bloqueio suspenso, a justiça simplesmente não julga a volta ao ato trabalhista, mesmo tendo parecer favoravel ao Botafogo pela Procuradoria do Trabalho, não determina prazo, vai empurrando com a barriga e afundando o clube… Tem alguma dúvida que se fosse o Flamengo ou o Corinthians a justiça já tinha liberado os clubes ?

        Abs,

  • André

    Rapaz.. fico impressionado com esses comentários. Paixões viraram sinônimo de irracionalidade. Pessoas que defende a volta dos militares, que são preconceituosas com os nordestinos ou que defendem a quebradeira na editora Abril não conseguem enxergar que apesar de estarem em lados opostos, na essência defendem a mesma coisa: a intolerância! A história mostra o quanto a humanidade já sofreu com isso… Abs

    • Luiz Mello

      Impressionante mesmo. O AK publica um texto ponderado e sem qualquer traço de partidarismo a respeito da irracionalidade que presenciamos ao longo do processo eleitoral, e recebe como resposta demonstrações de ignorância, intolerância e elevadíssima falta de discernimento.

      Parece que querem dar razão ao texto, ao ilustrá-lo de forma tão cristalina.

      Vejo certas manifestações na mídia e nas redes sociais com um misto de medo e fascínio. Sim, porque chega a ser fascinante tentar entender a mente de quem esbraveja contra uma suposta ditadura e, como solução, clama por uma… ditadura!

      Você disse tudo, André: lunáticos dos dois lados defendendo igualmente a intolerância. Deveriam se unir e fundar um partido juntos. Enquanto isso, as mentes racionais e elevadas dos dois lados deveriam fazer o mesmo: unir-se e estabelecer um contraponto ao que há de reacionário e tacanho no país. Quem sabe assim não teríamos uma alternativa para votarmos com felicidade e convicção nas próximas eleições?

      • Nilton

        Luiz Mello, concordo que foi “um texto ponderado e sem qualquer traço de partidarismo a respeito da irracionalidade”, porém acredito que as “demonstrações de ignorância, intolerância e elevadíssima falta de discernimento” teve origem única e exclusivamente na última parte do texto em que o AK afirma que não votou em nenhum dos dois (não deu para saber se ele votou em branco, nulo ou não foi votar).

        Muitas pessoas que frequentam este espaço (inclusivo eu) tem muita consideração e respeito a opinião do AK (com algumas rara excussões, sendo elas por amor a time e outras por ponto de vista que é sempre bem visto em um debate de nível) e este posicionamento dele de neutralidade me causou estranheza.

        Lembrando que quase 61,84% não considera que o atual governo “merece ser depositário de confiança ou esperança” porém 26,10% preferiu deixar o destino na mão dos outros 73,90%.

        Hoje o único politico que merece ser “depositário de confiança ou esperança” é o Mujica, o que foi votar no final de semana de fusca.

    • Rafael Henrique

      Excelente comentário.

  • Gerson Abrantes

    O que um PAIS tem de belo, tem seu povo de IGNORANCIA.
    Somos otimos para julgar.
    Sera que somos tao diferentes do oriente medio,da africa,
    ou ainda da venezuela?
    Pobre terceiro mundo, que nao sabe expressar o proprio idioma.Fui…

  • Juliano

    Não só por isso, mas por isso também, é que tens minha admiração. Faço, também, das palavras do colega Renée as minhas.

    O último parágrafo poderia ter sido escrito por mim também, pois fiz exatamente o mesmo.

    Pro colega Paulo, o argumento (!?) que usam ao dizer que quem não votou ou anulou contribuiu com a eleição da Dilma, também seria verdadeiro caso o eleito fosse Aécio. E foi por um fio, bem curto, diga-se.

    A crise de falta de representatividade da população na política brasileira é gigantesca. Basta ver a soma de abstenções, brancos e nulos. Os percentuais do RJ talvez sejam os mais emblemáticos.

    Abraços!

  • André Bastos

    Precisamos parar com esse argumento de democracia que ainda engatinha. Até parece que durante toda a história do país estivemos sob o domínio tirano de um grupo, seja ele qual for (militar/civil).

    Sabem por quê muitos, de uns tempos para cá, são favoráveis ao retorno dos militares? Por causa da roubalheira desenfreada instaurada no país. Não havendo distinção se o ladrão é tucano ou petista. A simples expectativa de um governo linha dura já é o suficiente para a população imaginar que as coisas voltariam aos eixos. É muito próximo da sensação de moradores de favela quando sabem que tropas federais estão provendo a segurança em sua região. Tudo bem, sei que existem fatos desabonadores nesse cenário.

    O que nunca tivemos no país é uma oposição respeitável. Comprometida com a fiscalização dos atos do governo, empenhada em expressar suas propostas de forma inteligente. É sempre a mesma ladainha. Acusações do tipo: você é bobo, feio e chato, to de mal.
    Mas, o pior de tudo, o mais nefasto efeito colateral dessa seção criada através dessa polarização política, é a xenofobia entre a população.
    Os grandes impérios usavam a tática do dividir para conquistar. É o que vemos e vivemos hoje. Infelizmente.

    Só não concordo – nada como viver numa democracia – com o voto em branco ou nulo. Na vida precisamos escolher um lado, não há neutralidade completa, é preciso se posicionar. Mas respeito quem fez uso desse direito.

    *modo irônico on
    foram os eleitores da Marina que votaram em branco, né???
    *modo irônico off

    SRN

    AK: Quanto à “idade” da democracia no Brasil: anos 80, portanto, sim, engatinha. Quanto a não fazer uma opção, nem sempre se trata de neutralidade, mas de impossibilidade de escolher o menos pior. Um abraço.

    • Nathanael R. Barbosa

      “Impossibilidade de escolher o menos pior”? Ou seria “incapacidade analítica”? Socorro!!! Alguém acode o blogueiro! rsrsrs

      AK: Seu comentário carece de lógica. Não surpreende.

    • Rafael

      Sei bem a sensação. Não consegui dar o meu voto para nenhum dos dois. Assusta que os dois vetores ideológicos do Brasil tenham Aecio e Dilma como candidatos. Ela, inventada pelo Lula. E ele, absolutamente desqualificado a meu ver.

  • Raphael

    Como pode existir pessoas que defendam a volta dos militares? Eles são os responsáveis pelas maiores atrocidades já feitas neste país, mataram milhões de pessoas, coagiram e calaram outras tantas. Com a democracia, o país melhorou muito nos últimos 25 anos.

  • José Henrique

    Essa questão “Bambis x Gambás”, diz muita coisa sobre o pais hoje. Não só ofensas contra nordestinos, como separatistas sulistas, como jornais demitindo articulistas por não rezarem em sua cartilha, estamos assistindo a um “neo idealismo” samba do crioulo doido.
    O saudosismo (sem qualquer conhecimento de causa), levou figuras notáveis a “convocarem” pessoas (inocentes idiotas) a protestar nas ruas contra uma copa do mundo no país do futebol, gerando um ódio sem tamanho, e a demonização de pessoas.
    Comemoravam as manifestações de rua, queima de mais de 300 ônibus, agências bancárias, bancas de jornais, agências de veículos, numa irracionalidade absurda, que era tratada como “manifestação do povo nas ruas”.
    Ou seja, todos querendo capitalizar para o seu lado aquele movimento sem nexo.
    É só olharem para os resultados das eleições, e verificarem os locais e quem tirou proveito disso. Onde elas ocorreram, todos foram reeleitos.
    “Não vai ter copa”. Essa foi a bandeira dos “neo-idealistas” de araque.
    Está passando a hora de “adultos” de hoje, realmente crescerem e se tornarem homens de verdade, e deixarem de querer reviver passado estudantil, na esperança de rejuvenescerem.

  • Teobaldo

    Votei nominalmente pela última vez no 2ª turno de 2002. Sentindo-me enganado optei, desde então, a votar em branco, até que o voto deixasse de ser uma obrigação. E assim o fiz, até o último dia 26/10/14. Fez-me mudar de ideia a Revista Veja e posição da Rede Globo de veicular a notícia (notícia?) e impedir às pessoas atingidas pela denúncia (sem provas, é bom que se diga, como citado, aliás, na própria matéria), o direito à defesa, em rede nacional. Minimamente, salvo impedimentos da Lei Eleitoral, ao ex-presidente deveria ter sido dado o direito à resposta. Sentí-me violentado, assim como em 1989, com a edição do último debate entre os candidatos à presidência daquela época (quem tem mais de 40 anos sabe do que estou falando). No mar de lama que foi essa campanha, acho que esse fato foi o que de poir aconteceu. Que a liberdade de imprensa nunca seja restringida, mas que coisas deste tipo não mais venham a acontecer. Urge a necessidade de apuração e punição aos culpados por ato tão promíscuo. Isso também colaborará para o amadurecimento da nossa democracia. Um abraço!

    • RENATO77

      Concordo Teobaldo.
      Nossa democracia ainda engatinha, muito disso deve-se ao papel da grande mídia. Portou-se como partido político, a verdadeira oposição ao governo. Goebbels vive!!!
      Já disse e depois do que vi, li e ouvi nos últimos anos: “nossa mídia está abaixo do nível da classe política”.
      Lei de meios já!!!
      Abraço.

      • Nilton

        Renato77, como diz um grande jornalista, “jornalismo é oposição o resto é varejo de seco e molhado” (ou algo parecido).

        É bom reconhecer que os mecanismos de controle e combate a corrupção aumentou muito e com o fim do AI5, ficou muito mais fácil da imprensa investigar o poder (seja elas “da grande mídia” ou os secos e molhados da Net).

        E convenhamos, ultimamente temos mais notícias ruim que boas (para o governo), sendo que a boa não tem desdobramentos que mereça uma serie de reportagem subsequente (o combate a miséria todos já sabem que foi por caso, principalmente, da Bolsa Família que começou no governo FHC, com míseros 5 milhões de cadastros ou quase 3% da população e não por caso do Programa Fome Zero ).

        Os problemas vindo da economia merecem mais atenções pois os mesmos devem ser analisados e compreendidos e combatidos (e conseguem ocupar alguns dias da pauta dos jornais)

        Porem os casos de corrupção sempre tem desdobramentos até que seja arquivados ou julgados no STF (lembrando que o julgamento do mensalão fez parte da pauta de todas as mídias do primeiro ao último dia).

        • RENATO77

          Nilton, sim…jornalismo tende a ser oposição sempre…é fato e até necessário que assim seja. Mas passaram bastante do ponto…não enxergar isso me parece um equívoco, dos grandes.
          Eu não acho que a crise da água em SP estaria sendo tratada, “coberta” pela mídia como está sendo(praticamente sem ligar a falta d’agua à administração do PSDB), caso o governo do estado de SP fosse do PT…
          Abraço.

          • Nilton

            Renato77, acho que o que nos esta diferenciando é aonde fica o tal do “ponto”, não consigo ver como a imprensa passou do ponto mas que ela ficou rodeando ele (as entrevistas ao Jornal Nacional mostrou que a imprensa veio para bater em todos).

            Nos últimos meses veio mas notícias ruins que boa para o Governo (seja elas econômicas ou politicas), tivemos PIB 0%, Inflação acima dos 6,5% e baixo desemprego (estes 3 itens não combina, sendo como a jabuticaba somente existe no Brasil), alem dos mau cheiros que estão vindo das delações premiadas.

            Com relação a “cobertura” da mídia, que eu me lembre desde quando começou a faltar água todos os jornais noticiaram, porem o Cantarela é um problema regional.

            Com relação ao seu ponto de vista que coloca a falta de água por caso da administração do PSDB é “MEIO” equivocado (não moro em SP), que eu saiba não tem como fazer a água cair do céu, cavar poços artesianos é totalmente inviavel para resolver o problema de SP. Uma das obras que o Governo de SP propôs seria interligar um grande lago em RJ com o SP porém o Governo do RJ não concordou. Outra obra seria a do rio Parnaiba (não tenho certeza qual o nome do rio) porem a ANA, em um primeiro momento, não permitiu a obra pois este rio abasteceria o Estado do RJ, sendo depois a obra liberada.

            Eu tenho um ideia formada sobre a real causa da Seca no Sudeste e Enchente no Norte, e falta de obra não é uma das causas. Dá uma pesquisa sobre “rios voadores” (da uma pesquisada neste termo na NET), seria resumidamente as nuvens que vem do norte e trás as chuvas para o Sudeste, porém este ano tivemos um grande bolsão de ar quente bem encima da minha cabeça (Mato Grosso para ser mais exato) o que impediu que as chuvas do norte viesse para o sudeste. No meu ponto de vista este bolsão de ar quente esta ligado mais diretamente ao desmatamento no norte de MT e em toda a região da Floresta Amazônica.

            É interessante também falar que os níveis das Hidrelétricas estão igual a 2000 e a ‘mídia’ não dar a cobertura devida.

            Portanto na minha opinião a falta de água na torneira dos paulistanos é mais resultado de uma falta de politica sobre sustentabilidade do que desleixo por parte do governo estadual (porém ele é responsável por minimizar os efeitos)

            Voltando a questão da mídia, uma cobertura completa da Seca não caberia dentro de um “Jornal Nacional” e sim dentro de um “Globo Repórter” demonstrando efeito, causa e soluções, como já aconteceu com a seca no Nordeste a muuuuuuuuuuuuito tempo atrás.

            • RENATO77

              Nilton, o que eu coloco em questão não são as reais causas da falta d’agua, ou as reais causas da queda dos índices econômicos…o que eu coloco em cheque e que ficou explícito nos últimos anos, é o papel partidário da imprensa…algo acima do desejável…como já colocamos aqui.
              Normalmente a mídia não discute a fundo qualquer tema, seja lá qual for…se apressa em achar um “culpado”…um nome…e gerar polêmica, consequentemente.
              No caso da crise hidrica em SP, o nome de Geraldo Alckmin e do psdb NÃO aparecem nas manchetes, tampouco nos textos das matérias sobre o assunto…ou melhor, a própria crise não foi assunto, na medida da sua gravidade, no período pré eleição…pareceu que a imprensa “descobriu” a gravidade da situação após a reeleição de GA.
              Não observar isso é de uma inocência pueril, que acaba por explicar o porquê da nossa democracia ainda engatinhar.
              Abraço.

              • Nilton

                Renato77, continuo acreditando que a nossa diferença é aonde fica o ponto. Não vi nenhuma reportagem digna de nota, seja na Imprensa geral ou mesmo na imprensa mais vermelha (isto existe) sobre o problema da seca como um todo.

                Como não moro em SP, as notícias que veio nos principais telejornais (no período Pré eleitoral) é que havia problema e o governo e a Sabesp falava que não havia racionamento e sim diminuição de pressão e que não faltaria água devido as outras represas que compõe o sistema Cantareira.

                Porém a falta de água que afeta as nossas hidroelétricas também teve a mesma cobertura que a falta de água de SP.

                Com relação a nossa democracia, acredito que ela já esta dando os primeiros passos. O que falta é mais participação dos cidadãos na vida publica cobrando os seus representantes.

  • Joao CWB

    Caro André, esse texto é um bálsamo para os meus olhos. Até que enfim alguém imparcial, sem ressentimentos e dizendo o que precisa ser dito.

    Patético, nojento e assustador o que ocorreu à sede da editora Abril. Uma pena que nem todos enxergaram dessa maneira.

    Com todo o respeito que tenho ao Juca, bem que ele poderia seguir o seu exemplo e deixar um pouco a mágoa contida em seu peito de lado. Deixar que aquela boa e velha imparcialidade e senso crítico que sempre teve voltem a imperar em seus textos. Confesso que ultimamente não tenho o mesmo gosto de lê-lo como antes.

    Desculpe a franqueza, mas a cada dia o meu desgosto em relação ao patriarca Kfouri é diretamente proporcional à minha admiração por você, seus textos e sua conduta.

    Grande abraço.

  • Anna

    Eleições foram marcadas pela intolerância. Não votei nem Aécio e nem Dilma e estão me crucificando por ter anulado. Fim da picada, não? As pessoas perderam os limites. Em tudo. Repudio o ato de vandalismo à sede da Veja também. Boa terça a todos, Anna.

  • Fabiano Bueno

    Vou resumir minha opinião sobre a raiva do povo.
    o PT levou a eleição ao pior nível, cravando mentiras e expondo notícias que talvez fossem desnecessárias, mas aos olhos dos “pobres” fizeram criar uma raiva e um medo do PSDB e como toda ação há uma reação, os que são contra o PT, compraram a briga e passaram a odiar o PT mais ainda e os Norte/Nordestinos por estarem do lado “errado”.

    Observações:

    1 – Das pessoas que odeiam o PT, a maioria não é fã do Aécio, é simplesmente contra o PT e o “INIMIGO do meu INIMIGO é meu AMIGO”!

    2 – As noticias “desnecessárias” citadas acima, foram claramente necessárias para que vencessem a eleição, não tenho dúvidas de que essas colocações garantiram mais de 3 milhões de votos!

    Para concluir minha análise, quero deixar claro que o PT é odiado por quase metade dos Brasileiros, isso quer dizer que se o Aécio fosse melhor, o PT estaria com dias contados.

    • José Henrique

      Se o PT fosse melhor, Dilma estaria eleita no primeiro turno. E se Aécio não se deixasse envolver por esse ódio citado por vc. teria levado também no primeiro turno. A se lamentar as ofensas aos povos do nordeste, condenados por votar em seu próprio interesse.
      Como não se pode condenar os sulistas que votaram em Aécio, na defesa de seus próprios interesses.
      Democracia é assim. Os eleitores votam na defesa de seus interesses. E aceitar isso é civilizado.

  • Marcelo Santos

    Texto muito bom, André, bem como seus comentários endereçados aos saudosos de um tempo que, esperamos, não volte nunca mais. E aqueles que dizem que, no caso, a presidente não os representa, sinto dizer, mas não é assim que democracias representativas funcionam. A oposição é legítima, mas os representantes eleitos vão tomar decisões no nosso lugar, sim, quer queiramos, quer não.

  • Geraldo

    André, o Aécio, desde o primeiro debate, chamava pelo nome a eleita. E ela? candidato, então Aécio passou também a chamá-la de candidata.
    Ele ligou para a eleita, parabenizando-a e, em seu breve discurso chamou-a para “unir’ o Brasil.
    Ela? Nem lembrou dele em seu discurso. Diálogo? União? DUVIDO. O Sr. Luis dividiu o Brasil, são Nós e Eles, a elite ( que salvou a vida do Luis, da eleita, de muitos nordestinos que aqui aportam, e SÃO ATENDIDOS PELA ELITE, principalmente POLÍTICOS. Não tenho ódio algum deles, apenas PENA, DÓ. Vamos continuar a CARREGAR O BRASIL. Sou COXINHA COM MUITO ORGULHO. Para terminar, cito um blog de Marcia Dessem : Dar o peixe ou ensinar a pescar
    ” Dê um peixe a um homem faminto e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar ele se alimentará pelo resto da vida” Provérbio chinês. Bolsa família, DECIDIU A ELEIÇÃO. Pobre “brasil”.

    • José Henrique

      Pelo seu comentário contra o Bolsa Família, acredito que o Aécio também não te representaria, pois afirmou veementemente que o manteria. A menos que tenha mentido apenas por interesse eleitoral.
      E nessa questão de separatismo, tem muita gente ao nosso lado aqui no sul e sudeste que não pensa dada mesma forma.
      Votos em Dilma no Nordeste: 20,2 milhões
      Votos em Dilma no Sudeste: 19,9 milhões

  • Tarso Holanda

    Discordo apenas do penúltimo parágrafo da análise política André. Acho que estamos sim evoluindo politicamente. Afinal a omissão de uma sociedade não transforma sua república.

  • João

    Olá André,

    Muito bom o texto. É interessante que esse comportamento afeta inclusive a possibilidade de escolher uma terceira via.

    Na minha opinião (e voto) era a vez da Marina Silva, com propostas muito boas unindo boas idéias dos 2 lados, e podendo ser um ponto conciliador na politica (ou na guerra). Mas a coitada foi destroçada nas campanhas….

    Com as pessoas que eu comentava sobre a possibilidade de voto nela, sempre sobra “ah mas..” . Como se já nao soubessem o que vem pela frente, com qualquer um dos 2 candidatos. Votei em Aecio no 2 turno por julgar ser o menos pior, e por querer que o PT volte a fazer o papel de oposição.

    Enfim, parece que o partido politico é a mesma coisa que um time de futebol, nao pode virar-casaca. Tremenda bobagem sem tamanho.

    Abraço,

  • Rodolfo

    Somente sobre o fato de sexta-feira, grande parte do ódio encontrado no debate político foi disseminado por colunistas da própria revista. Não estou defendendo vandalismos, nem o nível rasteiro das campanhas presidenciais. Apenas abomino o tipo de “jornalismo” feito pela revista, que incita comportamento raivoso contra os adversários.

    • RENATO77

      Quem planta vento, colhe tempestade.

  • Jonas Angelo

    André, parabéns pelo texto. É de uma clareza, lucidez e opiniões sinceras e que eu estimo por demais, apesar de ter opção e ponto de vista diferentes. Contudo, mais brilhante do que seu texto, são suas respostas aos comentaristas de plantão, foram excelentes de fato. A propósito, acho que era desse exemplar de ser humano que você se referia no texto, não é?

  • Paulo Pinheiro

    André, parabéns pelo texto. Foi o que eu senti nestas eleições.
    Aliás, elas mexeram com a alma do brasileiro. Sei que muitas relações de amizade e até familiares se desfizeram após essa verdadeira guerra suja.

    A única coisa que acrescentaria ao seu texto é que além do “comportamento raivoso de quem está no poder” está acontecendo também o comportamento prepotente de quem está. Mas concordo: se fosse o inverso a situação seria rigorosamente igual.

  • Parabéns pelas ideias e pelo texto!
    Compartilho das tuas opiniões e inclusive tentava explicar minha/nossa posição com meus amigos, fazendo justamente essa analogia com o futebol.
    Fico feliz que tenhamos pensado o mesmo, juntos, junto ao grande jornalista que és, e também teu pai, que acompanho desde Placar anos 90. Pois meu pai também é fonte de inspiração para meus ideais e originalidades.
    Ganhaste um admirador fiel!
    Iam

  • Fala André… Me entristece tanto saber que há tanta informação a respeito da Ditadura Militar no Brasil e ainda assim muita gente não se interessa em entender o que de fato a libertação daquele período representou.

    Não te dá um pouco de agonia? Desesperança? São esses os sentimentos que eu tenho.

    Se não viu, recomendo que assista a este documentário “Tempo de Resistência”. Foi exibido na Cultura na noite de ontem (Yeah, voltei ao Brasil! 🙂 )
    Aqui vai o link: http://www.youtube.com/watch?v=7o8z0L7t6pw

    Se quiser recomendar aos defensores da ditadura…

    Grande abraço!

  • thiago s silva

    Belo texto André. Um abraço

  • elias

    eu vou dizer o que penso , mas espero que respeitem a minha maneira de ver os fatos como eu respeito o de todos (mesmo que alguns beirem o absurdo), na minha opinião quem votou nulo ou em branco , foi covarde, não teve coragem de assumir uma posição , não foi capaz de escolher se não o melhor , pelo menos o menos pior; agora quando as coisas não forem bem ( e eu espero que isso não aconteça , espero que aconteça sempre o melhor) mas se acontecer, esse que não tiveram coragem de assumir uma posição clara , vai dizer o seguinte :eu não votei em nenhum deles, facil , a responsabilidade não é minha, mas o pais que vai estar na pior é o pais em que vc vive ( pior ainda para um jornalista , formador de opiniões)

    AK: Você me parece ter um conceito desvirtuado do que é o processo democrático. Um abraço.

    • elias

      talves a solução para esse problema ( ou pelo menos para parte dele ) seja o voto livre , vc não é obrigado a votar , o candidato que te convensa a votar , mesmo assim obrigado por vc ter me respondido , vou pensar na sua resposta. um abraço ( processo democratico , é um processo onde todos participam de maneira livre de uma escolha , seria isso?

  • Acho que Vandalismo, depredação, saque queira adjetivar como quiserem é o Estado de São Paulo deixar a disposição da nossa querida Presidenta R$ 285.000.000.000,00 e receber somente de volta R$ 23.000.000.000,00.

    Se isto não é ser roubado o que é então e o restante do dinheiro é para fazer a festa de todos os humildes e famintos do nosso Brasil, pobre São Paulo.

    • Joao CWB

      No Paraná também é assim.

      Coincidentemente ambos os estados governados pelos “inimigos” do PT.

      Abraço

  • Eddie The Head

    Rapaz,falar de política ou qualquer coisa que envolve política em período de eleição é bastante complicado,acirra ânimos,opiniões divergentes afloram…sinceramente,tenho minha ideologia (sou contra a ditadura e a favor de mudanças urgentes,principalmente na carga tributária),mas prefiro mante-me quieto.

    Falando sobre coisa boa…

    Saiu a lista dos 23 indicados a Bola de Ouro. O que me chamou a atenção foi que,dentre esses,seis eram do Real Madrid e seis do Bayern de Munique,enquanto o Barcelona,outrora o time do momento,tem “apenas” quatro indicados.

    Seriam esses,Real e Bayern,na sua opinião,os melhores times do mundo na atualidade?

  • RENATO77

    Cada um que faça suas considerações sobre o país e o que cada candidatura tem de bom e de ruim.
    O que ficou no nível mais baixo do que qualquer cidadão poderia imaginar foi o papel da mídia, omitindo, opinando, sempre no viés opositor ao governo, maquiando, distorcendo…incitando o ódio…me dá vergonha ao ver o quanto nossa mídia está longe de fazer Jornalismo.
    O vencedor não venceu Aécio e o PSDB, venceu a mídia, a verdadeira oposição neste país desde 2002.
    Lei de meios já!
    Abraço.

  • Cleibsom Carlos

    O Brasil está muito estranho! É por isso que eu entendo perfeitamente a violência nos estádios de futebol, ela apenas reflete a irracionalidade de uma sociedade dita “civilizada”…Basta andar no trânsito deste país, seja de qual cidade for, para percebermos que aqui impera o individualismo, a arrogância, a intolerância, etc, etc. As pessoas dizem que “educação” resolveria o problema, mas de qual “educação” eles falam? Certamente não é a acadêmica porque neste país muitos, seja o analfabeto ou o pós-graduado, agem como fascistas. Não sei como o Brasil chegou à este ponto mas espero que o país ainda tenha jeito…Aqui as pessoas parecem pensar que DEMOCRACIA é fazer o que se quer!!!!

    • Cinthya

      Educação é uma coisa. Formação acadêmica é outra bem diferente. Vc pode conhecer durante sua vida pessoas com vários diplomas e sem educação nenhuma e, do outro lado, pessoas que não carregam nenhum diploma (seja por ausência de oportunidade ou de interesse) e que são extremamente educadas. Educação é aquilo que, antigamente, pai e mãe davam às crianças e que a grande maioria delas carregava para o resto da vida, inclusive e, principalmente, o respeito aos mais velhos, às autoridades (no caso de crianças, autoridades eram os professores) e o velho ditado que diz: “o seu direito termina, onde começa o direito do outro”. Infelizmente, nos dias atuais, as crianças que recebem esse tipo de formação em casa, estão cada vez mais raras. Muitos pais terceirizam a educação de seus filhos. E estes crescem e se tornam adultos sem o menor respeito por ninguém.

      • Cleibsom Carlos

        Cinthya, quantas vezes você não ouviu falarem que um dos problemas do Brasil é EDUCAÇÃO? Quando eles dizem isso não estão se referindo à boas maneiras e civilidade e sim à conhecimentos acadêmicos. O termo EDUCAÇÃO engloba tanto o que você falou quanto este conhecimento e o ideal seria que os dois caminhassem juntos mas isso raramente acontece.

  • A verdade é que está complicado escolher representantes neste país. A política, ou melhor, os políticos, não tem credibilidade. Se fizerem uma pesquisa com a pergunta “qual o percentual de políticos honestos no país”, tenho certeza que uma esmagadora maioria não acredita em “político honesto”. A corrupção, infelizmente, tomou conta do país, está enraizada em todos os segmentos, públicos e privados, está no meio do povo, no congresso, no Planalto, nos partidos políticos, na polícia, no judiciário.
    O povo brasileiro é extremamente trabalhador, mas os valores tem que ser melhor trabalhados para futuras gerações. Hoje, o valor que predomina é o da moeda, é o quanto se tem de dinheiro. Os outros valores (honestidade, lealdade, honrar pai e mãe, e outros que deveriam vir antes do dinheiro, vem depois. Acredito que o jeitinho brasileiro é o pai da corrupção, e que nossa “democracia” virou bagunça.
    O problema da corrupção é que ela vem de cima para baixo e de baixo para cima. Quando surge uma notícia de corrupção, e alguém demonstra indignação, surge sempre outro alguém para dizer: “se estivesse lá, você faria a mesma coisa”.
    É triste, mas temos um duro trabalho para melhorar nosso país.

  • Ricardo

    Pra ficar melhor, ontem o Congresso derrubou o decreto pra conselhos populares. Os políticos brasileiros têm medo de compartilhar as decisões, também por se acharem donos do poder (o brinquedo é meu e eu não empresto pra ninguém). Lembrando que somos responsáveis pela formação do Congresso, e esse é o espelho da sociedade brasileira.

    • Nilton

      Ricardo, ontem (29/10) o Arnaldo Jabor fez um comentário sobre como funcionou os conselhos na antiga União Soviética, e você ficaria triste de ver qual foi o real motivo para o governo querer “compartilhar as decisões” já que divisão de poder não faz parte da cartilha de nenhum poder centralizador (seja ele uma ditadura farsista ou socialista/comunista).

      Vale Ressaltar que a Venezuela também tem conselhos populares e mesmo assim a crise continua a aumentar.

      • Ricardo

        Nilton, não ouvi esse comentário. Mas acredito que há formas e formas de se elaborar conselhos populares. E claro, se o governo quiser, conselhos assim poderiam ser mais manipulados que qualquer coisa. Mas acredito também que com lideranças certas e interessados reais em colaborar, poderíamos amadurecer melhor a questão e quem sabe um dia teríamos algum modelo que funcionasse, ou talvez seja só um sonho… Ou talvez, ao invés de conselho popular, acabaríamos criando um Ministério da Verdade, como na Oceania do Grande Irmão.

        • Nilton

          Vou ser meio bruto, os conselhos funcionaria apenas em um mundo prefeito, mas em um mundo prefeito não precisaríamos de conselhos.

          O povo brasileiro (em sua grande maioria) não se interessa muito em participar da vida publica, seja através de mandato, seja cobrando os políticos eleitos. Se tivéssemos “lideranças certas e interessados reais em colaborar” não precisaríamos de conselhos pois teríamos ótimos representantes nas Câmaras de vereadores, nas Assembleias, na Câmara dos Deputados e no Senado.

          Continuo com a minha opinião de que os Conselhos, na forma em que esta no decreto, não tem o porque existir já que em parte ele iria ser uma opção para substituir o legislativo.

          Porem se estes conselhos fossem como os atuais conselhos de Saúde e Educação poderia ser até um meio de aumentar a participação popular. Porem temos outras formas de participação popular como as audiências publicas obrigatórias por Lei, e mesmo assim o povo não participa.

          Segue o link com o comentário da Arnaldo Jabor:
          http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/ideia-obsessiva-do-governo-do-pt-existe-desde-primeira-revolucao-russa-diz-jabor/3730393/

  • Alisson Sbrana

    Particularmente, não me deparei ainda (na minha parca experiência de eleitor) com a situação de votar “em ninguém”. Não sei como seria a sensação.Talvez você possa descrever, se couberem em poucas palavras em negrito.

    Deve ser estranho, para um jornalista de opiniões políticas. Deve ser pelo menos incômodo essa desesperança.

    Pessoalmente, ainda acredito mais num projeto representado pelo PT, do que no PSDB. Não gosto de estado mínimo (preferia que os funcionários públicos fossem melhor formados, carreiras melhores, investimentos maiores para superar o estigma perverso da generalização de “folgados”), prefiro que não diminuam a maioridade penal, prefiro a política de cotas, prefiro os programas de distribuição de renda e prefiro outros tantos etcs, a condicionar nossa economia a mercados, a privatização de empresas e bancos estatais (nem acredito que faria nos principais expoentes nacionais, mas é da pratica política do lado Aécio, independente de resultados, pois até temos bons exs (a Telebras é o melhor, talvez).

    Enfim, é uma coisa de como vejo o mundo, bem íntima, de que num país com tamanha desigualdade, ainda exista tantas injustiças a serem corrigidas que o lado canhoto ainda me parece mais necessário. E os números da fome no país são realmente um grande feito digno de nota.

    Bom, também tenho meu lado xiita, de não gostar do lado apoiado pelas grandes empresas de comunicação. Eu que sou jornalista por formação, mas não executivo de sucesso, milito na área cinematográfica com poucas conquistas.

    Mas gosto quando artistas se posicionam de forma ponderada, como fez Neymar, que manifestou apoio ao psdbista. Foi a primeira vez que não torci pelo menino da vila.

    Acho triste quando um Ronaldo sobe num palanque e inflama aquele discurso raivoso de “tirar a corja” do poder. Ouvi-o numa manifestação que fui obrigado a presenciar, pois esperava minha esposa na saída do metrô. Ouvi coisas piores.

    Mas pondero que ele era praticamente o próximo ministro do esporte e, quem sabe, alguém como ele não iria melhorar a tal área? Não acho. Mas não sei. Enfim, esse tipo de posicionamento é prejudicial para a imagem de ídolo, já que contrapões boa parte de seus fãs. O que não deixa de ser corajosa, pois obviamente ele deve ter pesado isso em algum momento.

    Em políticos é usualmente aceitável, pois, como você mesmo narrou sobre a sujeira da campanha, parece que tal comportamento faz parte da vida política, principalmente dentro de campanha. Quer dizer, quem acompanha essas coisas já espera que os tais o fará (agressões e ofensas, instigação de preconceitos pelas duas partes) no confronto político de uma eleição. O fará, o negará a frente, o repetirá no futuro. Talvez por isso, passe em branco gestos como da Marina, tão avesso a sua história política, e tão estranho a sua atual “pregação” ideológica (apoio por cargo, foi o que me pareceu o acordo). Beija a mão, lava a mão.

    Enfim, que campanha dura, suja, preconceituosa. Conversando com Maria, minha mulher, desaprovávamos as duas campanhas publicitárias, a que torcíamos e a que distorcíamos. Será que o príncipe Nicolau sempre estará certo nessa hora?

    Abraço e obrigado pela coluna. Desculpa o comentário longo.

    AK: Eu que agradeço. Sobre a sensação de não ser capaz de escolher: muito incômoda. Um abraço.

    • Alisson Sbrana

      Que bom. Foi o que imaginei. Me surpreendi pensando em ter que escolher para presidente, Marim de um lado, Del Nero do outro. Obvio que, pelo meu comentário, não era esse o caso na minha opinião. Mas acho que na situação hipotética assustadora (exclamações), seria tão incômodo que, provavelmente acordaria gritando pelo Freedy Krueger.

      Ah, cometi erros de concordância no texto acima. Perdoem-me, AK e comentaristas. Prometo que voltarei a cometê-los.

      • Ricardo

        Alisson, obrigado pelos lúcidos comentários. Elogiável coragem de Neymar em se posicionar politicamente. Mas confesso um certo desapontamento, quando noto que até hoje ele não manifestou nada em relação ao Bom Senso FC, que defende sua categoria e (também) seus interesses, por mais que ele tenha emprego e salário (!) para o ano inteiro. Quanto a Ronaldo, ah Ronaldo…

        • Alisson Sbrana

          Pois é. Faz falta isso. Mas confesso que não sou de cobrar artista sobre posições dadas, ou não dadas. Minha mulher sempre fala que o Pelé deveria se meter mais na luta contra o racismo. Eu gosto da arte e pronto. Sou fã do Jorge L. Borges, dos seus contos, mesmo ouvindo dizer que era um cidadão reacionário ao extremo. Essas coisas eu nem procuro saber. Claro que um artista, no caso jogador, que se posiciona da maneira que queremos, ou da nossa posição, se torna mais admirado. Mas eu, pessoalmente, não me importo muito. O que Neymar fez pelo meu time, nunca sairá de minha memória afetiva.

          No caso do Ronaldo, que sempre fui fã (e continuei fã, mesmo ele defendendo um rival) me senti ofendido enquanto eleitor do adversário dele. Minha mulher é funcionária pública e trabalha no governo do PT porque entrou em concurso público (que não tinha em outras… ops), ela contribui para o governo, sendo boa funcionária, cumprindo seu papel… não é “corja” que se deva “expurgar” do Brasil… Isso não deveria caber a um ídolo que preze pela sua imagem, mesmo que falando para os seus, porém em público.

    • José Henrique

      Poupou Romário?

      • Alisson Sbrana

        Não sei se poupei (se a pergunta foi para mim). O Romário já é mais político, pelo menos passou por um mandato, e buscou voto para isso. Quer dizer, fez o jogo político, buscando uma parcela de eleitores.

        Conheci-o pessoalmente em Brasília… Dirigi um videoclipe que ele fez uma participação. Obviamente ele nem se lembrará de mim.

        Enfim, não concordo com tudo do Romário, e apesar de não o acompanhar no seu apoio ao PSDB, confesso que me surpreendeu muitas de suas atitudes. Não o reprovo, mas também não teria meu voto.

        Ele entrou na campanha pesada? Ou apenas se posicionou, como Chico Buarque e Neymar?

  • Nosdelg

    AK, apesar das divergências de opinião em termos esportivos principalmente no futebol, acredito que a democracia venceu.
    O seu voto, o meu voto não é melhor que os outros pois cada um corre para o lado que agrada melhor e a sua indecisão faz parte deste momento de democracia. E viva a democracia os 24 anos de PSDB governando o estado de São Paulo, veja bem esses 24 anos não é ditadura então cada um tem o que merece.

    • Francisco

      Não há nenhuma cabeça elevada no PT, e mesmo assim os tucanos perderam 4 seguidas. Imagina as cabeças que tem no PSDB, só desmiolados mesmo.

  • Marcelo Novaes Pereira

    Generalizo, sem medo de errar: não há absolutamente nenhuma cabeça elevada no PT.

    AK: Generalizar já é um erro. Além disso, como está claro no texto, a frase não é sobre o PT.

  • Simplesmente ridicula o resultado dessa eleição. O que o ” POVO??? ” brasileiro ??? quer ?
    Tenho 78 anos, sou advogado militante, vivi a ditadura e devo confessar. Estava melhor que agora. Antes morriam bandidos, hoje morre gente honesta. Infelismente nem MILITARES hoje mais existem. Misturam-se com os demais e tornam-se refens. Hoje é bandido que corre em direção a policia. Proibiram as balas de borracha . Sera que os bandidos sabem disso ?Concordo que a campanha foi um lixo. Entretanto essa Dilma, guerrilheira de passado, nunca poderia ter vencido a eleição. Inclusive muito estranho esse horario de verão. Até as 19.30 horas Aecio vencia as eleições, quando vieram aquelas urnas do Norte, Nordeste. Deixa vestigios de ” corrupção ” e cartas marcadas. Hoje os juros já subiram tendo como desculpa o controle da inflação. A Dilma não corcordou com inflação durante a campanha e agora que enganou o povo, usando sua região predileta, ” ganha ????? eleição ? É triste. Tem razão quem afirma que discutir com petista é o mesmo que jogar xadrez com pombo. Ele vai derrubar as peças, evacuar no tabuleiro e ainda estufa o peito e diz que ganhou.
    Pena. Mais quatro anos em que a esquerda vai chegando. Se Deus realmente é brasileiro, resolva ele a questão. É o unico.

    • Rafael Henrique

      Graças a Deus existem 52 milhões que pensam diversamente de você.

    • José Henrique

      Pois é! Cada um tem seu motivo especial para votar ou não. Tem gente que mudou de lado, em razão da seca em São Paulo, para economizar água, teve que decidir, na hora de fazer o número”2″, se usava a ducha higiênica, ou a descarga. Ou seja, qualquer que fosse a opção, algo de sujo ficaria.
      Acho que dá prá resumir todas as posições expostas neste post.

  • Rafael Henrique

    Falemos do Botafogo, André. O que esses jogadores estão fazendo é mais heróico que os do Fluminense em 2009. A situação em termos de campeonato de fato não é tão crítica, mas a forma com quem são tratados pela diretoria, em todos os sentidos, é absurda. Como desejar dispensar o melhor jogador do time, capitão, titular absoluto da seleção brasileira? Dever salários não por erros de gestão, mas em função de decisões deliberadamente equivocadas e ditatoriais. Em um ano que se cogita (e que o destino nos livre dessa possibilidade) o retorno nefasto de Eurico Miranda, surge um discípulo à altura.

    O mais absurdo foi dispensar 4 titulares absolutos em um momento de crise e possibilidade real de rebaixamento e afirmar, peremptoriamente, que “usaria os da base, são do mesmo nível”. Revela não apenas ignorância, mas má-fé. Nem nos rebaixamentos seguidos do Fluminense nos anos 90 se viu tanta zorra e erros bizarros de administração. E nunca um time lutou tanto.

    Os jogadores do Botafogo, liderados pelo “sem caráter” Jefferson, nas palavras não-ditas pelo cômico Diretor de Futebol Gottardo e engolidas em silêncio conspirador pelo ditador-sonegador-presidente, são verdadeiros heróis, independentemente do resultado final do rebaixamento. Jogar sem receber, sendo diariamente achincalhados por uma diretoria claramente inepta e exploradora e ainda assim conseguir resultados decentes é tarefa das mais gloriosas, com o perdão do trocadilho.

    Em um momento em que o clube se apequena nos desmandos de um energúmeno, cresce nos pés de um time que se recusa a desistir, mesmo ante as adversidades. Camisas encharcadas de suor não merecido pela forma com que são tratados e comandados por um técnico que tenta pilotar um avião em queda livre no olho de um furacão. Livro é pouco: uma eventual fuga do rebaixamento merece filme, nos moldes das inúmeras refilmagens das tragédias gregas.

  • Paulo Piheiro

    Mudando de assunto, veja as palavras do Marcos Rocha após a derrota do CAM para o Flamengo:

    “- Nosso time jogou consciente, mas muitos jogadores ficaram aquém. Nos jogos decisivos e importantes, é que tem que se mostrar quem é jogador.”

    Não citei isso pra falar da falta de humildade de quem não reconhece ao menos a ótima atuação do Gabriel.

    Falo isso pra ilustrar porque prefiro campeonatos com finais do que por pontos corridos…

  • AK não deveria ter expressado o voto, pois não somos ainda evoluídos politicamente – perseguição a jornalistas e a revistas por discordarem de opiniões, aparelhamento de estado visando vantagens financeiras pessoais e políticas e incluindo o aparelhamento da justiça, perseguição a juiz do STF, incentivo a enfrentamento de diversas classes, etc e a consequente reação do outro lado, agora mais aparente. Vejam o resultado da divisão política do país na eleição tendo como consequência manifestações preconceituosas de ambos os lados e as reações ao artigo.
    Deveríamos ter governo de coalizão e união visando o bem comum e com mais tolerância. Isso parece não despontar no horizonte por mais 4 anos. Acredito que com Marina ou Aecio teríamos mais tolerância e diálogo. Precisamos conquistar o objetivo a cada passo e no caso a cada eleição, pois não teremos o governo ideal para todos os brasileiros em uma tacada.
    Manifestar e atuar politicamente para acabar com o voto obrigatório, esta deveria ser o tom mais conveniente do artigo.

    AK: Mais conveniente? Você acha que eu devo escrever conforme o que você entende ser “mais conveniente”?

  • Francisco

    Eu vivi na epoca da ditadura e estou vivendo o atual patetico momento. Entre as duas epocas eu prefiro o da ditadura onde havia mais honestidade. Não posso perdoar o fato que o governo deu nosso dinheiro para outros países (todos de esquerda) quando esse dinheiro deveria ser usado para o beneficio do povo brasileiro. Eu usei a palavra “deu” porque as dividas não vão ser pagas.

    AK: É sempre válida a sugestão: ler.

  • Rafael

    AK,
    Adorei o texto e concordo com tudo. Entendo e compartilho o sentimento diante da escolha impossível que foi essa eleição.
    Faço, porém, uma observação.
    É ético para uma revista tentar alterar o resultado de eleições, com reportagens tendenciosas dias antes do pleito?
    Acho salutar que veículos e jornalistas tenham opinião e tentem influenciar seus leitores. A The Economit o faz muito bem. Mas me parece muito diferente da pratica da VEJA. A reportagem não apresentava provas definitivas e a capa dizia: eles sabiam de tudo.
    Claro que isso não justifica vandalismo e violência. Além de criminoso, nesse caso é burro. Em vez de estarmos discutindo o jornalismo que a revista pratica, estamos falando dos boçais que foram lá.
    Obrigado pelo belo texto!
    Abs!

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