CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

DIGA-ME O QUE SENTES

Imagine se os eleitores brasileiros fossem surpreendidos, quando chegassem aos locais de votação no próximo domingo, pela informação de que não escolheriam políticos para ocupar cargos públicos. Em vez de votar, deveriam responder a duas questões: 1) você se interessa por futebol?; 2) você considera a CBF uma vergonha?

Teríamos um mapa da opinião pública brasileira a respeito da entidade que controla o futebol no país, especialmente entre os setores da população que acompanham o esporte. Saberíamos o que o torcedor “comum” pensa a respeito de um campeonato que ignora os compromissos das seleções nacionais, enfraquecendo clubes em jogos importantes, às vezes decisivos.

Com a CBF na chamada pauta nacional, conheceríamos a impressão que a sociedade tem do inoxidável Marco Polo Marin, veríamos se as pessoas em geral estão de acordo que, “mais do que nunca”, a Seleção Brasileira recuperou o prestígio abalado na Copa do Mundo. Como você, que por estar com este diário em mãos provavelmente consome futebol de alguma forma, responderia à questão número dois?

Cada um opina conforme as informações de que dispõe, e, neste campo, os jogadores possuem uma experiência particular por lidar diretamente com a CBF durante o transcorrer de suas carreiras. Seria valioso escutá-los. Ocorre que o STJD, esse coletivo de presunção tão bem comparado (em termos de importância, pelo jornalista Márvio dos Anjos) a uma assembleia condominial, entende que jogadores de futebol não podem criticar a confederação.

Em sessão na tarde de ontem, o Pleno do STJD condenou Émerson Sheik – entre outras infrações – por dizer que a CBF é uma vergonha. O tribunal entendeu que a declaração do ex-jogador do Botafogo teve “claro conteúdo intimidatório e desrespeitoso”. Lamentável exagero. Quem se considera defensor das leis deveria garantir a Sheik o direito de se expressar.

CINCO

Além do atacante Luiz Adriano (ex-Internacional, hoje no Shakhtar Donetsk), apenas um jogador conseguiu marcar cinco gols em uma partida da Liga dos Campeões da UEFA: Lionel Messi. Mas só o brasileiro fez quatro gols no primeiro tempo. Que as coisas tenham a importância devida, mas, se fosse simples, haveria outros nomes na lista. E se vale para aplaudir Messi…

1 x 1

Gol do Palmeiras aos 43 minutos do segundo tempo no Mineirão, e quem quer ver disputa pelo título se convenceu de que o Cruzeiro havia aberto a porta, de novo. Empate, justíssimo, nos acréscimos e a sensação se modificou. Mesmo? No primeiro jogo da tabela considerada “fácil” até o fim do campeonato, o líder deixou de ganhar dois pontos em casa. Alguém se habilita?



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