O GOL, ESSE DETALHE



Você deve ter visto que aconteceu um gol do Goiás no jogo contra o Santos, ontem à noite no Pacaembu.

Se não viu, está aqui.

É um descalabro, um acinte, uma provocação.

A bola entrou MUITO e o árbitro assistente ao lado do gol estava “bem posicionado” para que a trave não obstruísse sua visão.

É inaceitável que um gol deste tamanho não tenha sido validado em um jogo do principal campeonato de futebol do Brasil.

O principal campeonato de futebol do país da Copa do Mundo.

A propósito: você sabe onde estão os equipamentos de tecnologia de linha do gol que foram utilizados nos estádios da Copa?

Estão aqui no Brasil, amontoados em algum lugar, juntando pó.

A FIFA não os levou embora.

A justificativa para não serem usados no futebol brasileiro é o custo (já escrevemos sobre o tema aqui, após um gol do Vasco que foi ignorado em um clássico no Maracanã).

É caro?

Quanto custaram os relógios Parmigiani que a CBF deu de presente para dirigentes internacionais, contrariando as normas da comissão de ética da FIFA (confesso minha permanente dificuldade para juntar essas últimas cinco palavras)?

De acordo com a própria CBF (devemos acreditar?), os mimos totalizaram R$ 1.300.000,00. E foi só um presentinho, uma gentileza. De onde saiu o dinheiro para o brinde tem muito mais. Mas MUITO mais.

De modo que a explicação orçamentária não vai colar.

Vergonha, descaso, absurdo.

E você que a essa altura está dizendo que o gol não fez diferença nenhuma no jogo, pois o placar já estava 2 x 0 para o Santos, pense que o Goiás pode ser rebaixado por saldo de gols.



  • Anna

    É uma vergonha que a tecnologia não seja usada. O pp Vasco foi prejudicado na série B num gol que entrou muuuito. Bom texto!! Boa semana, Anna.

  • Roberto

    André,

    Uma dúvida (realmente não sei a resposta): Pq as contas da CBF não são públicas?

    Se bem que deixa para lá. As do governo são e não fazemos nada com essa informação.

  • José Henrique

    Grande postagem. As decisões de árbitros, do STJD, tem decidido sim campeonatos, classificações e até rebaixamentos.
    Aliado a essa situação, temos “os artistas” jogadores especializados em simular faltas rolando no chão como se agredidos fossem, constrangendo os árbitros a decisões erradas,e cartões injustos.
    No jogo do Corinthians contra o Atlético Paranaense, os jogadores do furacão abusaram desse recurso, e comeram muito além do que os 3 minutos de acréscimo, que ao final viraram 2,50″, na visão do árbitro.
    Não quero com isso justificar a derrota do meu time, que não jogou nada, mas o abuso da cera técnica e encenações passa do ponto descaradamente.
    E, para aumentar o vexame dos 7×1, seria bom que nossos jogadores de “bom senso”, assistissem esse vídeo, e se envergonhassem um pouco do papel que estão representando.:
    https://www.youtube.com/watch?v=2QJM5QQqJkE#t=47

  • Rodrigo – CPQ

    O pior é o argumento que esse tipo de lance aguça as discussões, e isso é a graça do futebol. Ah, na boa, passa amanhã… Bom jogos são lembrados apenas por si, sem precisar dessa muleta. A graça do futebol está no jogo bem jogado, bem organizado. Achar graça em erro de arbitragem é provinciano, é achar graça na malandragem. É vergonhoso.

  • Gustavo Xavier de Almeida

    sou seu fã…simplesmente sensacional!
    você consegue fazer a gente viajar nas palavras, coloca cada um dentro da história com uma simplicidade monstro!

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