CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

MISTÉÉÉÉRIO

A FIFA realizou dois seminários de arbitragem no Brasil neste ano. Um antes da Copa do Mundo e outro em agosto, que também submeteu árbitros brasileiros aos testes físicos com vistas à próxima temporada. Jorge Larrionda e Óscar Ruiz foram os instrutores responsáveis pela atualização de nossos apitadores.

Pessoas informadas sobre o conteúdo do último seminário estranharam a declaração dada ontem por Massimo Busacca. O chefe do departamento de arbitragem da FIFA disse que não houve nenhuma alteração na interpretação dos lances de toque de mão na bola, posição que vai no sentido contrário ao que os instrutores da entidade demonstraram no Brasil.

Não foi por outro motivo que a arbitragem nacional alterou seu critério para esse tipo de lance, o que fez com que o número de pênaltis marcados aumentasse drasticamente em rodadas recentes. Como não há a possibilidade de instrutores da FIFA terem agido à revelia do chefe de arbitragem, sobram duas alternativas: 1) Busacca está mentindo; e 2) a arbitragem brasileira resolveu mudar o padrão por conta própria.

É impossível compreender o que diz Sérgio Corrêa da Silva, chefe da Comissão de Arbitragem da CBF. Na semana passada, ele declarou textualmente que “a FIFA determinou” a nova interpretação, acrescentando que preferia “o sistema antigo”. Ontem, pressionado, Corrêa da Silva enrolou-se ao tentar explicar o caso e terminou por creditar à “polêmica da mídia” os erros de interpretação dos árbitros brasileiros. É assim que ele pretende orientar.

A verdade? Está escondida. Mas no blog do ex-árbitro Leonardo Gaciba há uma pista: “as orientações (da FIFA) foram dadas em quatro paredes e, repetindo um erro secular, não foram informadas ao público, atletas e analistas. O discurso de que o conhecimento é para todos e estaria disponível a quem interessasse não saiu do papel e, na prática, a cultura das alterações secretas continua valendo”.

SUPER HOMEM

Com ou sem alteração, a regra é desumana. Não apenas pede que o árbitro identifique a intenção do jogador envolvido, como também que julgue se ele “utilizou tal movimento como um disfarce de suas intenções, camuflando a ação deliberada como se fosse acidental”. Ou seja, o árbitro tem de ser um leitor instantâneo de cérebros. Como pode dar certo?

PIADISTA

O comando da CBF está ávido para marcar amistosos contra a Alemanha. Marco Polo Marin pretende “espantar o que aconteceu na Copa”. Sério? Com amistosos? Memorando para Marin: só há uma forma de “espantar o que aconteceu na Copa”; quando, e se, na semifinal de um Mundial disputado na Alemanha, o Brasil vencer os anfitriões por no mínimo 7 x 1.



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