COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

SABER E FAZER

1 – Perderemos a conta se tentarmos lembrar quantas vezes o futebol nos manteve humildes ao rir do que achamos que sabemos. Este jogo, diferentemente de tantas áreas de atuação em que o acúmulo de experiência conduz à sabedoria, não dá diploma a ninguém com base apenas no número de horas dedicadas.

2 – A verdade vale também para treinadores, aqueles que em tese deveriam saber mais do que todos. Fosse assim, os melhores poderiam até ser superados, mas jamais seriam surpreendidos. O que vemos a cada rodada é a reafirmação de que o futebol é o grande professor. Nós somos todos alunos.

3 – No clássico em Itaquera, a defesa do Corinthians ofereceu dois gols ao São Paulo em jogadas iniciadas com bola parada, situação treinada exaustivamente porque pode ser mapeada em todos os aspectos. Não há possibilidade de defensores se verem em inferioridade numérica, a linha está posicionada, o brilho individual não desequilibra. Mas a repetição não traz segurança, e até times que se orgulham de seu desempenho defensivo dobram as pernas.

4 – O São Paulo marcou no começo e no final do primeiro tempo. Entre um gol e outro, não foi capaz de controlar o jogo da maneira que poderia e deveria. Equipes que têm a capacidade de dominar a posse devem ser ainda mais perigosas quando estão em vantagem, justamente pelo dom de impedir que o oponente jogue. O clássico mostrou o oposto. Perdendo ou empatando, foi o Corinthians, bem menos elaborado, quem jogou.

5 – A dinâmica se manteve na volta dos vestiários, quando, novamente no controle do placar, o São Paulo se reencontrou com a chance de controlar os movimentos. O problema é que o Corinthians se recusou a permitir que houvesse outro protagonista em campo, postura que merece aplauso pela coragem e pela superação de defeitos coletivos que eram evidentes até este domingo.

6 – Não deveria haver debate sobre os dois pênaltis anotados pela arbitragem. Luiz Flavio de Oliveira acertou também ao mostrar o cartão vermelho para Álvaro Pereira, pela condição clara de gol de Guererro ao ser derrubado na área. O 2 x 2 veio acompanhado de uma questão: se já dava as cartas com igualdade numérica, o que o Corinthians faria com um jogador a mais?

7 – Danilo, como sempre, tinha a resposta. Em rara aparição como titular, ele foi decisivo em um jogo de grandes proporções, algo habitual em sua condecorada carreira. A jóia da jogada do terceiro gol foi a assistência no espaço curto, que rasgou a defesa e criou o momento. Jogadores sábios são intermináveis.

8 – O São Paulo perde pela segunda rodada seguida e se olha no espelho: o que houve com o time dominante que derrotou o Cruzeiro há um domingo?

9 – Melhor atuação do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Não se deprimiu com o gol precoce, não se satisfez com o empate, não alterou seu caráter durante o jogo. É notável que tenha surgido um time que se impõe contra um adversário do nível do São Paulo, quando se pensa no que o Corinthians não vinha conseguindo fazer contra equipes inferiores.

VAI?

É natural o Cruzeiro (sete pontos ganhos nas últimas cinco rodadas) atravessar um momento de oscilação. Não é possível disputar um campeonato como o Brasileirão sem quedas de desempenho. O título só estará em questão se outros times fizerem o vacilo do líder coincidir com as próprias arrancadas. A hora é agora e não vem sendo aproveitada.

6 x 0

Antes da rodada do fim de semana, o Goiás não chegava a um gol marcado por jogo em média. Só o Criciúma tinha uma produção pior. A goleada deste domingo diz o suficiente a respeito do Palmeiras, um time desesperado. Talvez a única solução para evitar o rebaixamento no ano do centenário seja entrar em campo para garantir o zero a zero, em casa ou fora, contra qualquer adversário. E ver o que acontece, o que é diferente de fazer acontecer. Porque quando este Palmeiras tenta fazer algo acontecer, acaba por se arrepender.



  • José Henrique

    Ambas as jogadas de gol do SPFC, originaram-se de faltas inexistentes, visivelmente encenadas.
    Parecia até um roteiro treinado. “Cave falta por alí, fulano entra…etc”.
    No entanto a polêmica ficou no lance de mão, que, como bem disse um comentarista, se fosse o Guerrero escapando com aquela bola em direção a gol levando a mão, gol confirmado por lance acidental, hoje assistiríamos a uma hecatombe.
    Ouvimos até um comentarista, dizendo que “era recomendação da Fifa”, porém os seus colegas jornalistas não deveriam apoiar a Fifa nessa parada, e considerar o gol ilegal.
    Quase caí de costas depois dessa. Por esses os árbitros deveriam desobedecer a Fifa. (é claro que deveriam fazer isso, sempre que o time deles não fosse o envolvido)
    Mas, enfim, nós temos mania de perseguição mesmo.
    Veremos. Jogadores do Flamengo brigaram entre si no estádio do Corinthians, STJD aplicou multa de 10 mil reais. Vamos esperar qual será a pena para a briga de corinthianos ontem, e qual será a do Cruzeiro por fogos arremessados entre torcedores rivais, risco de um novo Oruro.
    Quanto ao Palmeiras.
    O clube toma uma goleada dessas, os torcedores naturalmente irritados, e o que diz um comentarista, (comentarista?) na TV?
    “O torcedor Palmeirense, não merece isso”
    Quer dizer, se isso não for estimular torcedores imbecis à mais violência não sabemos o que é.
    A imprensa esportiva precisa colaborar com o futebol, e parar de jogar gasolina, com tiradas como essa e humilhações. É muito tênue a linha entre a “brincadeira”, e a “humilhação”.
    Pessoas que detém poder de comunicação por concessão pública, (nossa portanto) precisam entender que devem usar esse poder com sabedoria, e menos sensacionalismo e atitudes meramente reativas em busca de feed back, ou pontos de audiência, através de provocações.
    Já temos muita violência, e a tolerância hoje praticamente não existe.

  • Roberto

    André, como sempre, ótimo post.

    Sou São Paulino, então vc imagina o quanto eu gosto do Zidanilo. Qdo tomamos o terceiro, fiquei bravo, claro, mas não deu para evitar de abrir um sorriso. Acho que esse cara foi um dos meias mais injustiçados do futebol (reconhecimento vs mérito).

    Qto aos pênaltis, discutir é inútil. Já foi e regra é regra. Só me pergunto se a ausência de uma interpretação dos árbitros no caso da mão na bola é melhor ou pior para o jogo. A verdade é que hj em dia chutar a bola na mão do adversário dentro da área se tornou uma estratégia válida.

    Meu pai é Palmeirense. Vc sabe que nem triste ele está? Acho q já acostumou (o que diz muito sobre a gestão do Palmeiras na última década). Hoje em dia ele torce para ter um clássico. Pq aí o time entra sem obrigações e se ganhar ele tem um dia para zoar os amigos. Ou seja, virou um torcedor da Portuguesa. Triste.

    • JLuiz

      Parabéns! Comentários muito sensatos.

  • Juliano

    Minha visão particular sobre penaltis ‘bola-na-mão’:
    – Contra o Flamengo o Corinthians foi prejudicado na marcação do penalti bola-na-mão, à queima-roupa e sem tempo de reação do defensor. Cássio consertou tudo.
    – Contra o São Paulo, outra bola-na-mão, a favor, penalti marcado e convertido.
    – A favor do Figueirense contra o Santos, bola-na-mão, à queima-roupa também.
    Nos três penaltis igualmente marcados, vemos, ao menos, um padrão. A grande diferença entre eles: a direção da bola. O chute do Flamengo ia em direção ao gol, o rebote contra o São Paulo ia em direção totalmente OPOSTA ao gol, o do Figueirense era um cruzamento. Eu não marcaria NENHUM deles. AK?

    Ainda: Luiz Flavio de Oliveira demorou, pelo menos, uns 3 séculos para apitar o primeiro penalti. Notaram? Por que tamanha demora? Fora avisado? Alguém? O intervalo de tempo entre a bola-na-mão e o momento do apito é angustiante, mesmo em replay.

    Mesmo na Copa do Mundo a marcação de penaltis foi um problema. Os apitadores precisam de ajuda. E pra ontem.

    Alvaro Pereira: insano ao dar uma tesoura com pé na altura da cintura do Guerrero. Atuação correta do apitador.

    Fabio Santos: agressão deliberada no MEIO DE CAMPO. Novamente o apitador foi correto. Por que um jogador faz o que fez, contra um colega de trabalho? Isso deve acabar.

    Danilo: que passe mais sensacional. Belo jogador, queria ele no meu time.

    SPFC: tivesse somado 6 pontos nas duas últimas rodadas, estaria no topo da classificação. Oportunidade perdida. Cruzeiro, além de competente, conta com a colaboração dos seus adversários.

    Palmeiras: é, o Gareca não era o problema mesmo… treinador talvez seja o menor dos problemas.

    AK: que falta nos faz as notinhas pós-rodada. Ansioso pela sua volta no BR-15.

    Abraços!

    AK: O árbitro foi avisado pelo assistente que fica atrás do gol, na marcação do primeiro pênalti. Um abraço.

    • Juliano

      Obrigado AK. É que estes assistentes, até o momento, tinham papel apenas decorativo, na prática. Legal que tenha trabalhado. E reforçando: mesmo que eu discorde da marcação destes penaltis bola-na-mão, principalmente quando fica evidente que a direção da bola não era a meta, ao menos estamos vendo um padrão, e assim sendo todos já estão avisados, saindo do campo “interpretativo” de árbitro para árbitro.

      Abraço!

  • Você tem toda razão André, o São Paulo que jogou contra o Cruzeiro parecia outro. Mas o Corinthians também era outro quando jogou com a Chapecoense, perdendo dois pontos em casa. Resta saber qual será o Corinthians no próximo jogo ou até o final do campeonato. Opções:
    1) O que jogou mal contra a Chapecoense?
    2) O que jogou bem demais contra o São Paulo?
    3) Ou vai continuar oscilando e matando o torcedor de angústia, sem saber se brigamos pelo título, pelo G4, ou se nosso time está satisfeito dessa forma?

  • Emerson Cruz

    Após o jogo do último domingo ficou claro que:
    * Danilo merecia mais minutos em campo, em 2014.
    * O futebol que Paolo Guerrero está jogando é algo monstruoso
    * Foi a primeira vez que o estádio de Itaquera ferveu tanto quanto os melhores momentos de Pacaembu.
    * O futuro deste garoto Malcom de 17 anos (!) promete ser primoroso. Que o Corinthians saiba utilizá-lo de maneira correta e que não volte a repetir os erros cometidos com Éverton Ribeiro, Marquinhos, Dodô e tantos outros revelados e mal aproveitados no clube.

  • Gustavo

    Interessante análise do clássico, André.

  • Fala AK, faz tempo que não comento…

    É que eu tenho dois pensamentos sobre os dois pênaltis marcados, que não cheguei a comentar com ninguém, mas estaria disposto a ouvir um comentário seu e do pessoal que sempre vem aqui (que estimo muito, diga-se de passagem).

    – Primeiro pênalti: acho que ninguém discutiu tanto a marcação do pênalti porque, se não me engano, houve uma orientação (não sei se da FIFA, ou da CBF) há alguns meses atrás para marcar esse tipo de infração (bola na mão, claríssimo) dentro da área. Mas eu me pergunto: se já utilizássemos o tal recurso do Blatter, e fosse acionado pelo Muricy, e o juizão visse a cara do Antonio Carlos olhando para o outro lado antes da bola bater na mão dele, ele voltaria a marcação? Eu duvido.

    – Segundo pênalti: não vou argumentar a força com que o Alvaro Pereira entrou no lance, mas pela câmera da Globo de trás do gol, vê-se claramente que ele não dá uma “tesoura” no Guerrero, e sim “passa a perna na frente dele”, toca a bola, a bola bate no atacante corintiano e corre para a frente, e os dois se enroscam (pela própria forma como houve a “passagem de perna”). Aí eu pergunto: a única maneira de o lateral são-paulino tentar tirar a bola do adversário sem falta era essa; pelo visto, de qualquer forma que ele tentasse, o juizão daria pênalti; então, não seria o caso de criar a seguinte regra: o jogador que receber em posição legal nos limites da grande área e conseguir chegar próximo à bola à frente do marcador, deve ter a liberdade de chutar a gol ou driblar o goleiro, sem ser incomodado? Porque aí os defensores nem tentariam tirar a bola, não haveria confusão, ninguém machucaria ninguém (supondo que uma “entrada por trás” machuque o jogador atingido), e a gente não ficaria aqui discutindo se foi pênalti ou não. Mais simples.
    (calmae: apesar da piadinha de “criação de regra”, a questão aqui é discutir a possibilidade do defensor tirar a bola do atacante sem fazer mágica e sem o juiz marcar pênalti e expulsá-lo; porque, para mim, mesmo que o Alvaro Pereira tivesse somente ESPIRRADO do lado do Guerrero, ou fizesse o movimento que ele realizou e a bola fosse para cima e em direção à linha lateral, o juizão teria dado a infração – não levando em consideração os fatores “campo”, “pressão da torcida” e “histórico do defensor”)

    – – –

    Além disso…

    … impressão minha, ou o Danilo sempre se destacou nos duelos SPFC x SCCP, independentemente do lado em que estava? #quepassehein

    … o problema do SPFC realmente é a falta do quarteto. O PVC e o Calçade explicaram isso lindamente no Linha de Passe de ontem.

    Abraços!

    • Fabio

      Alejjandro,

      Permita-me discordar no caso do segundo pênalti. Se entre o defensor e a bola existe um atacante, ele não pode ser ignorado. Neste caso específico, acho que o AP tinha a opção de se jogar na trajetória do chute e não tocar a bola e derrubar o Guerrero junto.

      Se fosse assim, poderia argumentar que atingiu só a bola e um eventual contato posterior seria consequência. Claro assim teria o risco de ser driblado ou o juiz ainda poderia marcar o pênalti de qualquer jeito, mas acho que seria um argumento mais defensável, do que o “encostou na bola antes”.

      A outra alternativa era ser mais veloz, chegar na bola “ombro a ombro”, e ter mais opções, mas ai já é pedir demais…….

      • Então não discordamos (a não ser que você esteja se referindo à criação da regra…)!

        É exatamente isso: a não ser que o defensor chegue primeiro na bola e faça o desarme, sem contato, o juiz SEMPRE vai marcar a penalidade, e dar algum cartão, preferencialmente o vermelho. Não há escapatória.

        E chegar à conclusão de que não foi uma tesoura, e sim uma tentativa de desarme, confesso que só os torcedores do time “prejudicado” conseguem notar. Mas seria interessante uma análise de movimentos, já que a “intenção”, apesar de constar na regra, é uma análise puramente superficial que leva em consideração vários fatores psicológicos, emocionais e físicos de quem analisa.

        Abraço, e obrigado pelo comentário!

        • Rodrigo – CPQ

          Alejjando, não me lembro de ter discordado antes de você por aqui. Mas nesse caso, acho meio complicado. O Álvaro Pereira foi meio que alucinado, era impossível não marcar nada. Ele foi meio kamikaze na bola, entrou com tudo e assumiu o risco (dar uma entrada dessa na área, amigo, tem que ser muito, mas muito consciente). Sinceramente, é o típico lance que rende um cartão vermelho no primeiro minuto de jogo, em lance do meio de campo.

          Há jogadas em que ou o defensor acompanha e tenta atrapalhar ao máximo o atacante sem dar o bote ou ele comete pênalti, como (a meu ver) foi o caso. Inté!!

    • Aqui, o Salvio tenta explicar a nova recomendação da FIFA sobre a interação entre a bola e a mão.

  • Alan Bezerra

    A presença do Luís Fabiano altera demais a dinâmica do jogo do São Paulo. O time estava acostumado a jogar com o quarteto. Sem um elemento dele (e substituído por outro tão diferente) não vai jogar o que estava jogando

  • RENATO77

    Embora reconheça que os arbitros estão marcando penaltis em jogadas claras de “bola na mão”, não consigo concordar com essa orientação. O cúmulo dessa nova orientação, se é que foi dada mesmo, foi o lance a favor do Flamengo, quando o lateral Fagner está com o braço colado ao corpo, junto a barriga…ou seja, se não houvesse o braço, a bola bateria na barriga.

    Quando a bola bater no braço e o jogador estiver protegendo “as partes baixas”, será marcado penalti?

    O segundo penalti, o defensor até toca na bola de raspão, mas ele chega com tanta força que uma de suas pernas atinge a barriga e a outra chega no numero nove, nas costas do Guerrero.
    Jogada para amarelo em qualquer parte do gramado, ataque ou defesa.

    “O que vemos a cada rodada é a reafirmação de que o futebol é o grande professor. Nós somos todos alunos.”
    Pura verdade. Até o inicio do segundo tempo a impressão que se tinha é que o SPFC ganharia o jogo no momento que quisesse e duvido que houvesse sampaulino insatisfeito com a arbitragem, mesmo com um penalti mal marcado contra.
    Mas veio o segundo tempo e…foi o que todos viram, só um time jogando.

    Embora não discuta as qualidades óbvias do Muricy, continuo o achando supervalorizado. Colocou o time em campo com uma postura clássica de jogar no “erro” do adversário…quase deu certo…mas convenhamos é muito pouco para um treinador que tem a valorização que ele tem e com o elenco que tem pra trabalhar. Fosse o MM que tivesse essa postura, estaria sepultado pelos teclados e microfones da imprensa. Como foi Muricy, a imensa maioria se esquece de comentar como foram os 90 minutos e se limitam em falar da arbitragem.
    Sorte dele e do SPFC, que mantém a auto estima em bom nível mesmo depois de uma derrota que deveria provocar reflexões…

    Mais uma ótima análise do jogo, AK, só não concordei com o primeiro penalti.
    Abraço.

    AK: Sobre o primeiro pênalti: imagine que, em vez de bater no braço de Antonio Carlos, a bola bate no braço de Guerrero e entra no gol. Você acredita que o gol seria validado? Um abraço.

    • Paulo Pinheiro

      Eu vejo como um bom critério a questão da “naturalidade” do movimento do atleta. O zagueiro naturalmente hoje tenta bloquear chutes colocando os braços pra trás (lembra do famoso “pênalti do Castrilli”?). Acho que foi por isso que o árbitro marcou o pênalti do Fágner para o Flamengo. Ele manteve o braço a frente.
      Assim como também o pênalti contra o Vitória não foi um movimento natural esticar o braço para trás daquela forma que o Juan fez.
      Já no lance contra o Coritiba no Maracanã eu vi um movimento natural do braço esticado porque ele estava em movimento em direção à linha de fundo e eu não marcaria o pênalti (acho o lance polêmico, não conclusivo, mas não marcaria).

    • RENATO77

      Esse argumento realmente é f…ouvi isso em algumas analises após o jogo…acho que seria anulado…mas entendo que não deveria ser…rsrsrsrs…principalmente sendo do Guerrero….mas falando sério, a regra fala em intenção, não é mesmo? esse tipo de penalti é muito controverso…eu, no lugar dos sampaulinos ficaria bravo.
      Abraço.

      AK: A orientação atual alterou a questão da intenção. Um abraço.

      • Juliano

        Compartilho da posição do Renato com relação à marcação destes penaltis. AK, se me permite, não acho que a comparação “a bola bate no braço de Guerrero e entra no gol” seja ideal. Explico:

        Quando a bola bateu no braço do Antonio Carlos, ela ia em direção oposta ao gol e, ao bater acidentalmente em seu braço, não impediu que qualquer atacante pudesse chegar na bola. O que quero dizer é que ele não tirou vantagem, ou, ao menos, o seu toque não prejudicou clara e deliberadamente o time atacante.

        Supondo que a bola bata no braço de um atacante (Guerrero, no exemplo) e entre no gol, mesmo que acidentalmente, o lance traria vantagens ao time atacante alterando o placar da partida. É um exemplo extremo, não concordo.

        Tamanha a discussão e diversidade de opiniões servem, nestes casos, para isentar o quarteto de arbitragem de uma decisão tomada no calor de uma partida, prevista em na regra mas com margem de interpretação. Como eu disse, se o padrão é esse, quem entrar em campo que já entre sabendo como funciona, acho bom padronizar.

        Abraços!

        AK: Você está adicionando subjetividade à regra, que vai no sentido oposto. Mas sigamos com a mesma suposicão: imagine então que a bola bate no braço do Guerrero e vai para o lado, oferecendo-se para quem chegar primeiro. O árbitro deixaria o lance seguir ou marcaria falta? Um abraço.

        • Rodrigo J.

          Se bate no Guerrero e entra deveria ser dado gol, assim como foi feito qd no jogo passado o zagueiro do Corinthians deu um bicão na bola que bateu no braço do Luis Fabiano entrou e foi dado o gol.

          Sem intenção não há mão na bola, há bola na mão.

          • Pedro

            Você está certíssimo Rodrigo J.

            Não existe nenhuma recomendação, a regra continua a mesma.
            Palavras do chefe do comitê de arbitragem da FIFA: “O árbitro precisa avaliar quando um jogador faz o gesto (de mão na bola) para ampliar o corpo no movimento.”

            • Rodrigo J.

              É claro…pq essa mesma pergunta pode ser feita de outra forma inclusive.

              O goleiro vai repor a bola, o atacante está de costas para o goleiro, que erra o chute, a bola rebate no braço do atacante e entra no gol.

              É falta?

              O que vale é a intenção, no dia que não for assim pode mandar amputar o braço.

              AK: Gaciba, Arnaldo e Sálvio disseram que marcariam o pênalti. Deve haver algum motivo para isso. Talvez o Lula tenha mandado…

              • rodrigo j.

                Gaciba: – Para mim, houve a penalidade. Eu costumo fazer um exercício quando ocorre esse tipo de jogada. Se o Antônio Carlos fosse um atacante e a bola entrasse no gol, você validaria o gol ou anularia por ter sido com a mão? Todos nós marcaríamos o toque do atacante e anularíamos o gol. Consequentemente, para mim, a interpretação desta jogada é pênalti – explicou o comentarista.

                Gaciba publicou na semana passada em seu blog um longo texto sobre a regra da bola na mão. Ele explica que a regra não mudou, mas a recomendação da Comissão da Arbitragem da CBF agora é diferente.

                Novamente…repito a pergunta de outra forma: O goleiro vai repor a bola, o atacante está de costas para o goleiro, que erra o chute, a bola rebate no braço do atacante e entra no gol.

                É falta? Anula o gol?

                E ainda está se baseando na “recomendação antiga”.

                Arnaldo: Quando volta do goleiro, ele faz aquele movimento para querer tirar o braço, mas toca com o braço mesmo, faz o movimento.

                Cadê a intenção? Quis tentar tirar e não conseguiu. E olha que foi no susto, rebatida muito próxima do goleiro.

                Sálvio: http://espn.uol.com.br/video/442274_bola-na-mao-e-penalti-o-que-vale-e-a-intencao-salvio-explica-nova-orientacao-da-fifa

                Sálvio diz que é pênalti baseado na “recomendação da FIFA”.

                Então…se os 3 estão errados, talvez eu deva concordar com você, deve ter sido o Lula pra comemorar Itaquerão dado por ele também.

                http://www.espbr.com/noticias/lula-vai-ajudar-corinthians-construir-novo-estadio-diz-jornal

                AK: Aí está. Vejam o nível.

        • Juliano

          Minha linha de pensamento/argumentação se baseia no resultado da bola-na-mão, que poderia culminar em vantagem (no caso de gol) ou desvantagem (o toque impossibilitou o atacante de fazer o gol), mesmo que involuntário. Sim, é subjetivo, concordo.

          Argumento: toque com desfecho vantajoso para qualquer dos times (atacante ou defensor), sopra-se o apito. Toque em que a bola não ia em direção ao gol (ou à alguém com condições de convertê-lo), segue o jogo.

          Concordo com a subjetividade no meu argumento, complicaria ainda mais a anotação do lance.

          De todo modo, como observamos nas últimas rodadas um padrão a respeito destes lances, que seja seguido até o fim do campeonato e adiante.

          Abraço!

          • Pedro

            ¨Chefe de arbitragem da Fifa discorda do conceito do conceito de “mão na bola” da CBF”
            “Bussaca negou que haja qualquer recomendação nesse sentido”

  • José Henrique

    André. Finalmente o que venho dizendo sobre a lei que está acabando com os clubes e enriquecendo investidores, com enorme prazer leio essa matéria no site da ESPN, que para minha satisfação, traz no seu final: “Prática importada da América do Sul”.

    “fonte: http://espn.uol.com.br/noticia/442032_uefa-quer-vetar-jogador-de-empresario-na-champions

    Uefa quer vetar jogador de empresário na Champions
    A Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) quer proibir que empresários tenham participação nos direitos dos jogadores, segundo reportagem do jornal The Guardian.

    Os clubes que descumprirem essa nova regulação seriam proibidos de contratar e poderiam ter os atletas controlados por terceiros retirados de competições como aChampions League a Liga Europa. Para inscreverem atletas em competições internacionais, portanto, os times deverão provar que são donos de 100% dos jogadores.

    Segundo o jornal inglês, a principal preocupação da Uefa é o português Jorge Mendes, ‘dono’ de atletas como Cristiano Ronaldo, Ángel Di María e Falcao García. O empresário teria intenção de controlar um número ainda maior de atletas de ponta, o que fez a entidade europeia se mexer para proibir a ‘terceirização’ dos jogadores a partir da temporada 2015/16.

    Assim que as novas regras forem introduzidas, haverá um tempo de transição para que os clubes se adaptem às novas regulamentações, como foi feito após a instalação do fair play financeiro.

    Os países que mais preocupam a Uefa são Portugal, Espanha e várias nações do Leste Europeu. De acordo com oGuardian, a prática da ‘terceirização’ de atletas foi ‘importada da América do Sul na última década, e agora infesta a Europa, já que um enorme número de terceiros agora são donos de jogadores’.

    Ainda de acordo com a reportagem, a entidade europeia estaria irritada com a Fifa, que nunca tomou nenhum tipo de atitude contra a força dos empresários, apesar das promessas. Em 2007, Joseph Blatter, presidente da entidade máxima do futebol, disse que iria tomar atitudes contra a ‘terceirização’, pouco depois da empresa MSI levar os argentinos Carlitos Tevez e Javier Mascherano do Corinthians para o West Ham, da Inglaterra.

    ‘A terceirização ameaça a integridade das competições esportivas, a estabilidade dos contratos e a relação de confiança que deve existir entre os jogadores e os clubes que os empregam. Cria conflitos de interesses, e os jogadores perdem o controle do desenvolvimento de suas próprias carreiras. Também coloca os times em um ciclo vicioso de endividamento e contribui para sujar a imagem do futebol’, disse ao jornal o secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino.”

    Gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto.
    Abraços.

  • Ricardo

    André, mesmo com seu exemplo para imaginarmos que se a bola tivesse batido no braço de Guerrero e entrado no gol, provavelmente o gol não seria validado, tenho achado confusa essa nova história nos pênaltis.

    Por motivos óbvios, não sou capaz de expressar e descrever essa confusão melhor que o Mestre Tostão o fez em sua coluna, segue o trecho…

    “… Se, pela nova regra, foi correta a marcação do árbitro a favor do Corinthians, a regra é burra.

    Os Zé Regrinhas querem acabar com a subjetividade, a interpretação e o bom senso. É impossível criar regras para tantas situações diferentes. A interpretação é necessária e importante, no futebol e na vida. Os árbitros erram muito, porque interpretam mal e, na média, não conhecem nada de futebol, como o do jogo entre Goiás e Palmeiras, que interpretou como atraso de bola para o goleiro o erro grosseiro de Lúcio, que rebateu a bola para trás.

    Viver sem regras é o caos. Já o exagero de regras confunde e mediocriza. É uma tentativa inútil de atenuar a burrice e a ganância humana.”

    Sensacional.

    AK: Mais burra do que a regra é a decisão de deixar nas mãos de uma pessoa, ou duas, a obrigação de decidir sem poder analisar o lance. Ainda assim, se o recurso de vídeo estivesse em uso, a decisão seria por marcar o pênalti porque a nova orientação para lances desse tipo determina isso. Um abraço.

  • Se nao me engano, voce ja fez um post sobre o livro do Pirlo… nao?

    Em todo caso, mais um aspecto que faz deste jogador um fenomeno…

    http://trivela.uol.com.br/pirlo-deu-uma-aula-ao-falar-de-balotelli-o-antidoto-contra-o-veneno-dos-racistas/

    Me parece que ha uma geracao de atletas serios, inteligentes e conhecedores do que e necessario para transformar o futebol ou, ainda, usa-lo como uma arma de transformacao da nossa sociedade… Pirlo, Xavi, Juninho Pernambucano, Paulo Andre…

    Sabe dizer se Platini inspirava a mesma esperanca quando estava prestes a se aposentar?

    Abs!

    AK: Platini sempre foi inteligente. A questão, como sempre, é com que sentido ele a utiliza. Um abraço.

  • Sidney

    Boa tarde André,

    Ainda sobre o pênalti, saiu uma matéria interessante na globo.com, se verdade claro:

    http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/bastidores-fc/post/chefe-da-arbitragem-da-fifa-contraria-cbf.html

    Segundo a matéria, o chefe de arbitragem da Fifa disse que nada mudou em relação a interpretação da regra e que “Existe o movimento natural de pular, ou correr, que você não pode fazer com as mãos coladas no corpo. Se a bola bate na mão em casos assim, é claro que não é falta. Da mesma forma, quando um jogador desliza para tentar cortar um cruzamento, não é natural que ele levante a mão. Aí sim é falta. Os árbitros têm que entender quando o jogador faz um gesto para ampliar a área do corpo”…

    Ou seja, se existe uma nova orientação, é coisa da cbf…

    Abs.

  • Rodrigo J.

    E agora? Cadê a orientação? Continua fora de debate o absurdo do primeiro penalti?

    Eu to aqui me perguntando quem foi que mandou Arnaldo, Gaciba, Sálvio, etc…inventarem essa tal da recomendação que o presidente da comissão de arbitragem da FIFA acabou de desmentir.

    Curioso isso…

    AK: “…inventarem essa tal da recomendação…”. Vejam o nível.

    • Rodrigo J.

      Ué, o próprio presidente da comissão de arbitragem disse que não existe o que eles estão falando.

      Então existe ou não existe?

      Sálvio foi extremamente claro: A recomendação passou a existir com a chegar do Masimo Busacca, apesar da grande discussão que existiu.

      Aí o próprio diz que a recomendação nunca existiu e que os árbitros brasileiros estão fazendo tudo errado, enquanto o Sálvio disse que os árbitros estava seguindo a risca a recomendação.

      Meu nível de compreensão deve ser muito baixo mesmo…

      AK: É o que seu histórico de comentários indica (lembra do caso da “cassação da cidadania brasileira” do Diego Costa?). A “nova recomendação” veio da CBF, é ela quem deve explicações.

      • Rodrigo J.

        Não entendo.

        Primeiro, a recomendação, segundo Sálvio e demais veio da FIFA (http://espn.uol.com.br/video/442274_bola-na-mao-e-penalti-o-que-vale-e-a-intencao-salvio-explica-nova-orientacao-da-fifa), com a mudança da presidência da comissão de arbitragem. Até aonde eu sei a CBF não pode criar recomendação ou regra que vá de encontro com regras ou recomendações da FIFA. CBF não regulamenta futebol, mas sim seus campeonatos.

        Você era completamente a favor do cumprimento integral sem qualquer questionamento de uma mera recomendação que aparentemente nem existe mais.

        Mas quando se trata de uma lei federal, não, é ridículo exigir o cumprimento e devemos debatê-la.

        É muita inconsistência, meu nível de compreensão não me permite seguir sua linha de raciocínio.

        AK: Exato. Nos casos em questão, você estava completamente equivocado a respeito da lei e está completamente equivocado a respeito da recomendação. Nada de novo.

        • Rodrigo – CPQ

          Caro Rodrigo J., simplifica as coisas e busca as informações. A internet está aí. Vamos lá: A FIFA lançou comunicado com alterações nessas situações. Só a CBF entendeu desse jeito (na semana passada foi divulgado um video com a Ana Paula Oliveira descrevendo o que seria mão na bola e bola na mão). Importante: o vídeo foi divulgado PELA CBF. Agora, a CBF diz que vai rever essas recomendações, mas não admite que errou na interpretação.

          Tá aqui o video, mas assista até o final (onde ela cita o número de profissionais assim instruídos e de onde vêm essas orientações: http://www.lancenet.com.br/minuto/Ana-Paula-Oliveira-interpretacao-correta_0_1213678806.html

          • rodrigo j.

            Pelo que eu entendi, a comissão de arbitragem reconheceu que aconteceram erros, e que tentarão corrigir:

            “Após dura do diretor de arbitragem da Fifa, o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, concordou com a posição da federação internacional sobre a bola na mão, admitiu erros no Brasileiro e prometeu ajustes com novos esclarecimentos aos juízes. Ele disse que falhas ocorreram por causa de interpretações dos juízes, mas que a orientação da confederação foi correta, e igual à da entidade máxima do futebol. Essas foram suas declarações ao blog.”

            http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2014/09/24/apos-dura-da-fifa-cbf-admite-ajuste-na-bola-na-mao-e-erro-no-classico/

            Vale lembrar que depois dos jogos de domingo os juízes foram elogiados pela comissão, que agora diz que há erro na interpretação.

            Então, no meu entendimento, eles reconheceram que erraram.

            AK: Elogiados no domingo, criticados hoje. A nova orientação da FIFA tinha um sentido, mas alguns entenderam e aplicaram errado. Não fosse o noticiário de hoje, as decisões de domingo e de outros jogos continuariam a receber elogios. Como se vê, tudo bem consistente.

  • José Henrique

    Impressionante. Na semana passada tivemos um chute na mão do Fagner, penalti marcado, e as discussões foram superficialmente analisadas pela crítica. E o que mais ouvimos foi: “É a interpretação do árbitro”.
    Ou seja, ninguém se lembrou de Fifa, do braço junto ao corpo, da intenção, da proximidade e força do chute, nada!
    Esse lance, bastou envolver quem? O Corinthians, e o SPFC, (o primeiro beneficiado, ajudado,etc), para que o mundo viesse abaixo, e o assunto ocupasse 90% das redações e mesas redondas.
    Teve um canal, que durante o programa inteiro, chamou os árbitros, titular e auxiliares de ridículos, idiotas, e mais adjetivos, que nem convém citar de tão chulos. É uma das “Mesas redondas”.
    Acredito que o Corinthians vai ser o responsável para num futuro proximo, sejam revertidas as relações no Oriente médio, entre árabes e judeus, e contribua para o fim da homofobia, e do racismo e preconceito no planeta.

    • RENATO77

      kkkkkkkkkkkkkkk…pura verdade…depois querem divisões iguais nas cotas de TV….
      Abraço.

      • RENATO77

        Além da audiência ligada à transmissão direta de uma partida do SCCP, tem de se levar em conta toda a repercussão do jogo que ocupa praticamente todo o período até a próxima rodada, rodada que muitas vezes parece não haver outros nove jogos, mas só um…
        Toda essa “vigilância” tem um custo, que vai do aspecto técnico ao custo por atleta contratado, o “ônus da fama e das cobranças”, que deve ser compensado pelo bônus simbolizado pela maior fatia do bolo.
        Abraço.

  • Gustavo

    Chororô sem sentido.

    Se fosse o mesmo lance a favor do SPFC, estariam as mesmas pessoas indignadas com o juiz?

    Reconheçamos: o Corinthians jogou muito melhor e o SPFC sumiu depois do jogo contra o Cruzeiro – coincidentemente, mesma época em que estourou essa crise interna.

  • TATUAPE

    André Kfouri,

    O melhor texto sobre o clássico!

    Na minha opinião, a bola bate no braço do zagueiro.

    O lance é rápido. A marcação, porém, nem tanto.
    O árbitro teve preciosos segundos para decidir e decidiu. Pênalti.
    Certo ou errado?
    R. os dois, simples assim.

    Se a bola não bate no braço do zagueiro, na minha visão, sobraria limpa para o Malcon que poderia marcar o gol.

    Até aqui prevalece que foi bola na mão, não discuto isso, não brigo com 100 repetições em câmera lenta.

    No entanto, isento o árbitro do erro. E comparo:
    Digamos que o Malcon está dentro da pequena área prestes a receber a bola para fazer o gol e na corrida uns 3 metros antes, o zagueiro escorrega e na inconfundível derrapagem derruba o Malcon sem querer e sem qualquer intenção, notório acidente que o impede de marcar o gol.
    Diante dessa situação, o árbitro deve marcar ou não o pênalti?

    Lance polêmico!

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