CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

BORRACHA

Antes mesmo da apreciação da assembleia condominial chamada STJD, o caso de Petros já produziu um absurdo que tem tudo para expor o futebol brasileiro ao ridículo internacional. O adendo do árbitro Raphael Claus à súmula de Santos x Corinthians, após ver o lance pela televisão e mudar seu conceito sobre o que houve em campo, pode contribuir para a interrupção da carreira de um jogador por seis meses.

O precedente a ser aberto dependendo da decisão dos humoristas do tribunal é perigoso. Se o “comentário do dia seguinte” for aceito, todos os árbitros brasileiros estarão autorizados a retocar suas súmulas com ajuda do videotape. Faltas não marcadas podem gerar cartões amarelos, amarelos podem se converter em vermelhos, e empurrões que escaparam aos olhos da arbitragem podem se tornar motivos para suspensões de cento e oitenta dias. Calcule o que isso significa.

O noticiário informa que Claus foi orientado a “corrigir” o que escreveu na súmula para evitar que ele próprio fosse punido. Difícil compreender por quê. O árbitro estava de costas, foi abalroado por Petros sem ter ideia do que acontecia, razão pela qual não tinha como julgar se a ação foi proposital ou um acidente. As mesmas imagens que complicam o meia corintiano isentam Claus de qualquer falha. Ele comprovadamente não viu.

Usar o recurso de vídeo para suspender um jogador que deu uma cotovelada na boca de um adversário, em um gesto indiscutível de briga de rua, é uma coisa. Já aconteceu até em Copa do Mundo. Alterar o que está escrito na súmula, extraindo conclusões do replay para modificar decisões tomadas em campo, é uma barbaridade inaceitável.

A ironia desse episódio é a possibilidade de consagrar a tecnologia como auxílio ao árbitro, mas não em questões técnicas, muito mais importantes. Anular um gol de mão inicialmente validado, e mudar o resultado de um jogo, pode ser traumático. Mas ao menos seria justo.

SURTO

Petros cometeu um erro. Encostar no árbitro é um pedido para ser punido. Mas condená-lo como quem agarrou o apitador pelo pescoço e lhe quebrou o nariz com uma cabeçada é brigar com a realidade. Tanto quanto dizer que o encontrão em Claus foi sem querer. Que as excelências estejam em um bom dia e o suspendam por três jogos. E que ele se comporte.

GÊNIOS

O Botafogo é tão bem administrado que, quando apareceu um dinheiro para honrar os salários de jogadores, a diretoria rachou o time entre os que receberam e os que não. Não é espetacular? Sabe-se lá como, os jogadores vinham mantendo um bom ambiente de trabalho, mesmo de graça. Mas a genialidade da cartolagem conseguiu acabar com isso também.



  • Gustavo

    André,

    Uma falta é um lance que faz parte do jogo. Violência contra adversário já é conduta mais grave, que requer punição mais severa. Mas agressão intencional e pelas costas contra o árbitro é aberração que não lembro de ter visto nem em campeonato de rua. Pior do que mordida em zagueiro. É a subversão do funcionamento do jogo, a afronta total aos princípios da competição. Sem o respeito à integridade física do árbitro, o confronto deixa de ser esportivo e nada mais garante a civilidade da disputa. Melhor fazer como nas peladas de várzea em que os jogadores se encarregam de fazer as marcações.

    Por isso, achei branda a sua sugestão de pena. Apenas 03 jogos de suspensão me parece irrelevante para inibir a ocorrência de novas agressões daquela natureza. Há até o risco de virar moda e penso que então poderíamos também ser alvo de chacota internacional, como o país onde jogadores surtados já não ofendem árbitros com palavras, mas com sopapos e voltam a campo duas semanas depois.

    A propósito, e ciente da insignificância do exemplo, na pelada semanal da turma de amigos um colega se descontrolou e xingou a mãe do apitador. A rudimentar comissão disciplinar sapecou-lhe 4 jogos e o árbitro recusou-se a continuar nos prestando serviço.

    Abraço,

    Gustavo

    AK: Você está opinando como se Petros tivesse quebrado o nariz do árbitro. Um abraço.

    • Rodrigo Cola Pim

      Gustavo,

      Concordo integralmente com você e gostaria de aproveitar e dizer para o André que disse que você está opinando como se o jogador tivesse quebrado o nariz, então quer dizer que agredir pode desde que não tire sangue por exemplo.

      André você está opinando como se fosse torcedor do Corinthians.

      AK: Já você está comentando como se não fosse capaz de entender o que está escrito.

    • Jonas

      Bom dia,

      Gustavo, dizer que uma mordida (reincidente) no adversário é pior ou melhor do que o empurrão (proposital) é fazer juízo de valor, e isso não cabe à mim e nem à você. Sobre civilidade, a relativização é extremamente necessária, entramos no campo do subjetivo. É evidente que o jogador errou, e errou feio, teve um surto, um descontrole e agiu praticamente por impulso. Mas não concordo com deixar um profissional sem trabalhar por 6 meses, em virtude disso, primeiro porque o árbitro não é nenhuma figura imaculada (não que mereça o que sofreu), e segundo porque não é deixá-lo afastado por esse tempo ou condenando-o que vamos entender e conseguir evitar novos acontecimentos assim. O árbitro é um profissional como o jogador, e merece respeito tal como qual, e não mais e nem menos.
      Para complementar, acredito que o foco do Andre nesse escrito tenha sido sobre a prerrogativa e a brecha que se abrem ao permitir que uma alteração na súmula de jogo seja feita a partir de um recurso televisivo, observe quantas possibilidades de punições e mais punições surgem nesse entreveiro.

      Abçs.

  • Gustavo

    André,

    É porque acho preocupante o simbolismo do ato, a quebra de uma barreira até então inviolável. É como uma cusparada. Não lesiona, mas humilha.

    Abraço.

    AK: Não é como uma cusparada. É um empurrão. Como alguém que está dizendo “saia daí” a um árbitro pessimamente mal posicionado em duas jogadas seguidas. É um erro indiscutível, algo que merece punição. Mas é bem diferente de uma cusparada. Um abraço.

    • Éverton Lucas

      Caro André, não foi um simples empurrão pelo mal posicionamento do árbitro, foi um descontrole contra um ser humano que estava exercendo sua função (se bem ou mal, não vem ao caso). Fico pensando se todas as pessoas que se decepcionarem com alguém decidirem empurrá-las, vamos voltar ao Jardim de Infância. Abraço e legal a discussão.

      AK: Até no Jardim da Infância erros devem ser punidos de maneira proporcional. Um abraço.

      • Fabio

        Então vamos dar uma bronca no Petros, duas palmadas e falar para pedir desculpas. Se fosse o Luis Fabiano, Kleber, Diego Souza, estaríamos falando de caráter, temperamento, etc. Como é o coitadinho do Petros e é jogador do Corinthians, e não digam que isso não é levado em consideração, vamos dizer que é exagero…..
        Ninguém viu a agressão? se tivessem coragem para informar no ato, será que o jogagor seria expulso? com isso o placar seria 1 x 0 para o Corinthians?
        Concordo que 3, 6 meses é muito, mas pelo menos uns 6 jogos…….
        São lances como esse que mudam histórias de campeonatos.
        Nos últimos três anos, vi meu time perder dois importantes campeonatos e ser eliminado de outro por erros, sacanagem de arbitragem e tribunais, sinceramente, as pessoas que influenciam e controlam o futebol brasileiro, STJD, CBF, Globo, imprensa (Flamenguista e Conrinthiana), querem transformar o brasileirão em campeonato espanhol……..

  • RENATO77

    A tese de que Petros muda de direção para receber a bola de volta do Guerrero e não para empurrar o arbitro, precisa ser levada em conta e dar-lhe o benefício da dúvida. A pena deve ser mais branda levando isso em conta.
    Mais do que cinco ou seis jogos, considero exagero.

    http://espn.uol.com.br/video/431822_proposital-ou-nao-linha-de-passe-debate-suposta-agressao-de-petros-ao-juiz

    Abraço.

  • Gustavo

    Caro Jonas,

    Se você recusa a prerrogativa humana de realizar juízo de valor, ignora a função inibidora da pena, não associa civilidade com respeito à figura da autoridade constituída, não enxerga a diferença de categoria entre agredir um adversário e agredir o árbitro e ainda imagina que precisa identificar para mim o foco do post, eu me sinto despreparado para prosseguir no debate.

    Até outra salutar polêmica.

    Gustavo

    • José Henrique

      Vou meter uma colher. A discussão não é sobre o adendo? Quando ao aspecto agressão ou desrespeito, ou surto, cabe ao tribunal julgar. Podemos dar opiniões, evidente que os não corinthianos, falam em “agressão”, até termos “covarde” foram “expelidos”. Se pudessem pediriam até a prisão do Petros.
      Quem exagera aí nessa parada, deve se tocar pelo menos, até um certo limite.

  • Joao Henrique Levada

    Dezinho, vou te dizer uma coisa…

    … pra trabalhar cobrindo o futebol nacional, o jornalista deveria ganhar um extra. Tem de ser herói.

    Abraços.

  • José Henrique

    Amanhã um árbitro expulsa um jogador, e vê pela TV que enganou-se.? Faz adendo ou não?
    Aí Inês é morta, o time com 10 perdeu um jogo importante, e daí?
    A crítica é ao “adendo”, que foi de uma estupidez sem tamanho.
    Bastaria ao árbitro comparecer ao julgamento e dar o seu depoimento.
    Realmente parece que muitos leem o texto, mas não compreendem.

  • outro Gustavo

    André, com todo o respeito de um leitor assíduo, atribuo seu posicionamento não ao jornalista, mas ao torcedor do Corinthians.

    A discussão sobre o adendo à súmula é sem sentido, pois o fato é irrelevante. Você mesmo concorda que o jogador deve ser punido. Então, que diferença faz? Essa questão só serve aos advogados do Corinthians, como um empecilho formal à punição.

    Note-se que a ausência de relato na súmula não impediria a punição do jogador, pois o juiz estava de costas, não viu o que aconteceu, e, portanto, não decidiu nada a respeito. Ele não tinha a opção de tirar o cartão do bolso e dar um vermelho, mesmo sem saber se foi mesmo agredido por um jogador dissimulado ou um choque inevitável.

    Dizer que o Petros praticou apenas uma hostilidade ao mudar o rumo só para ir dar um encontrão no juiz – SIM, NO JUIZ – pelas costas – SIM, PELAS COSTAS – para enquadrá-lo em norma mais suave (art. 250) é compreensível do ponto de vista do torcedor e dos advogados, de ninguém mais. É uma clara agressão ao árbitro e, como tal, merece uma pena mínima de 180 dias (art. 254-A, §3º).

    Evidente que não se pode equiparar esse ato a uma cotovelada, que merecia muito mais de um ano de punição. Cento e oitenta dias é o gancho MÍNIMO, ou seja, para as agressões mais leves dirigidas ao árbitro.

    AK: Lamento sua forma de entender meu posicionamento. Lamento ainda mais que você não consiga enxergar a diferença entre uma agressão e o que Petros fez.

    • Marcos Nowosad

      Diferente do “outro Gustavo”, não concordo com a existência de um componente “emocional-afetivo” na avaliação do André.

      Mas vou concordar quanto à conclusão dele: foi agressão sim.

      E o (risível) STJD não precisaria nem da súmula. Se o advogado do Corínthians for bom, invalida a retificação da súmula, feita de maneira totalmente impropria.

      Independentemente disso, o STJD tem elementos (vídeo, etc) para enquadrar o jogador. Como aconteceu com o Suarez na Copa, não haverá necessidade de súmula do juiz.

      A regra, feliz ou infelizmente, não permite gradação na aplicação da punição de acordo com a “grevidade” da agressão. E, como aconteceu com o Suarez, pode vir uma pena mais pesada do que deveria.

      • outro Gustavo

        Marcos,

        a regra permite sim gradação da pena de acordo com a gravidade da agressão.

        Acontece que a pena MÍNIMA é de 180 dias, para os atos mais leves. Se fosse algo mais violento, poderia ser bem maior.

        Parece que a norma mostra assim o quão inadmissível é qualquer intimidação ao árbitro, por mais branda que seja. Petros sabia disso ou deveria saber.

        Mas tenhamos paciência. O Corinthians é um clube grande e com uma das maiores audiências. Tenho certeza de que o STJD olhará com carinho a questão (como faria com SPFC, Flamengo, Grêmio, Cruzeiro etc.).

        • Marcos Nowosad

          Entendi, Gustavo. Na verdade, eu também me expressei mal.

          Eu quis dizer que existe uma pena mínima (180 dias) e que a regra não permite um atenuamento dessa pena mínima, caso o jogador seja enquadrado nesse artigo, por mais que a agressão seja de “menor calibre”.

  • vaz

    Gente, a discussão é sobre o uso de tecnologia pós jogo para alterar uma sumula. É como alterar laudos após sua emissão baseados em fatos que não foram presenciados no local. O que leio aqui é o velho clubísmo em ação. Nem depois da humilhação da copa as pessoas mudam e são as mesmas que querem revolucionar o futebol mas continuam com os inimigos de sempre: imprensa, Globo, etc. etc. etc….. O fato que incomoda não é a falta mas o time em que o jogador atua. Se é no meu, foi lance normal mais se é no adversário o jogador deve ser condenado a pena de morte e o clube fechado para sempre.
    O que esculhamba o futebol é esta coisa de alterar os fatos hora para lá, hora para cá ao sabor dos desejos de suas excelências (minúsculo mesmo) do STJD e a miopia do torcedor que nada vê desde que isso possa beneficiar seu clube. Vai mal.

    • Fernando Alvares

      Perfeito Vaz.
      As opiniões se alteram na medida que o time predileto ou desafeto de cada um é o protagonista do fato.

    • Marcelo Mancini

      Parabéns Vaz, perfeito seu comentário.

    • josé

      Perfeito

  • lm_rj

    Andre, a sobrevivencia do botafogo como time grande eh improvavel em funcao de um aspecto: renovacao da massa torcedora. Neste seculo XXI eh o unico time do rj que nao conquistou nada em nivel nacional, sendo q ate o vasco com uma unica conquista (CB 2011) encontra-se em absoluta desvantagem em relacao a dupla fla-flu, cada um destes com 3 conquistas nacionais neste seculo. Enfim se o botafogo acabar/falir sera triste para o futebol brasileiro, pela sua longinqua historia vitoriosa e celeiro da selecao nos anos 50/60 e sera triste tb pros seus rivais cariocas que terao 2 jogos a menos p realizar no rj ao longo do brasileirao… Outros times ja estiveram em situacao igual ou pior com 98% de chances de queda(caso do meu clube Tricolor carioca em 2009) mas conseguiram viver em funcao do apoio incondicional de sua massa torcedora lotando estadios. Fica a questao: o botafogo tem TORCIDA ENGAJADA p sobreviver? Caso contrario melhor fechar as portas FUI

  • lm_rj

    Andre, o Santos não teria eliminado o Londrina se Robinho não estivesse em campo, e…
    deste modo a vaga na copa sul americana caiu no colo do Tricolor Carioca, que passou vexame ridiculo no Maracanã.
    Precisa ser repensada a a forma de classificação da copa sul americana, pois premiar times que deram vexame sendo desclassificados por rivais de divisoes inferiores (inter, flu e sao paulo) com participação em torneio internacional p representar o futebol brasileiro, chega a ser :
    RIDICULO/PATETICO/PIFIO
    Fui

  • Cleibsom Carlos

    Eu ouvi esse mesmo papo furado de “pena proporcional ao crime” no caso da Portuguesa e, consequentemente, muitas reputações jornalísticas desceram pelo ralo! Pelo menos para mim em lances disciplinares a súmula “deve” ser refeita sim e tomara que esse tal de Petros pegue uma bela pena…

    • José Henrique

      “Esse tal de Petros…” Hummm, entendi.

      • Cleibsom Carlos

        Cara, sou palmeirense e seria à favor da punição mesmo se o jogador jogasse no meu time. Agora, o que me espanta é um grosso igual ao Petros ter fãs! Isso para mim responde os 7×1 que levamos no lombo da Alemanha!!!!!É Petros seleção, é Petros seleção!!!!!!!

  • Juliano

    AK, entendo e concordo que mudar a súmula no dia seguinte abre um precedente perigoso. Estou contigo e não abro. A minha dúvida é: precisa estar na súmula (lembremos que Claus foi “orientado” a violá-la) para que haja punição? Mal-comparando, Suarez e sua mordida não constavam na súmula e foi punido depois apenas em cima das imagens, com a súmula inalterada, correto? Me ajuda a tentar entender o porque desse movimento dos humoristas de piadas sem graça do STJD? Por que não fazer uma medida punitiva sem constranger o apitador a alterar a súmula e abrir este precedente?

    Falando do lance em si e não da sua repercussão até aqui, claro que Petros não quebrou o nariz do árbitro, nao o pegou pelo pescoço e tampouco mordeu ninguém. Mas os termos “empurrão”, “esbarrão” e/ou “encontrão” também não servem. Pra mim é nítido que ele fecha a mão, o que caracteriza soco. Se foi forte, fraco, certeiro ou não, é outra questão. Afinal, ele joga futebol, não luta MMA, não exijo que o soco dele seja perfeito, mas ainda é um soco. Ok, muda de direção, mas acho que no fim tira proveito da situação para fechar a mão e acontecer o que aconteceu. Ele poderia ter evitado. E foi pelas costas! PELAS COSTAS!!! Aí eu me coloco em dúvida se isso não é pior do que aquele que agride pela frente. Claro, o desfecho é totalmente diferente, mas quem recebe uma agressão pela frente pode reagir (correr, se defender, expulsar e anotar na súmula…). Acho que a reflexão é válida!

    Também espero uma punição proporcional, tendo em vista o quão desproporcional foi a punição de Suarez e eu não concordei (apenas como exemplo). E pra mim não importa a camisa que o jogador veste, mas aí cairemos naquela velha ladainha.

    Em tempo, e já que o assunto é punição: Santos pode perder mando de DEZ partidas devido a um perigoso copo d’água que feriu gravemente o arqueiro adversário e quase o tirou da partida. Se estamos no campo da proporcionalidade, então vamos lá, que pese o tipo de artefato atirado em campo (tijolo, pilha, plástico, banana, água) e no que culminou esta atitude (ferimentos, etc). O que eu penso: que identifiquem o indivíduo e o proíbam de comparecer nos próximos jogos, e que se for pra perder mando, NESTE CASO, 1 jogo está adequado. Dez é desproporcional. Aceitar não dá mais, uma atitude precisa ser tomada, mas ele deve ser sim proporcional.

    Sobre a nota GÊNIOS, se os torcedores do botafogo frequentadores deste espaço tivessem uma visão limitada como alguns, viriam aqui dizer que tu é “anti Fogão” porque aborda alguns problemas que acontecem internamente. Que bom que não é assim.

    Abraço!!

    AK: Um incidente não precisa estar na súmula para gerar punição, basta o tribunal considerar necessário apreciá-lo. Mas a “correção” da súmula pode influenciar no julgamento, e, em casos distintos, abrir o precedente que observo no texto. Um abraço.

    • José Henrique

      Concordo com você Juliano quanto a perda de mando. Acho ridícula a punição ao clube por comportamento idiota de torcedor.
      A não punição do autor é o que estimula a repetição desses fatos.
      Vazou o áudio de torcedores que brigaram em Santos.
      Ouvindo essas “coisas” se expressando, se é que aquilo é expressar alguma coisa, só sendo muito pobre de espírito para acreditar que punindo clubes, esses indivíduos se emendarão.
      Vou procurar o áudio, e colar o link aqui, para verem quão inócuas são as punições dessa “assembléia de condomínios”, como rotula o André .

      • José Henrique

        Mais um adendo Juliano. Não acho que devam perder mando por um torcedor jogar um copo de água que “feriu gravemente” o arqueiro Cássio, mas, já passou da hora dos diretores do seu time, tomarem providências contra os imbecis e mal educados “cuspidores” contumazes que ficam sempre atrás do banco, lançando seus escarros sobre os treinadores do Corinthians. (todas as vezes)
        Já não chega a mediocridade de mandarem clássico contra o Corinthians em um campo com apenas 15 mil lugares, do tamanho da Rua Javari, quando vocês tem muitos torcedores (mais) em SP, poderiam escolher o Pacaembu, no entanto essa pequenez amadorística tolera essas barbaridades, apenas para armar “alçapões da vila” para caçar rivais.
        O Santos é um grande clube, não deveria se acovardar, e enfrentar os times grandes em espaços maiores. Porque sua diretoria insiste nessa? Medo do que?

        • Juliano

          José, discordamos em alguns pontos:
          – Na incapacidade de identificar e punir o torcedor infrator, que o clube seja punido. Não é o cenário ideal, mas impune não pode ficar mais. Quem sabe com o clube sendo punido, ele tome medidas para que isso não ocorra mais e não sofra mais punições, tendo melhor controle de quem frequenta sua casa. O uso de câmeras e profissionais de segurança trabalhando na identificação seria suficiente, é uma medida simples. E num estádio pequeno como a Vila não é uma tarefa difícil.

          – Atitudes irracionais como as cusparadas citadas ou o confronto violento nas ruas antes do clássico não são ‘privilégio’ de uma ou outra torcida, é um mal endêmico em todos os clubes do país. Torcidas de todos os times já receberam seus adversários dessa forma em algum momento, sem exclusão. Não é porque agora seu clube tem uma Arena padrão FIFA que devemos fechar os olhos para o passado.

          – A Vila não é usada para “caçar” rivais. Existe tradição, não podemos perder a tradição e identificação de todos os clubes do Brasil. A Vila no década de 60 abrigava o dobro de torcedores que abriga hoje, algo pouco superior a 32 mil torcedores. Com as adequações de segurança ao longo dos anos, todos os estádios foram sofrendo redução na sua capacidade (mesmo grandes como o “old” Maraca). Concordo que clássicos merecem público maior, e portanto seria necessário um estádio maior. Mas veja, lotada e sem cusparadas, a Vila tem seu charme e a tradição citada. E o percentual de vitórias lá dentro é muito alto, não é um fator que a direção deva descartar.

          – Muito têm se discutido na última gestão (LAOR/Odílio) sobre o Santos ter um estádio maior e na capital. Se fala do Pacaembú. Lembramos que o clube, como todos os outros, está endividado, não seria financeiramente responsável fazer um investimento desses, seja fazendo uma arena nova, seja arrendando e reformando o Pacaembú. Por mais que eu nunca tenha visto o Santos comemorar título na Vila (finais demandam público maior) e os títulos recentes tenham sido no Pacaembú, eu não simpatizo com o estádio. Não é um estádio “bonito”, não está a altura dos estádios novos dos outros grandes (Palmeiras e Corinthians têm casa nova em folha) e é inegável que este estádio tem identificação com o Corinthians, sempre foi a casa de vocês. Ainda, não sei se adiantaria ter uma casa tão maior que a Vila, admitamos que a torcida santista é sim pequena, isso também deve ser medido. Ter uma casa maior para viver às moscas não adianta. Outro fator que deve ser considerado: http://espn.uol.com.br/post/430982_ingressos-para-ver-o-corinthians-custam-33-vezes-o-preco-do-sao-paulo-qual-e-o-time-do-povo

          – Ponderando tudo isso, não se trata de “medo”. Trata-se de tradição, trata-se e muito de dinheiro. E o custo de manutenção para manter um estádio em Santos e um em São Paulo? Sim, porque a Vila não será demolida, nunca – ao menos assim espero. Não faz sentido pagar aluguel no Pacaembú para jogar clássicos e sair de casa, tendo um estádio em plenas condições de jogo, com ótimo gramado, etc.

          Que bom quando a conversa é nesse nível.

          AK, grato pelo retorno. Se o STJD pode apreciar o incidente sem estar na súmula, e essa alteração foi realizada meramente para influenciar no julgamento, me faltam adjetivos para classificar tudo isso. Abrem precedente, constrangem o árbitro, tudo sem necessidade… que aqueles que julgam não se sintam influenciados por um ato arbitrário pós-jogo, pois é muito nonsense.

          Abraços!

  • RENATO77

    Texto sobre a participação da filha do presidente do SPFC na administração do mesmo e os possíveis conflitos gerados por esse fato.
    Comentários predominantemente(claramente) de sampaolinos.

    Este aqui, sobre a suposta agressão do jogador do SCCP ao juiz da partida e a sumula do jogo recebendo um adendo do arbitro, após ver o lance em video depois do jogo.
    Constata-se claramente a presença de muitos comentários de não Corinthianos, clube em questão. Muitos até afirmando com veêmencia suas conclusões(coisa que boa parte dos comentaristas esportivos/arbitragem não estão fazendo), as mais rígidas possíveis, conclamando pela mais alta punição prevista.

    Sintomático…mas deve ser mania de perseguição minha.
    Aliás, no texto sobre a filha do Aidar, não ví o comentário do Juliano…kkkk…ele não é anti! ao menos anti SPFC não é!

    Abraço….agora guenta….rsrsrsrsrsrsrsrsr…

    • Juliano

      Renato, você tem sérios problemas de manias de perseguição e de leitura de comportamento.

      O problema de Aidar, sua filha, e o SPFC, é problema do SPFC. O que eu tenho a ver com isso?

      Cartola que OPTA em dar CALOTE na UNIÃO, opa, aí sim é problema meu – e de todo brasileiro (inclusive você), ao menos deveria ser assim. Se esse cartola fosse do SPFC ou do SFC, me posicionaria da mesmíssima forma. Pra você é difícil aceitar isso, porque o cartola era do SCCP, bom, aí é azar mesmo.

      Em alguma passagem já me viu meter o bedelho em problema exclusivamente INTERNO do seu sagrado time do coração? Pois bem… percebeu a diferença amigo? Está claro ou quer que eu desenhe? Ah, mas claro, você não vai aceitar, porque na sua cabeça tudo funciona diferente. Bom, azar de vocês também. Gente que tem orgulho em ser vítima sempre! Terapia ajuda?

      Você tenta confundir coisas muito, mas muito distintas. Novamente, o problema do INTERNO do SPFC é uma coisa, um jogador (qualquer jogador, de qualquer time) agredir um árbitro pelas costas e ficar impune, é outra muito, mas muito diferente. E aqui todos concordam que a súmula NÃO deveria ter sido alterada, e que o STJD fosse adiante apenas com as imagens da televisão – como já ocorreu em muitas outras situações envolvendo jogadores de outros times e seleções. Percebe? O mundo não gira em torno do seu SCCP. Ao menos o mundo dos outros, o seu é óbvio que gira. Este caso tem duas particularidades: 1) agressão no juiz (!!) e pelas costas (!!!); 2) súmula alterada 1 dia pós-jogo (bizarro). Esqueça os times em questão, foque na peculiaridade do ocorrido.

      Não consigo desenhar mais e melhor que isso. Pela sua idade, não deveria ser tão difícil.

      Abraço!

      • RENATO77

        Juliano, voce é um DOENTE….anti Corinthians até a medula…rsrsrsrsrsrsrsr…vendo suas “certezas” sobre o carater do jogador Petros, do CORINTHIANS, lembrei deste lance:

        https://www.youtube.com/watch?v=xpkVEp_vk1A

        O jogador não foi expulso no ato, e não deu nem denuncia no STJD.
        Voce deve ter achado “normal” diante de toda sua imparcialidade e sua “boa relação com o futebol”….rsrsrsrsrsrs…voce é um comédia digno de pena, pois para neuróticos anti-SCCP como voce o futuro reserva mais sofrimento…ah, continue nos prestigiando, o financeiro do SCCP agradece a audiência.
        Melhoras e um abraço.

  • Emerson Cruz

    2 ou 3 jogos de gancho ao Petros e a pena estará de bom tamanho. Sim, ele merece punição, mas jamais de 180 dias.
    Sem querer comparar mordidas com encontrões, mas se a pena ao corintiano for de 6 meses, o STJD conseguirá, a exemplo do que a Fifa fez com o Suarez, transformar o vilão em vítima, pois lhe dará uma pena desproporcional a seu ato e portanto, injusta.
    Quanto ao precedente aberto pelo árbitro após rever o lance pela TV, o que mais me preocupa são as eventuais injustiças que podem acontecer na competição. Por exemplo, sobre demais lances de indisciplina não percebidos pelos apitadores durante os jogos, todos eles serão revistos e inseridos posteriormente na súmula da partida? Todos os árbitros irão rever as partidas que apitaram como uma maneira de reavaliar a conduta dos atletas?
    Se fosse para ser assim, tais práticas deveriam estar explícitas no regulamento do Brasileirão, valendo desde a rodada 1, para que todas as equipes estivessem sujeitas aos mesmos critérios,evitando assim que fossem cometidas injustiças com os participantes da competição.

    • Paulo Pinheiro

      E nessa explicitação também deveriam haver imagens “oficiais” que podem ser utilizadas para as tomadas de decisão. Lembro claramente do caso Obina x Índio que – se não me engano – foi a primeira vez que imagens foram aceitas para punir lances não enquadrados pelo árbitro durante a partida. Sim, o Obina agrediu o Índio. Mas foi agredido também. Só que quem gerou as imagens foi a TV de Porto Alegre, de modo que as imagens que chegaram foram só as do Obina.

      Injustiça flagrante.

  • Leonardo Pires

    André, somente a título de reflexão. Não constando na súmula o fato, e inexistindo o STJD, como já se propôs alhures, como poderia ser dar a punição? A “justiça comum” não se move por impulso próprio e certamente não entregaria a decisão antes do fim do campeonato. O que pensa sobre isso?

    AK: Comitê de penas. Um abraço.

    • Leonardo Pires

      Seria um STJD corretamente nomeado?

      AK: Uma comissão independente, formada por pessoas do futebol.

  • Paulo Pinheiro

    Com todo respeito, André:

    1. A colocação ou não na súmula do ocorrido não deve (não deveria) fazer a menor diferença na questão da punição do atleta. Desde que o STJD tomou a arriscada decisão de permitir o uso de imagens para apresentação de denúncia do procurador mesmo que o lance em questão não tenha sido observado pelo árbitro isso se torna de menor importância. Ou então vamos fundar o clube dos amiguinhos do STJD: aqueles que não podem ser punidos por imagens, e todos os que não fizerem parte do clubinho o serão.

    2. Sim, eu concordo que o árbitro de qualquer maneira não poderia ter sido pressionado a alterar sua súmula, mas não concordo que isso é a abertura de um precedente. Já aconteceu antes. Você lembra do “injustiçado” Vasco da Gama no episódio do errorex?

    2. Tapar o sol com a peneira é pouco. Três partidas por uma agressão física ao árbitro? Ninguém precisa sair com o nariz quebrado pra que todos percebam a gravidade do ato em si. Se começarmos a achar “normal” um jogador perder a cabeça e sair empurrando árbitros logo chegaremos nesse requisito do “nariz quebrado” pra que fique escancarado quão perigoso é cruzar essa linha.

    AK: 1. Haverá um julgamento. É ingenuidade imaginar que a opinião do árbitro “agredido” não será levada em conta.

    2. O precedente não é somente pela alteração da súmula, mas o que pode decorrer dela.

    3. Não é “normal” (alguém disse que é?). É apenas diferente, e muito, de quebrar o nariz.

    • Paulo Pinheiro

      Tem razão: você nunca disse que é normal.
      Mas encaro o árbitro como uma instituição, uma autoridade no jogo. Não é como se a agressão (esbarrão, que seja) fosse entre dois jogadores adversários.
      Em outras palavras, não é a consequência da agressão (não houve nariz quebrado) que confere gravidade ao caso, mas sim a quem ela foi dirigida.

      E essa “aura” (pode chamar assim) de autoridade do árbitro é um dos pilares que diferenciam, por exemplo, o futebol profissional do amador.

      Posso estar sendo ingênuo, mas não sobre a importância do depoimento do árbitro durante a sessão. Estou sendo “ingênuo” em acreditar que se imagens de TV por si só já foram suficientes para punições antes, também deveriam ser agora. Se não forem, haverá força política nessa história. Daí eu – sim – admito minha ingenuidade.

      Abraço.

  • edson

    Está bem claro, que trata-se de uma agressão covarde por parte de um desiquilibrado. Respeito e admiro você, mas sua paixão clubística hereditária aflorou e se sobrepôs à sua isenção.

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