GANHAMOS



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Essa foto parece ter sido retirada da cena de um filme. De certo modo, foi.

O filme da conquista da primeira Copa Libertadores pelo San Lorenzo.

Na imagem, o técnico Edgardo Bauza e o vice-presidente Marcelo Tinelli compartilham o troféu, um instante carregado de simbolismo.

Não me aprofundei sobre o conceito de Tinelli – famosíssimo apresentador de televisão na Argentina – como dirigente. Não sei se ele trouxe práticas oxigenadas para o futebol ou se é uma embalagem diferente para o mesmo produto de sempre.

Esta é uma conversa para outro dia.

Hoje o momento é de celebração para um torcedor do San Lorenzo que se envolveu na vida do clube, se tornou dirigente em 2012 e pôde “tocar a Copa”.

A Copa que seu clube esperou por décadas, finalmente entregue pelo técnico que a conquistou, na festa que comemorou a noite inesquecível.

Troféus como o da Libertadores preservam o amadorismo que o futebol perdeu, carregam os sonhos que o futebol continua a proporcionar, armazenam os sentimentos que são mais importantes do que as forças que tentam sufocá-los.

Apesar de tantos pesares, há algo puro e nobre no gesto de erguê-los, na expressão dos privilegiados para os quais esses objetos representam trabalho, sacrifício e ilusão. Não duvide que essas pessoas existem.

A foto acima capta todas as metáforas que fazem o futebol valer a pena.

“Aqui está. É nossa”.



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