CAMISA 12



(publicada hoje, no Lance!)

SETE PALMOS

O instante simbólico do epitáfio do mineirão não foi um gol, ou sete. Não foi um drible humilhante, uma atuação vergonhosa ou mesmo os contornos catastróficos de uma tarde que durará para sempre. Foi um lance aparentemente sem importância, quando o primeiro tempo marcava dezoito minutos e o placar mostrava um respeitável um a zero para os alemães.

Um desarme na lateral do campo, seguido por nove passes que levaram a Alemanha da defesa ao ataque. Uma série de associações que fizeram a Seleção Brasileira parecer um time primitivo.

Belo Horizonte viu um choque entre eras no futebol. Passado e futuro no mesmo gramado. Um telefone celular inteligente de última geração contra um pombo-correio, velho, cansado, doente.

O jogo foi uma versão futebolística do filme “A Origem”, em que sonhos se avolumam dentro de outros sonhos, e só é possível acordar com a sensação de cair para trás. A diferença é que cada gol alemão foi um pesadelo mais assustador, e, apesar de tantas quedas, ninguém acordou.

A maior derrota da história centenária da Seleção Brasileira não poderia ser pior. Sete gols, em uma semifinal de Copa do Mundo, em casa.

Mas há, sim, algo ainda mais grave do que ser feito de bobo diante de uma plateia mundial. É virar as costas para a própria identidade e perder querendo ser como os outros.

Faz tempo que a Seleção Brasileira olha para a bola com desdém e enxerga o passe como um acessório supérfluo. Faz tempo que a Seleção Brasileira nega o que lhe valeu a admiração do mundo.

O epitáfio do Mineirão não seria tão infame se não fosse escrito por alguém que parece querer homenagear o futebol que um dia a Seleção Brasileira praticou. Um futebol que o Brasil decidiu deixar de jogar.

Que fim levou o futebol brasileiro? O que aconteceu com o DNA que leva crianças a sonhar com uma bola, trocar tudo por ela, até o travesseiro? Como fomos estúpidos a ponto de acreditar que deixar de jogar era a opção “inteligente”?

Sete gols. Sete palmos. Descanse em paz.

FIM

Não existe recuperação possível de uma tragédia dessa magnitude. Em termos históricos, é mais significativo do que o que se passou em 1950. O único caminho a tomar é recomeçar do zero. E a única utilidade de tamanha vergonha é convertê-la no ponto de partida para a reconstrução. Só que para isso é necessário entender o que aconteceu.

FINAL

Argentina e Alemanha na final da Copa do Mundo, pela terceira vez. Vinte e quatro anos depois da última decisão que disputaram, os argentinos reencontrarão o mesmo adversário que os derrotou na Itália e os eliminou das Copas de 2006 e 2010. A Alemanha tem mais nomes, mais time e mais gás. A Argentina tem Lionel Messi e o destino. Grande domingo no Maracanã.



  • Peterson

    muito boa a comparação com o filme…quem bom que pudéssemos acordar.

  • wagner

    Belíssimo texto!
    Uma pena não ter tido o prazer de te encontrar em Curitiba!
    Seria um grande prazer poder pelo menos tirar uma foto!

    Não escrevo direto, mas leio com fervor todos os textos que você publica!

  • Raphael Costa

    O Grande Problema foi a derrota de 82 , a partir daquela derrota, onde o time de Super Craques perdeu para uma Equipe Pragmática que jogavo com um Atacante, alterou o DNA do nosso Futebol, e os CBÇS pensantes deste Futebol, Incluo aqui Treinadores, Dirigentes de Federações e Clubes, Jornalistas, Torcedores, ficaram traumatizados, e passaram a exigir mais transpiração, mais disciplina, mais garra, mais determinação, essas baboseiras, o passaram a esquecer nossa maior virtude, o Drible a Alegria, o Improviso, com isto ao poucos fomos formando jogadores Mais fortes, mais Altos, Mais Defensores, mais “COMPROMETIDOS” E “responsáveis”, o heróis passaram a ser os Professores com suas Táticas de chtoues, retrancas e jogar por uma Bola, com 32 anos depois olha o resultado.
    O Pior e que não vejo mudanças, posi bem provavelmente o treinador escolhido será mais um da escola Gaucha (raça, carrinhos, catimba, jogo pragmático) Já tivemos Dunga, Mano, e Felipão e vem Tite, se realmente desejamos mudanças precisamos romper com esta escola, e criar voltar as origens, eu voto por um nome diferente e sem expressão ao Lado que seja capaz de trabalhar em junto com Ex-jogadores que Jogaram Futebol, como Zico, Rivelino,Gerson, Tostão, buscar inspiração em que esteve dentro de campo e sabe jogar, è preciso investir nas bases e mudar o raciocínio, as divisões de base hoje servem para Enriquecer Empresário, o atleta precisa se formar por aqui, entende nossa origens, tem que priorizar o talento e a qualidade técnica, reformular os clubes, o declínio da Seleção está ligado ao ostracinos dos clubes Brasileiros.em 82 haviam apenas dois que jogavam fora do Brasil, Vejam quanto jogadores que jogam em casa tinha a Seleção do Brasil e a Alemanha no jogo que fulminou nosso orgulho.
    è preciso Mudanças profundas para que daqui a oito a dez anos conseguir resgatar o verdadeiro Futebol Brasileiro.

  • Fabricio Carvalho

    Excelente texto, que membros da adormecida e mais preocupada em ganhar mais patrocínios CBF o leia, mas acho difícil alguém de lá saber interpretar o que lê.
    A mudança deveria começar lá de cima, na CBF.
    Mudar técnico pouco muda, e o foco da discussão (que ao que parece será novamente focada só na troca da comissão técnica) deveria ser outro.
    Marin, Del Nero, Ronaldo, Sanchez, Fernando Sarney, Havelanges, Teixeira e todos os demais que fazem parte da CBF deveriam ser extirpados do comando do futebol nacional, mas todos sabemos que não serão.
    A mídia, em especial esse LANCE, e outros bons jornalistas, deveriam focar nessa mudança.
    A Alemanha fez isso a partir de 2000. Revolucionou seu futebol, e os resultados começaram a aparecer logo em 2002. O campeonato alemão é exemplo mundial de sucesso de público, seus times são na maioria bons, e eles não param de revelar excelentes jogadores (lembrem-se que Marco Reus, um dos melhores meia-atacante do Mundo ficou de fora, por contusão). Kross, Schweinsteiger e Khedira são volantes do tipo que não revelamos talvez desde Falcão! E Müller é um craque que não precisa de penteado especial, chuteiras coloridas, mostrar a cueca e nem chorar em campo para aparecer.

    Deveríamos nos espelhar nos alemães, ironicamente, para voltar a ser Brasil no futebol.

    • José Henrique

      Infeliz a colocação de Ronaldo como responsável. Clubismo puro e indisfarçável, me desculpe.
      Porque não citou Bebeto também?

      • Fabrício Carvalho

        Opa José Henrique: excelente lembrança do Bebeto, puxa-saco oficial da CBF.
        Mas achar que eu sou crítico do Ronaldo por causa de “clubismo” é no mínimo ser ignorante.
        O Ronaldo transformou-se no que há mais de desprezível e ridículo no futebol. Deixe você de ser clubista e enxergue o amplo, não apenas o seu umbigo corintiano.

        • José Henrique

          O Bebeto precisei te lembrar né? Muito interessante a memória seletiva.
          Quanto a Alemanha, espere passar pela Argentina, certo?

          • Fabrício Carvalho

            Mais um erro.
            Independente do que ocorrer domingo o futebol alemão é vencedor. Leia sobre o que eles fizeram desde 2000, e veja o tanto que nosso futebol precisa avançar. Veja as médias de público e de lotação dos estádios por lá, e verá que a média de público da segunda divisão supera em muito a nossa média da nossa fajuta Série A.

            Eu vou torcer pela Argentina…é muito mais legal torcer para o mais fraco! E acredito que o futebol merece ter Messi uma vez campeão!

        • José Henrique

          E, acrescentando, ao seu comentário, corrija por favor, retirando da sua listinha os que “não fazem parte da CBF”. É muito mais honesto. Pois segundo o seu desejo, parece que alguns alí, não fazem parte da entidade. Portanto “extirpar” quem está fora, é absurdamente surreal.

          • Fabrício Carvalho

            Caro José Henrique,
            interessante notar até onde pode chegar a paixão clubística! Ou o “maniqueísmo” irracional do ser humano, em que só existe o “bem” ou o “mal”, que nos faz enxergar nada além de “preto” ou “branco”, e não ver o “cinza”. Esse mesmo maniqueísmo da humanidade em geral faz produzir gente que ainda acha Maluf, Sarney, Collor, Calheiros, dentre outros, são bons cidadãos e bons políticos.

            Faz aparecer também vascaínos que juram que Eurico Miranda é um bom sujeito. Que faz flamenguista acreditar na inocência do goleiro Bruno, ou no caráter do citado por você e por mim esquecido Bebeto. Poderia citar aqui cada um dos grandes clubes brasileiros, e seus absurdos cartolas: Juvenal, Aidar, Koff, Braga, Patrícia, Dinamite, Laor, Mustafá, Siemsen e Barros, e…Gobbi e ou Sanchez…….essa lista não teria fim!

            Disse que eu poderia citar qualquer dirigente de qualquer clube porque mal-generalizando TODOS os dirigentes compactuam, votam ou são submissos ao sistema do futebol brasileiro. Quem manda no futebol é quem? CBF e Globo, representada por mais um ser que eu esqueci, Marcelo Campos Pinto. Os clubes, direta ou indiretamente, são subservientes ao sistema. E tem sim sua parte na conta do lixo em que está o futebol brasileiro!

            Disse ali atrás que toda essa gente deveria ser extirpada do “comando do futebol nacional”, não só da CBF. Ronaldo e Andres Sanchez, apesar de serem corintianos meu caro, fizeram ou fazem parte da estrutura carcomida do nosso futebol.

            Temos de ter a isenção necessária para conseguir enxergar os problemas que temos em nosso futebol. Independente de paixão clubística.

            Eu carrego comigo essa independência, justamente porque torço para um minúsculo time do interior paulista, que nunca foi campeão de quase nada, e fica bem longe dessa estrutura de poder. Não sei de onde você tirou que esqueci o Bebeto por “memória seletiva”…rsrsrrsssrssrs…sou longe de ser flamenguista ou mesmo morador ou nascido no RJ…

            Agora, se a sua paixão clubística faz você cegar tanto que não consegue ver que os citados corintianos Sanchez (ex-diretor de seleções da cbf, atualmente homem-forte da Arena Corinthians, com influência enorme do ex-presidente Lula, dentre outros) e Ronaldo (ao mesmo tempo comentarista da Globo, membro do COL e empresário de jogadores da seleção brasileira, quase nada de conflito de interesses) fazem sim parte de um sistema cujo resultado só poderia ser os 7 a 1 de terça…

            Menos clubismo, mais isenção e inteligência é o que precisamos, meu caro.

            • José Henrique

              Concordo. Vamos “extirpar” da CBF, o Sanchez e o Ronaldo. Isso que é inteligência.
              Vicente Matheus tinha toda razão quando dizia, “O que é bom prá eles é ruim prá nóis, e vice versa”.
              Quanto ao que precisamos de fato, é de cidadão que acusa pessoas, assinarem e representarem junto ao ministério publico com provas, e não ficarem torcendo para outros colocarem o guizo no gato, e repetindo o que lê como papagaio de pirata.
              E esse seu samba do crioulo doido, me desculpe, o que menos mostra, é inteligência.
              Agora a sua dor de cotovelo pela Arena Corinthians, é indisfarçável.
              Aliás acho, que tudo o que você escreveu, foi mais por isso.
              Não vai culpar o Corinthians pela derrota da seleção também?
              E quando ao clubismo, eu sou torcedor e posso ser clubista, assim como você.

              • Fabricio Carvalho

                Aff José Henrique…

                não conseguiu nem ao menos ler o que escrevi???
                Santa ignorância…
                Pare pra pensar cara…antes que a cegueira o faça parar de pensar…nem tudo na vida é contra ou a favor o corinthians, teu clube não é o centro do Mundo, e o que se coloca em discussão não tem nada a ver com clubes.
                Leia lá de novo, talvez você consiga entender. Se não, há bons cursos de interpretação de texto por aí.

  • Ricardo

    Acordei na Quarta pela manhã, ainda azedo, cutuquei minha esposa e disse: Amor, que horas será o jogo do Brasil hoje mesmo?! Tive um pesadelo horrível!

    Voltando ao mundo real, recomecemos. Poderia ter sido pior, apesar de tudo, temos registrado o respeito de nossos algozes.

    Que este momento seja um divisor em nosso futebol.

  • Thadeo Pinhão

    Olá André!

    Como sempre, ótimo texto. Parabéns!

    Não acho que exista uma única explicação para o que aconteceu com o time do Brasil nesse jogo. Acho que o Felipão apostou alto quando escalou o Bernard, sem ter praticamente treinado essa formação. E isso até “deu certo” por uns 6-7 minutos no começo do jogo. Só que depois disso, foi um verdadeiro baile, como você bem descreveu.

    Minha pergunta é: será que nesse meio tempo onde o “efeito surpresa” acabou e o segundo gol, uns 15 minutos, não deu pro Felipão perceber que ele não tinha meio de campo e que o Bernard não tava funcionando ali?

    Minha opinião é que ele devia ter mudado o time ali mesmo, fechando o meio de campo com qualquer um (Paulinho, Willian, Ramires ou Hernanes) e tentado levar o 2×0 pro intervalo.

    No intervalo ele podia tentar arrumar um jeito de atacar sem perder o meio de campo e tentar diminuir ou empatar. Não acredito que conseguiria. Acho que com 2×0 a favor, a Alemanha não ia permitir uma reação do Brasil em frangalhos. Mas pelo menos evitaria o desastre total. Uma derrota de 2×0, pra Alemanha, não é um resultado absurdo.

    Na coletiva ele disse que não teve tempo de pensar em nada entre o segundo e o quinto gols. Foram 6 minutos! Acho que dava tempo pra pensar em alguma coisa…

    Que pelo menos essa derrota histórica sirva pra dar início a uma reformulação geral no jeito de pensar, ver e jogar futebol por aqui.

    Abraço,
    Thadeo

    • Alexandre Monteiro

      Há sei viu !!!!! Entao a culpa é 100 % do Bernard ??? Acorda pra vida Thadeo Pinhao . O problema é infinitamente maior . Se tivéssemos entrado com 10 jogadores homens, com gana de vencer, com a vontade e raça argentina, contra 11 alemães, perderíamos sim , mas de forma honrosa.
      O problema vai do presidente da CBF ao ultimo reserva . Todos coniventes com a situação corrompida e sem brio desta equipe, deste time e não só de um rapazinho , de um moleque de aprox 19 anos ….

      • Carlo

        Ai vc pegou no ponto. O que estava um rapazinho de 19 anos fazendo la? Obvio que a culpa nao e’ do Bernard. mas de quem o colocou la.

        • Ricardo

          Absurdo é achar que a idade é um problema e interferiu em alguma coisa, principalmente no caso de apenas 1 jogador e não do grupo todo. Não faltam exemplos que derrubariam essa tese. Abraço.

        • Rodrigo – CPQ

          O tal do Bernard “moleque” fez muito mais que o Fred em toda a copa, e isso num jogo que a seleção dele perdeu por 7×1. Só o fato de se apresentar muito mais para o jogo já o coloca num patamar acima do 9 titular da seleção. []s!!

  • Roberto

    André,

    Gostei do texto, bem mais ponderado que outros que vi por aí. Uma pergunta pessoal: Vc acredita que uma seleção pode ter uma identidade, independentemente dos jogadores que a compõe? Ou talvez o melhor jeito de perguntar é: Da pra formar um “jeito brasileiro” de jogar, ao longo do tempo, independentemente de quem vai ter q fazer parte dele? Eu pergunto pois acredito que seleções e clubes tem uma capacidade muito distinta de criar essa identidade. Não sei se temos hoje as peças para jogar um futebol de posse e passe, como foi possível em outras seleções brasileiras icônicas.

    Outro ponto bem pessoal: Vc acha que o Felipão vai para o jogo do terceiro lugar com o mesmo time ou com o time modificado? No caso de ser modificado, vc acha q ele vai querer ganhar?

  • O DAN STULBACH, fez um comentário e eu sou obrigado a concordar com ele. Mas o meu é diferente. Assisti a reapresentaçao do Neymar na Granja (lugar onde só tem frangotes) Comary.
    Primeiro, ele chegou, como o andar marrento de sempre.Nada arrogante, sorrindo, e um falso capengar. Depois disso, para-se um treino, para um jogo sem importancia contra a Holanda, e todos vão ao encontro dele cumprimentá-lo, e todos sem exceção o cumprimentam sorrindo, como se nada tivesse acontecido.Não vi ninguem triste, ninguém incomodado com os 7 x 1 que tomamos, nada que denotasse que no dia anterior, tinhamos tomado a maior surra de que o futebol brasileiro pentacampeão do mundo fosse protagonista. Ninguém estava incomodado com a mancha provo cada na linda história do futebol brasileiro, ninguem parecia estar triste, apenas o próprio futebol, pobre futebol brasileiro. Pareceu tudo muito normal, o circo estava armado. Até o Filipão estava sorrindo. Todos com a grana na conta né !!!Chongas para o torcedor, para o futebol brasileiro, o que interessa é a grana, e essa tá garantida. Perguntem a qualquer dos mercenários que compac
    tuaram com esta farsa se estão arrependidos, ou se algum deles se negou a participar disso. Não estão, tampouco preocupados com o prestígio do futebol brasileiro, já são jogadores consagrados na Europa, não vão macular seus nomes. Começo a entender que o CHORORô, A CONTUSÃO FALSA DO NEYMAR, A PUNIÇÃO DO THIAGO SLVA, são um fraquíssimo pretexto para justificar mais uma perda ou venda de Copa do Mundo. Vão querer empurrar minha goela abaixo que estes jogadores de uma hora pra outra desaprenderam a jogar futebol, desaprenderam a marcar ou armar um meio campo, enfraquecerem mentalmente e esqueceram técnicas e táticas. Eu digo, que nem meu time de peladas perderia para a Alemanha (cinturas duras) muito menos de 7, e me fazer crer que a Alemanha está jogando o fino da bola, porque nao está. É querer chamar o povo de idiota, de palhaço, da teoria do PÃO E CIRCO. O Futebol brasileiro é e continuará sendo o melhor do mundo, o problema é que além de não interessar a FIFA que ele seja campeão sempre, por motívos obvios, se tornou também corruptível.O povo brasileiro que financiou a festa, não merece ser enganado, não merecia ficar fora da festa e do melhor pedaço do bolo. Eu não aceito e não engulo essa merda garganta abaixo, e tenho dito.

    • marcelo

      Rapaz,

      Que erva boa esta que você anda fumando!

      • Marcelo Mancini

        O Futebol brasileiro é e continuará sendo o melhor do mundo? kkkkkkkk A pancada dos 7 X 1 for forte hein rapaz. Ja faz muito tempo que o futebol brasileiro deixou de ser o melhor do mundo. Vc ta parecendo o Felipão. Acorda rapaz.

    • João Vitor

      Por conta desse pensamento seu, igual ao do Felipão, Parreira, Neymar e tantos outros, o futebol brasileiro se encontra do jeito que está hoje. É um futebol ultrapassado, desorganizado, arrogante e que sequer sabe onde está e para onde quer chegar!
      Tem que reconstruir um novo futebol brasileiro. Organizar decentemente o calendário, campeonatos, clubes, base das seleções e tantas outras coisas… Talento é inegável que o brasileiro tenha, mas ainda é preciso evoluir em muitos outros quesitos!!!

  • Murilo – SC

    Ola Andre.

    O futebol brasileiro a tempo esconde suas mazelas atras desses 5 títulos de Copa do Mundo, Parreira e Felipão querem cobrir essa derrota com a cortina de fumaça de que somos penta campeões mundiais, sem humildade nenhuma esses senhores.
    Abraço.

  • marcelo

    Prezados,

    A “crônica esportiva” brasileira também tem boa parcela de culpa. E agora insiste nesta bobagem de comparar com a Copa de 50. Aquele time era tido como invencível, aplicava goleadas em todo mundo. O atual era fraco, não vencia a ninguém com facilidade. Só a crônica esportiva não sabia disto. E iludiram o povo com patriotadas e pachecadas ridículas.
    att

  • Mauricio

    Além de cair de 7… tb derrubamos duas outras verdades:

    – Não existe mais bobo no futebol

    – Futebol, hoje em dia, está tudo nivelado

    • Alex

      Claro que existe, o bobo é o Brasil.

  • José Henrique

    André, fiquei emocionado com a descrição do lance do segundo gol que você fez, com nove passes que fez a seleção parecer um time primitivo.

    Olha que interessante: Vou descrever o lance do gol do Corinthians contra o Chelsea, que tinha David Luiz, Hazzard, Fernando Torres, Lampard, Ramires.
    1) Paulo André, toca para 2) Fábio Santos que toca para 3) Danilo passa para 4) Ralph que toca para 5)Emerson que chuta 6) David Luiz rebate, 7) Alessandro pega e entrega para 8) Chicão, que lança 9)Paulinho que de taquito dá para 10) Jorge Henrique que devolve de cabeça para 11) Paulinho que abre para 12) Danilo, corta o zagueiro, chuta 13) Guerreiro faz o gol do bi campeonato mundial.
    Nesse gol, só não tocou na bola, o Cassio. Muito mais humilhante do que o gol da Alemanha.

    E, nosso “Little Phil”, entra com Oscar, Hulk, Fred, e Bernard, que não sabem marcar, e deixam os dois volantes que só sabem marcar, enfrentando os 5 melhores jogadores da Alemanha.

    Não precisamos exigir mudanças radicais no futebol brasileiro, e achar que tudo está errado, é só pararmos de colocar gente incompetente na gestão, que contratam um treinador superado, apenas para inibir as criticas à CBF.

    O erro foi básico. Tiraram o Mano, no meio do planejamento, para colocar o Phil, “paizão”, “familia”, etc tal.

    Esse pessoal, felizmente vai desaparecer, ou ir para o Uzbequistão.

    E mais, ao ler hoje no G1, que os assistentes Gallo e Roque Junior, aconselharam exatamente a mudança da entrada de Paulinho, e William, nos lugares de Fred e Neymar, para equilibrar o meio de campo, dá para se perceber o tamanho da barbeiragem. Ter assistente prá que então?

    Não ouvir jornalistas que não sabem chutar uma bola, é uma coisa, mas principalmente não ouvir “observadores” dos adversários, boleiros, que manjam como Gallo e Roque, é o fim da picada.

    Quem ele ouviu então? O Murtosa?

    • Alex

      Deve ter ouvido a Dona Lucia

    • Paula

      Engraçado essa história de que os assistentes disseram isso? Quem tem interesse em vazar esse tipo de coisa? Alguém que quer queimar Felipãp (se é que já não tá queimado o suficiente hehheh).

      Claro que ele tem culpa nesse meio campo árido. 99% dos técnicos brasileiros não fariam mudança entre o primeiro e o segundo gol alemão tentando que sua escolha desse certo. Nos momentos seguintes realmente acho que não tinha muito tempo para nada… mas ainda assim, depois dos 6 minutos ele fez o que? NADA.

      Mano também não tava lá muito bem. Só estava melhorando depois que encaixou Oscar e Kaka. Que alias, podia naufragar já que Oscar mostrou que ainda tem muito chão pela frente. Na epoca tb tava abraçado com Hulk – que se mostrou muito aquém na copa. Como plano de jogo, não vi muita mudança… A seleção de mano tinha o mesmo problema de falha no maeio campo.

      • Jose Henrique

        Paula. Claro que nem ele nem ninguem mudaria apos os 6 minutos. O erro foi entrar com um time desprotegido no meio de campo. E, pra quem pediu “camarões” quando estava no Palmeiras, transferindo a responsabilidade, publicamente, aos seus comandados, então considerados por essa declaração, como peixes nada nobres, me faz acreditar muito mais em Roque Junior e Gallo. Alem da reportagem feita pela Globo, que preza pela ética e informação correta.

    • Carlo

      O erro na verdade foi anterior. Ao colocar o Mano. Deveriamos ter trabalhado desde 2010 com um treinador estrangeiro. De ponta. Nosso futebol teria evoluido bastante.
      Deveriam fazer isso agora tambem. Nao o farao porque o Marin diz ser nacionalista. Pessoalmente acho que ele gosta mesmo e’ de dinheiro. Junto com o tal do Del Nero.
      Quem sao esses caras para comandarem a CBF, o futebol Brasileiro? O que fizeram na vida, alem dessa politicagem nojenta de nossas federacoes feudais? Estao matando a galinha dos ovos de ouro. Mas 20 anos nesse ritmo ai e nosso futebol vai ser uma bela lembranca, nada mais.
      Agora vamos de Tite….
      Vao ver so a dureza que vao ser as eliminatorias. Chances consideraveis de nao passar. Ninguem tem mais medinho de jogar contra o Brasil.

  • José Henrique

    Mais uma observação. Você André, acredita que a Argentina vai ser essa moleza para a Alemanha?
    Preparem os corações, porque a Argentina é muito melhor que a Argélia.

  • Juliano

    ESPETACULAR seu texto AK, do início ao fim.

    Não vou chover no molhado e repetir tudo o que imaginávamos desde antes do jogo e não vimos em campo (sistema tático, meio-campo, etc).

    Mas antes do jogo eu tinha uma esperança, porque era o Felipão. O homem que sabia jogar fechado, jogo feio, jogo brigado, congestionado, e vá lá, uma bola parada (ou duas, como contra a Colômbia) e teríamos chance (seria feio, mas era o que se tinha). Mas Felipão não foi Felipão. Manteve o time espalhado e desconexo, e conseguiu entrar pra história.

    Por outro lado, muito se repetiu a frase “Felipão tem suas convicções”. Pois é, nisso ele se manteve Felipão. De dentro do grupo dos jogadores vazou que, se a imprensa pedir, ele não vai escalar, pra ser do contra. Manteve suas “convicções”, pelo prazer de tentar ganhar à sua maneira e ter razão no final. Teimosia? Não, isso tem outro nome: arrogância!

    Pra finalizar minha longa opinião: os jogadores têm sido poupados, não há mesmo a necessidade de se cometer outra injustiça como feito com Barbosa. Porém, fico com a sensação da falta de brio, de colhões. Demoraram quase 10 minutos para cometer uma falta, contra os pequenos bateram à vontade. Se intimidaram diante do grande? Alguém deveria ter parado o jogo, afinal, fazem isso o tempo todo, simulam e pedem atendimento, por que não na terça-feira? De fato pareciam meninos assustados, que ainda não viraram homens.

    Abraço!!

    • José Henrique

      Parabéns. Um comandante de um grupo, que as vésperas de um jogo de copa, diz que “um dos convocados não lhe agradou”. A pergunta: Pode um cara desses comandar um grupo de pessoas?
      Qual dos 23? Todos então questionando a sí prroprios: “Será que sou eu?”.
      Também depois da declaração que deu quando estava no Palmeiras, de que “Não lhe davam camarões”, esperar o que. Que os bagres e lambaris jogassem por ele?
      Nunca mais, felizmente. O arquiteto do “maior vexame da história” já se inscreveu na história, e libertou Barbosa de 50, e até a seleção de 1982, criticada por “jogar bonito e perder”, e provar que jogar feio, além de não ganhar, dá vexame.

  • Matheus Brito

    Boa noite AK,

    Mais ou menos o que comentei num post seu anterior à final. Quando foi passamos a admirar o fato de termos os zagueiros mais caros do mundo? paramos de produzir meias e atacantes para produzir zagueiros e volantes. Dá nisso.

  • SHAOLIN

    O pior ainda esta pr acontecer…depois dessa tragédia, jogadores, comissão técnica, dirigentes, assessores, massagistas, roupeiros, médicos, etc…etc…vão receber uma baita gratificação. Esperem, e verão.

  • Rafael

    Andre,

    Penso como voce e acho que o buraco e’ mais embaixo. Precisamos encontrar um jeito de voltar as origens. O futebol Brasileiro tem problemas serissimos que sao interligados e nao sei como podem ser solucionados. AI vao os que vejo.

    – Sistema feudal de federacoes: faz com que a CBF tenha os de sempre la. Resultado: o interesse do Futebol Brasileiro nao vem em primeiro lugar. Tentam fazer o melhor futebol possivel dentro do “esquema” deles.

    – Os clubes estao absolutamente falidos. Precisam vender 2 ou 3 jogadores por ano para nao terminar no (muito) no vermelho. A base entao se tornou uma industria de volantes que possam ser vendidos rapido.

    – Sistema de jogo na base. No Barcelona, os jogadores desde pequenos aprendem a tocar a bola e jogar da maneira ” Barcelona”. Aqui estao aprendendo a marcar duro, desarmar. etc… A base tem que ser aonde o moleque pode experimentar, jogar com fantasia. Com o jeito Brasileiro.

    – A diminuicao de campos de varzea nas periferias. Os campos de varzea diminuiram de forma drastica nos ultimos 30 anos. Era la que aparecia o Romario, o Ronaldo… O que sobra agora entao sao os clubes. E a base dos clubes tem outro foco.

    – Para mim e’ muito importante o nivel de nossos treinadores profissionais. Acho o nivel bem fraco. Sem citar nomes, todos fazem a mesma coisa. Muita ligacao direta, muito chuveirinho. Muito trabalho motivacao. Nada de conceitos modernos, Nada de treinos taticos inovadores. Acho que teriamos muito a aprender com tecnicos estrangeiros. O Fleitas Solich trouxe muitos conceitos novos para o Brasil na decada de 50. A partir de la comecamos a vencer tudo.

    Recebi no twitter um abaixo-assinado que achei bem interessante propondo um tecnico estrangeiro para a Selecao. Andre, vou colocar o link, e se nao concordar, por favor corte e nao publique. Mas concordei com muito do que o cidadao escreveu. Gostaria de saber opinioes a respeito

    Abracos!

    https://www.change.org/pt-BR/petições/confederação-brasileira-de-futebol-a-contratação-de-um-grande-treinador-estrangeiro-para-a-seleção-brasileira-

  • André, além de achar que a posse é um acessório, não temos outro plano. Ao menos se houvesse um plano “b”, um contra-ataque eficiente, uma marcação eficiente, mas não, não temos nada. O que vimos desde o primeiro jogo da copa foi isso, um meio de campo com 03 ou 04 “volantes”, que não marcavam e não criavam. A Alemanha deitou e rolou no meio. Na fatídica partida, só os laterais tentavam alguma coisa, o resto estava literalmente “perdido”.
    Para que começou a assistir e amar a seleção brasileira com o timaço de 1982, não consigo entender o que estão fazendo. Como você disse, esse desastre ficará para sempre.
    Abraço.

  • Haroldo

    Sinceramente? Não fiquei feliz, claro. Mas não perdi meu sono por causa da derrota. Foi tão clara a superioridade da Alemanha que o melhor foi ficar conversando com os amigos enquanto o jogo rolava na TV…e por a chavinha do `sofrimento por ver o time humilhado´ em off. E pensem bem…Foi a Alemanha! Dá para imaginar tomar metade disso contra a ARGENTINA no Maracanã, numa final? Ai a coisa ia feder como nunca. Então, eu concordo que vexame maior que os 7×1 não tem na história. Mas na questão TRAUMA, nada supera o Maracanazo de 50. Ali (pelo que leio e vejo) foi uma catarse inimaginável para quem não viveu. Ah…André, imagine O TIME DE CORAÇÃO tomar uma goleada no mundial. Eu acho pior…

  • Alex

    Antes de Felipão ser escolhido muito se falou em colocarmos o Guardiola como técnico, eu era contra e agora vejo que estava errado, perdemos uma grande oportunidade.
    Tenho muitos amigos que gostam e acompanham futebol principalemente de clubes e dizem não ligar para a seleção. Claro que cada um gosta e acompanha o que quiser, porém acredito, e posso ser um sonhador, que a forma como a seleção joga ainda inspira o que é feito e como os clubes grandes se comportariam e jogariam. Desde 1986 quando a seleção passou a ser mais precavida na defesa(jogamos contra a França com Elzo, Alemão, Junior e Sócrates no meio de campo), três zagueiros em 90 e finalmente 3 volantes e um meia voltando muito e criando pouco (Zinho) em 94 sendo campeão e não jogando nada, num esquema, vamos marcar e deixar nosso craque resolver, passou a ser normal e muito comemorado, não jogar bem e ser campeão. Por isso considero que a seleção jogar bem, ofensivamente sem deixar de ser competitiva seria uma influência positiva para o futebol de clubes.
    Quanto a parte estrutural se os cartolas continuarem os que estão no comando nada vai mudar. Os presidentes de federação e confederação para mim deveriam ser na maioria ex-jogadores. O Falcão que entende muito de futebol, mas não sabe ser técnico seria para mim um ótimo presidente da CBF.

  • Cláudio

    Parabéns André,

    belíssimo texto.
    analisas muito bem o futebol.
    como deve ser.
    infelizmente, nesta Copa vários jornalistas esportivos perderam-se, inclusive o seu pai, ao entrarem por outros caminhos; perderam a credibilidade que possuíam.
    continue assim.
    na área esportiva, que também deverá sofrer muitos cortes, precisamos de jornalistas sérios como você.

    parabéns.

    AK: Obrigado pelo elogio. Mas ninguém perde credibilidade por fazer seu trabalho. Um abraço.

  • Eddie The Head

    É óbvio que não vou insistir,mas porque o texto que postei anteriormente,de um dos seus colegas de profissão,não foi publicado?

    Se é verdade ou não caberia (na verdade cabe) a cada um crer ou não.

  • José Henrique

    Para falar a verdade, além de achar Marin e Felipão como os maiores culpados de tudo, o primeiro colocando o segundo apenas como escudo, e até deu certo antes do jogo com a Alemanha.
    O time jogou pedrinhas nos amistosos contra o Panamá e a Bosnia.
    Encheram tanto a bola desse cara por 2002, “família scolari” etc, como se os méritos daquele titulo fosse dele.
    Ora, com Ronaldo e Rivaldo os melhores do mundo, que resolviam os jogos sozinhos, onde que ele teve mérito?
    Além do mais, passou do ponto na pressão em cima dos jogadores, e sem nenhum padrão tático, se transformou num “pastor” apostando em seu carisma levando os jogadores ao desequilíbrio até emocional. Vimos um time de assustados, e isso demonstra que o comandante colocou carga excessiva sobre os ombros dos jogadores.
    E o chamamento da psicóloga as vésperas do jogo, foi uma lástima.
    Os jogadores certamente acharam o que a comissão técnica pensava sobre eles?
    Olha dá até raiva de procurar motivos.
    E a gente lê coisas, como “precisamos começar do zero”, “é preciso organizar a base”;
    Ora bolas. Quando será que vai cair a ficha dos defensores da malfadada lei Pelé, que arrebentou com os clubes formadores, transformando-os de antes poderosos, em meros locais incubadores de mercadoria de empresários e investidores, que ganham mais que os clubes sem qualquer risco ou ônus, que ficam todos com os clubes?
    Que a partir dessa lei,acabaram-se as possibilidades dos clubes ganharem dinheiro com a formação de atletas, desde meninos, já agenciados por novos ricos com essa mamata.
    Uma aberração que precisa ser revista, e não adianta papo de que dirigente é muito amador, que não cola. O poder que deram a investidores no futebol é absurdo.
    Não entendo porque a imprensa tão zelosa e fiscalizadora não ataca esse câncer que arrebentou com os clubes, maioria falidos, e ninguém fala os motivos, que são oriundos justamente do enfraquecimento do poder dos clubes sobre a formação de jogadores.
    Julgo a imprensa omissa nessa questão; E não sei porque. Será que sofre pressão ou lobby de grupos que encheram as burras de dinheiro as custas de clubes e jogadores?
    Acho que a imprensa que tiver a coragem de enfrentar essa questão, muito, mas muito mais importante para o futebol do que o tardio bom senso, que nem de leve se atreve a mexer nessa ferida exposta, essa imprensa estará sendo proativa em prol do nosso futebol.
    Não são dirigentes de clubes, nem jogadores, que estão matando os clubes, é o punhal dessa lei enfiado em suas gargantas até o cabo.
    Uma lástima.

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