COLUNA DOMINICAL



(publicada ontem, no Lance!)

TRANCO

1 – Postura diferente dos jogadores brasileiros na execução do hino nacional. Mais contida em relação às partidas anteriores, em que se percebeu uma devoção quase religiosa ao momento. Mais de acordo com quem tem de estar concentrado e inspirado, diante de um trabalho a ser feito.

2 – Minuto 7: “Isso aqui é Brasil, p…!!”. Silva, Thiago.

3 – A pressão inicial e o gol precoce lembraram o que se deu no jogo contra o Chile. Então, a Seleção Brasileira falhou e convidou o adversário de volta ao encontro. Obrigação era não repetir o favor aos colombianos. Não fosse uma crucial ação de Thiago Silva, cortando um passe de Cuadrado em um contra-ataque construído por James Rodríguez, a gentileza teria sido feita novamente.

4 – O Castelão via um time grande contra um pequeno. Em atitude e em futebol. O Brasil levava o jogo a ser disputado no campo colombiano, colecionando desarmes próximos à área contrária. O caminho mais indicado era o lado direito da defesa da Colômbia, onde Hulk jogava sem ser incomodado. Zuniga batizava o segundo gol brasileiro.

5 – Claro rodízio de faltas para conter James Rodríguez. Um árbitro não precisa ser experiente para detectar a estratégia. Mas pode se esconder atrás do “padrão” desta Copa, em que a relação de cartões amarelos exibidos do primeiro para o segundo tempo é quase um para dois.

6 – A única marca negativa do primeiro tempo: o gol que não saiu.

7 – Manter a intensidade dos primeiros quarenta e cinco minutos não era um objetivo realista, especialmente no calor de Fortaleza. Natural, também, o aparecimento da Colômbia como equipe no Castelão. A combinação desses aspectos poderia ameaçar o Brasil. Por isso o segundo gol, criado e não marcado, era tão importante.

8 – David Luiz, oferecendo a Juninho Pernambucano o sabor de marcar um gol de falta em um jogo de Copa do Mundo. E que gol. No momento em que a Seleção Brasileira começava a sofrer e a Colômbia vislumbrava o empate. Neymar é o jogador especial, mas este time pertence a seus dois zagueiros.

9 – Julio César poderia ter sido expulso no lance do pênalti. Sexto gol de James Rodríguez, 22, na Copa. Que jogador esse rapaz promete ser.

10 – Sofrimento exagerado no final. A Colômbia, com talento e ilusão. O Brasil, cansado e pressionado. Substituições emergenciais, para suportar os últimos minutos e defender o resultado. Sensação de que a Seleção Brasileira não deveria ter permitido que o jogo se complicasse de tal forma. Contraste com a autoridade demonstrada na primeira metade.

11 – O lance de Zuniga com Neymar resumiu a atuação do espanhol Carlos Velasco Carballo, provavelmente o pior trabalho de um árbitro nesta Copa. Permissivo, duvidoso, danoso ao jogo e aos dois times. Não soube conter a brutalidade de ambos os lados, tardou a usar o cartão amarelo e colaborou para a elevação da temperatura do jogo. Um dos astros do Mundial está no hospital, com uma vértebra fraturada.

12 – Com base no futebol que se propõe a jogar, a Seleção evoluiu. Se será o bastante para ganhar a Copa, a semifinal mostrará.

TRISTE

Terrível a lesão de Neymar. Para ele, pelo que representa uma Copa do Mundo em casa, e como o protagonista que ele vinha sendo. E para a Seleção Brasileira, que perde seu brilho a um passo da grande final. A única observação positiva que se pode fazer é que a data de nascimento de Neymar lhe permitirá jogar outras Copas. Mas isso não serve como consolo agora.

FELIZES

A seleção da Alemanha é, com notável distância, o time que mais aproveita a Copa do Mundo no Brasil. Dentro dos limites necessários e das obrigações de jogadores de futebol durante o torneio, os alemães têm se aproximado do comportamento de turistas em viagens de férias. Abertos ao que a oportunidade proporciona, bem humorados, sociáveis e exibindo um nível de despreocupação que raramente se vê. Um estado de espírito que só pode ser benéfico, pois atletas, bom lembrar, são pessoas.



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