CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

JÁ PENSOU?

Você já deve ter se surpreendido pensando se a Argentina vai ganhar esta Copa. Claro que pensou. Depois do sorteio dos grupos, quando ficou estabelecido que poderia acontecer uma final entre Brasil e Argentina, você pensou nessa final. Você imaginou essa final. Talvez você tenha desejado essa final.

Então você visualizou uma vitória do Brasil no Maracanã, e, imediatamente depois, algo desagradável fez seu cérebro mudar de assunto. Mas foi o suficiente para deixar uma sensação ruim, como os últimos instantes antes de acordarmos de um pesadelo. Você pensou em uma… você sabe.

Foi neste momento que você passou a procurar razões para se convencer de que aquela possibilidade – é, aquela – era um devaneio, um surto. “Eles só têm um jogador…”, “a defesa não é confiável…”, “eles nem chegarão à decisão…”. Nada como o pensamento otimista para limpar a mente, não?

O fato é que você continua pensando e nem sabe direito por quê. Afinal, convenhamos, “eles” não deram motivo para ser considerados uma ameaça clara e presente. O “único jogador” está longe de decepcionar, é fato, mas ainda não encarnou Maradona. Não é o nome da Copa, é? Pois é, quer dizer, ainda não. Como Ruud Gullit disse outro dia na televisão, “eles têm os melhores jogadores e o pior time”. Combinação intrigante.

Ao ver o jogo contra a Suíça, você voltou a pensar em tudo e não resolveu nada. A Argentina poderia ter perdido, mas ganhou. Poderia ter sofrido o empate no final da prorrogação, mas a trave não deixou. E você sabia como seria o gol, quem estaria envolvido, etc e etc. Tanto que, na hora, sua reação foi a de quem já tinha visto aquele lance. Estranho.

O time parece um projeto não finalizado, com defeitos que não são compatíveis com o brilho que você sabe onde está, mas nem sempre enxerga. Gullit também disse que “a Argentina só pode melhorar, e se isso acontecer…”. Por isso os pensamentos vêm e vão.

No sábado, a Argentina enfrenta a Bélgica. Como em 1986.

CLÁSSICO

Se você ainda não foi contagiado pela Copa do Mundo no Brasil, pense que amanhã, além de mais um jogo da Seleção Brasileira, haverá Alemanha x França no Maracanã. Clássico com todas as letras maiúsculas, valendo vaga nas semifinais, em um estádio internacionalmente simbólico. Para os europeus, o significado é equivalente ao de um jogo do Brasil em Wembley.

TÁTICO

A Holanda já utilizou dezenove de seus vinte jogadores de linha na Copa. O técnico Louis Van Gaal não tem receio de escalar jogadores em posições diferentes, e tem sido acompanhado pela sorte nas substituições que faz. Até agora, reservas saíram do banco e marcaram gols em três jogos. O método de Van Gaal não é garantia de sucesso, mas é exemplo de comando.



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