CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

OUTRA COPA VERDE E AMARELA

“Em volta do Centro Internacional de Transmissões, que fica em frente ao maior estádio da Copa, só se vê terra. Os estacionamentos que servem centenas de veículos de comunicação do mundo inteiro, e milhares de jornalistas, são lamaçais à espera da chuva.

Nas sedes, seja nos campos de treinamento ou mesmo nos estádios do Mundial, os gramados estão em condições precárias. E a primeira fase ainda nem terminou. No estádio em que Estados Unidos e Inglaterra estrearam no Mundial, já não havia grama nas pequenas áreas. Treinos de “reconhecimento” foram proibidos, como aconteceu na véspera de Alemanha x Sérvia e Brasil x Costa do Marfim. A Seleção teve de procurar outro lugar para trabalhar, porque o campo da escola onde costuma treinar não aguentou.

(…) Repórteres portugueses foram roubados por homens armados que invadiram a pousada onde dormiam. Dólares de um dirigente uruguaio sumiram do cofre do hotel. Enquanto jantava no restaurante, uma equipe de televisão neo-zelandesa teve seus equipamentos levados por ladrões que arrombaram a porta do quarto. (…) Mas o comitê organizador da Copa do Mundo nega que haja problemas de segurança ligados ao torneio”.

O que você leu são trechos de uma coluna publicada neste Lance!, em um sábado de julho de 2010. O título era “A Copa Verde e Amarela”. Soa familiar? Vivíamos os primeiros dias do Mundial da África do Sul, quando os temas antecipados nos meses anteriores passaram a fazer parte da rotina. Obras não finalizadas, gramados ruins, criminalidade. E a máquina da informação oficial trabalhando forte para proteger a imagem do produto. Quatro anos depois, o panorama é o mesmo.

Colunas semelhantes serão escritas em vários idiomas a partir de hoje, expondo os defeitos da Copa do Mundo do Brasil. O início do evento é a largada para todo tipo de avaliação. Elas são necessárias, obrigatórias até, mas não devem levar ninguém a pensar que “nunca na história desta Copa” houve tantos problemas.

PRIMEIRO ENCONTRO

Se as estreias são mesmo inevitavelmente complicadas, a de hoje deve atingir um patamar inédito. Em casa, com carga máxima de responsabilidade e cobrança, contra um oponente que pode se aproveitar da ocasião. Dificuldades serão compreendidas. Se a Seleção Brasileira tratar a bola como sua namorada, este dia 12 de junho terminará com uma saborosa comemoração.

JOGAR É PRECISO

Que esta Copa do Mundo consagre o futebol de ataque e a supremacia técnica. Que times interessados apenas em conter os adversários sejam contidos pela própria covardia. Que cada aspirante ao troféu maior do futebol seja a melhor versão do que pode ser. Que dentro do campo a Copa do Mundo do Brasil honre e orgulhe este jogo do qual gostamos tanto.



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