CAMISA 12



(publicada ontem, no Lance!)

MOTORISTA

A declaração carrega um significado maior do que as palavras que a compõem. Um desses casos em que o que é dito ganha outra dimensão por causa de quem disse. Fred foi o autor: “O que a Argentina faz com Messi e Portugal faz com Ronaldo, duzentos milhões de brasileiros e nós vamos fazer com Neymar”.

O segundo jogador mais experiente da Seleção Brasileira (só perde para Julio César) não deixou dúvidas ao falar sobre o segundo jogador mais jovem (só perde para Bernard) do time. Da porta do vestiário para dentro, também, Neymar é quem eleva o Brasil a outra categoria. E ainda que a debilidade do Panamá – onde se joga beisebol, não futebol – deva ser considerada, ver o camisa 10 em sua forma habitual serviu como estímulo para os companheiros que desejam que ele mostre o caminho.

A comissão técnica da Seleção Brasileira não está preocupada com a inexperiência de Neymar. Entende que não poderia ser diferente por causa de sua juventude, e argumenta que ser calouro em uma Copa do Mundo não equivale, necessariamente, à virgindade futebolística. Neymar habituou-se a enfrentar os melhores jogadores do mundo por seu clube na última temporada e respondeu bem, de amarelo, na Copa das Confederações.

Ademais, o que se pedirá a ele – não só, mas mais – a partir do dia 12 é algo que não se pediu a nenhum jogador nascido nesta terra nos últimos sessenta e quatro anos. De modo que esperar que alguém esteja preparado por currículo para a missão não é um pensamento realista.

Enquanto Neymar sustenta que vive um sonho e não sente o peso que transporta, seus companheiros lhe entregam a chave da máquina e pedem que ele dirija. O fato de o fazerem publicamente, e com todas as palavras necessárias para que a mensagem seja bem compreendida, é um inegável testemunho de capacidade.

O Brasil não está aos pés de Neymar, está sobre seus ombros. O que está aos pés dele é a bola, e essa é a boa notícia.

MELHOR ASSIM

A Itália decepcionou no amistoso contra Luxemburgo. Não conseguiu vencer um time que foi goleado pela Bélgica, a dias da estreia na Copa. O resultado lançou dúvidas sobre a formação titular com que os italianos iniciarão o Mundial, o que imediatamente multiplicou as chances da seleção de Cesare Prandelli no Brasil. Ninguém lida tão bem com incertezas.

BAIXAS

Radamel Falcao não vem mais. A ausência do goleador colombiano ao menos nos poupará de ver um jogador formidável ser uma sombra de si mesmo. O que pode acontecer com Cristiano Ronaldo, pagando o preço pela temporada em altíssimo nível até o último jogo possível. A essa altura, não há como fazer nada além de torcer por ele. A não ser que você creia em bruxarias.



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