COLUNA DA TERÇA



(publicada ontem, no Lance!)

DEZ DIAS

Deixamos o carro em uma rua diante da Estação da Luz, em um estacionamento 24 horas que nos cobrou 20 reais pelo período. O plano era chegar a Itaquera via “Expresso da Copa”, opção que parece mais inteligente em comparação com as baldeações de metrô. A proximidade da Copa do Mundo não alterou o aspecto da região ao redor da estação, uma surpresa negativa já que a Luz continuará sendo um ponto de partida e chegada muito recomendável para quem for à Arena Corinthians.

O serviço oferecido pelo trem que leva ao estádio é exemplar. Da correta sinalização para embarque ao tempo de duração da viagem. Em vinte minutos contados no relógio, descemos na estação Corinthians Itaquera, já com a visão da Arena poluída pela estrutura de arquibancadas temporárias que serão usadas durante o Mundial. O escoamento de pessoas que se dirigiam aos portões foi orientado por voluntários com megafones, ainda que as placas indicando o caminho sejam claramente visíveis. A caminhada não é longa, mas está prejudicada pelo fechamento – ordem da Fifa, estará aberta na Copa – da passarela que tornará o acesso mais rápido e fácil.

As dificuldades para jornalistas na primeira visita à Itaquera começaram exatamente quando imaginamos que a parte mais difícil da jornada estava cumprida. Colegas estrangeiros que também tivessem tido a ideia de conhecer o local de abertura da Copa do Mundo no dia de Corinthians x Botafogo certamente teriam sofrido mais. Não havia nenhuma sinalização para a entrada de imprensa, que se localiza do lado oposto do estádio ao de quem chega a pé da estação. Não teria sido simples encontrar a porta correta sem a ajuda de um repórter que conhece o local. O problema não é o tempo que se leva andando, é assim no mundo todo. O problema é não saber para onde ir. Algo que se corrige facilmente com placas.

O elevador nos levou até o nono andar, tribuna de imprensa. A suntuosa parte interna da Arena se apresenta no caminho para o amplo local de trabalho de jornalistas durante os jogos da Copa, em que, neste domingo, havia poucos lugares com tomadas funcionando. Onde faltou energia elétrica sobraram iniciativa e gentileza de voluntários. Sinal de celular pleno e funcionando durante todo o jogo. Rede de internet sem fio, idem. Com base nas experiências em outros estádios de Copa do Mundo, todos fora do Brasil, colegas apreciarão a visão do campo desde a tribuna e se assustarão com a acústica que beneficiará a Seleção Brasileira na estreia e, quem sabe, em uma das semifinais do Mundial.

Como um aeroporto, a Arena Corinthians terá serviço doméstico e internacional. É preciso diferenciá-los. Para o clube, tudo está praticamente pronto. O acesso do público é menos problemático do que se imagina e a mídia brasileira logo estará habituada ao trabalho nos jogos do time. Para a Copa, as complicações, ainda a essa altura, são evidentes. O teste deste domingo mostrou que a imprensa estrangeira teria mais dificuldades dentro do estádio do que para chegar a ele. Faltam dez dias.

O RETORNO

Sair foi mais fácil do que entrar. O único obstáculo foi o fechamento do acesso à estação Corinthians Itaquera a quem tentava deixar o estádio pelo setor Oeste. Como tem sido divulgado, a estação indicada para este lado do estádio é a Artur Alvim, de onde não é possível embarcar no “Expresso da Copa”. Nossa passagem foi permitida pelos policiais quando nos identificamos como jornalistas. Da saída da Arena até a estação, não levamos mais do que dez minutos a pé. Já a viagem a bordo do “Expresso” foi um pouco mais demorada do que na ida, pois o trem fez duas paradas no trajeto de retorno à Estação da Luz. Em 25 minutos estávamos de volta. O estacionamento permaneceu aberto como prometido. O carro nos aguardava como deixamos. Pouco mais de cinco horas depois, nos despedimos no mesmo local onde nos encontramos para sair para Corinthians x Botafogo.



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